Dick Cheney (ex- secretario de estado da Defesa de George Bush - um dos homens Iraque) veio dizer que "a publicação dos relatórios sobre a tortura são um crime contra todos nós"! Apoia, portanto, a tortura. E enche a boca com palavras como "direitos humanos", "democracia" e "liberdade". Ao mesmo tempo que esta "fascizada" nos governa, os EUA continuam, a par do apêndice Israel a ser o único país que vota, na ONU, a favor da manutenção do bloqueio económico a Cuba. Até Portugal votou contra!
Proximamente, e já não falta muito, os EUA, a par do apêndice Israel, serão o único país a não reconhecer o Estado Palestiniano. Até o Portugal de Portas e Passos o vai fazer!
Eu volto a deixar a pergunta: Um país sozinho contra todos os outros continua a impor, pela força, a sua vontade. Será este um país democrático?
A história mal contada!
Cuba está em 44.º lugar no índice de desenvolvimento humano da ONU (IDH), correspondente à classificação IDH muito elevado. Cuba é o país da América latina e caribe considerado o melhor para se nascer. Os países "livres" apoiados pelos "democráticos" EUA estão todos muito atrás. Quem é que nos está a contar mal a história? Já agora, vejam a "ditadura soviética" por oposição à liberdade yankee no Afeganistão:
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*Em grandes parangonas, o matutino dito de referência, alegrava-me a
existência enquanto procurava conseguir uma consulta médica: “os bancos
continuam a ...
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El eco cuántico de la consciencia
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El eco cuántico de la...
Tem o idealismo raízes materialistas?
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Confesso que tenho muita dificuldade em discernir qualquer linha de
pensamento dos arrazoados simplistas com que José Rodrigues dos Santos
insiste em funda...
Quando os Generais da PAF se referem ao “eleitorado
estupefacto”, referem-se a quem? Só poderá ser ao seu! Porque o outro é muito,
muito, muito, residual. Eu também ouvi um ou outro comentário menos conformado,
mas, não passaram de resíduos de pólvora de uma bomba que estoirou nas cabeças
de Passos, Portas e Cavaco. Pelo medo, pânico, prepotência, arrogância, preconceito,
autoritarismo, passadismo, revanchismo, reaccionarismo e outros que tais:
OBRIGADO PAF! Nunca pensei que algum dia fizessem algo de tão positivo por este
país!
Bastou um governo querer acabar com a austeridade, a mesma austeridade
que coloca milhões na miséria e mata outros quantos nas urgências dos
hospitais, para ser apelidado de "radical", de "extrema-esquerda" e até,
como disse uma jornaleira da SIC, de "extrema radical"! À falta de
designações... Ou seja, querer a prosperidade e o bem-estar de um povo,
que vota nas eleições para esse efeito, nesta "nova" Europa, dos
"mercados" e dos "credores", é ser "extremista"! A Europa social, da
convergência, que nos venderam, diz agora, que a liberdade, a democracia
e o progresso passaram a ser conceitos "extremistas". Foi esta a promessa de construção europeia que nos venderam? Foi nesta Europa que acreditaram? A Europa que discrimina? A Europa que
persegue? A Europa que limita? A Europa que restringe? A Europa que
impõe? A Europa que pune? A Europa que suga? A Europa que submete? A
Europa que tiraniza?
Não sei o que me provoca mais agonia: se o facto de Passos Coelho insistir em negar que disse o que efectivamente disse e toda a gente sabe que ele disse; se o facto de Passos Coelho ser mais "Germanófilo" do que os próprios Alemães da CDU! Será que Merkelmania de Passos Coelho é tão doentia que até Alzheimer lhe provoca? Se Lobo Xavier aqui estivesse, diria: "o primeiro Ministro foi infeliz"! Eu acho que é mais Falta de Vergonha! Como não acredito que Passos e a sua gente sejam burros, acho que,
quando Passos desmente o indesmentível, estrategicamente, pretende o
seguinte efeito: 1/3 das pessoas, acreditam porque não percebem nada
disto e votaram nele; 1/3 ficam na dúvida e colocam a culpa nos
jornalistas e nos políticos mentirosos; 1/3 rejeita e chama-lhe
aldrabão. No entanto, 2/3 não rejeitam nem deixam de rejeitar e esses
2/3 já chegam para ganhar as eleições. Como dizia Pimenta Machado, "no futebol o que é verdade hoje, amanhã é mentira"! Na política de Passos também é assim!
Quer dizer, depois de meses a fio, a vermos notícias, inclusive na comunicação social feudal, sobre os ataques da Junta de Kiev a zonas residenciais de Donetsk, vitimando milhares de civis indefesos, e de a UE e EUA nada dizerem sobre isto, foi preciso acontecer um suposto ataque" das forças "separatistas" a Mariupol, para a UE querer, novamente, estender as sanções à Rússia, por esta apoiar um ataque que vitimou civis inocentes! E depois, estes mesmos "Charlies" vêm sancionar a Rússia porque apoia
militarmente um povo que anseia por não ser governado por corruptos e
neonazis. Quando estes mesmos "democratas e libertários da expressão"
apoiam da mesma forma aqueles que pilham, violam, matam e ilegalizam
partidos e jornais, em nome do "livre", "humanitário" e "democrático"
ocidente.
Uma
campanha medieval de medo e terror abateu-se, nas ultimas semanas, sobre o povo
Grego e europeu. Qual igreja medieval, propagadora de conformismo e negação da
realidade, a comunicação social “feudal” comportou-se criminosamente. Pedir aos
povos que uma política assassina e de empobrecimento seja vista como inevitável,
é criminoso. Moralmente criminoso! Durante semanas, assistimos à fúria dos deuses
“mercados” contra a “esquerda radical”. Tal medo não têm, estes divinos seres, do
fascismo Húngaro ou Ucraniano, ou latino-americano. O seu medo é da mudança, é
da alternativa e é da transformação. O seu medo é que os povos vejam a
injustiça de uma política responsável pela concentração de 50% da riqueza em 1%
da população. Esse medo que têm, tentaram passá-lo para nós! O povo Grego,
milenar na sua história, respondeu com coragem… Assim a tenha quem ele elegeu,
que a alternativa está aí, sempre esteve e sempre estará. É só buscá-la!
“Não
sendo a Lituânia um estado social, na falta de cuidados paliativos, os pobres
que estiverem doentes, podem recorrer à eutanásia, para não terem de
sobrecarregar os seus familiares com o encargo dos tratamentos de que
necessitam” (tradução livre).Estranho nenhum órgão da chamada Média de "referência" fazer eco desta declaração, que todos podemos encontrar na Internet. Estranho? Não! a "comunicação social" passou a "comunicação feudal".
Numa manifestação pacífica na Cisjordânia (não, não foi em Gaza,
portanto não era o Hamas), o exército ocupante do apêndice sionista dos
EUA, agrediu, matou e assassinou - abateu! nas vastas vezes repetidas
palavras, da comunicação corporativa ocidental - um ministro do governo
Palestiniano. Reitero: isto passou-se numa manifestação pacífica, da
qual existem imagens! O que disse a nossa comunicação social, a nossa
"média panfletária"? O Expresso, esse kilo de papel de má qualidade,
falou assim: "Ziad Abu Ein morreu pouco tempo depois de se ter
envolvido num conflito com soldados israelitas, durante uma ação de
protesto na Cisjordânia ocupada". Para a SIC, Ziad Abu Ein foi agredido
mas já tinha estado preso em Israel, responsável pela"morte de duas
pessoas". Admirados com a qualidade propagandistica da nossa Comunicação
anti-Social? Até Goebbels coraria de inveja!
Será
a democracia compatível com um regime político ao qual só acedem cidadãos
ricos; com um regime em que todas as ruas, pessoas e seres estão
permanentemente vigiados e controlados; com um regime que alberga taxas de
criminalidade ao nível do terceiro mundo; com um regime que apoia políticos
fascistas e neo-nazis; com um regime que viola tratados ambientais e permite o
fracking e a manipulação genética de organismos; um país que lança bombas de
fragmentação e desmantela países em nome do seu interesse económico; com um
regime que divide pretos de brancos, árabes de cristãos, ricos de pobres; com
um regime que aplica tortura como método regular de interrogatório; com um
regime de partido único que mata na cadeira eléctrica… Serão os EUA uma
democracia?
Em tempos de radicalização neoliberal; da ofensiva contra os povos que anseiam libertar-se e seguir caminhos alternativos; aprofundamento dos métodos de intromissão na vida privada de cada um... Surgem receios fundados por semelhanças com histórias que já conhecemos. Até onde chegará a intenção dominadora de um sistema capitalista que se debate com as suas próprias contradições? Numa espécie de dejá-vu, uma das formas mais utilizadas pelos governos neoliberais tem sido o recurso massivo à privatização de sectores chave da economia. Tudo numa lógica de concentração de riqueza... Depois do ressuscitar do ideário liberal da "mão invisível" e do fim do estado social, não nos pode espantar saber que
o primeiro governante, a aprovar e aplicar um plano tão ambicioso de privatizações, como o que assistimos em toda a Europa, se chamava Benito Mussolini. Admirados? O fascismo é uma resposta histórica do próprio capitalismo!
Os partidos do sistema acreditam que foram escolhidos e
formados com uma boa intenção, com uma intenção humanista e democratizante. Afinal,
foi tudo ao contrário! Só que, quanto mais tempo demorarem a reconhecer e a
assumir essa “malformação congénita”, como em qualquer doença, mais tempo vão propagar
os seus efeitos. Efeitos nefastos para os povos, diga-se. Efeitos de legitimação
da exploração, do capitalismo, do liberalismo, do imperialismo, agravados pelo
perpetuar da farsa de que a sua intenção é a contrária. O resultado? O
resultado é a subida da extrema direita, também ela uma resposta do capitalismo
a uma necessidade concreta.
Um Jornalista Russo, de sua graça Andrei Karaulov, publicou um trabalho em filme intitulado "Momenth of Truth" (momento da verdade - tradução livre). Não fujam, dispam-se de preconceitos e vejam-no.
«É necessária alguma forma de escrutínio da actividade dos juízes do TC». «É necessário pensar em sanções que possam ser aplicadas aos juízes do TC, responsabilizando e penalizando-os, em virtude das suas decisões». Foram, mais ou menos, as palavras que todos tivemos a oportunidade de ouvir a Passos Coelho e companhia, nos dias seguintes após a decisão do Tribunal Constitucional (TC). Não sei o que me alarma mais: se as palavras neo fascistas de Passos & Cia; se o silêncio retumbante de jornalistas, comentadores e de muitos políticos. Para um verdadeiro democrata, a simples pressuposição de tais acções, é assustadora! Principio da separação de poderes, já ouviram falar?
Primeiro
era o tratado com a EU. Depois foram as manifestações em Donetsk e Kiev. Depois
vieram os snipers e as barricadas, os mortos nas manifestações…Mais tarde as
milícias, os hospitais de campanha e as ocupações ministeriais. A Ucrânia
estava sob assalto e a confusão era enorme.
Continuou
com a invasão das sedes do partido das regiões, com propostas de ilegalização do
partido comunista ucraniano, bocas, ofensas e agressões aos judeus e aos
ucranianos pró-russos. Continuou com o derrube das estátuas do Lenine…
Um
cobarde presidente, Viktor Yanukovich, rico oligarca e corrupto, foge a sete pés
e abandona o poder. Entre enviados de todo o lado menos do povo ucraniano, surge
um novo governo interino, aprovado por um parlamento sob assalto armado e em
estado de choque. Este governo, composto
por partidos da chamada oposição, inclui 5 Ministros de um partido de extrema-direita,
o Svoboda, proveniente de uma região ocidental da Ucrânia em que metade dos votos são
nazis, saudosistas dos tempos do colaboracionismo anti soviético ao lado de…Isso
mesmo, Hitler.
Os
Russos, ora aproveitando o pretexto para resolver a situação da Krimeia, ora
preocupados com o que os Alemães e EUA tinham na manga para as suas fronteiras,
decidiu intervir e apoiar os manifestantes pró-russos, que até aqui ninguém
julgava existir, a não ser que estivesse com alguma atenção e conhecesse a história
Ucraniana.
O
governo neo-nazi, preocupado com o salvamento das aparências, decidiu não
investigar o caso dos snipers. Segundo um telefonema captado pelos serviços
secretos de Viktor Yanukovich, estabelecido entre o Ministro dos Negócios Estrangeiros
da Estónia, Uros Paet, e a Alta representante dos Assuntos internacionais da EU,
Catherine Ashton, esta gente sabia que o Svoboda era nazi, que os seus membros são
bandidos e que foram eles que contrataram os snipers para incriminar o anterior
governo.
Aqui
está para quem quiser ouvir
Claro
que isto nunca deu nas nossas notícias. Como não deu que um dos financiadores da
“oposição” Ucraniana é Victor Pinchuk, oligarca do aço, que comprou a indústria
nacional do aço ao seu sogro, ex-presidente Ucraniano. Gente séria, portanto.
Também não se falou que este senhor Pinchuk é um dos financiadores da fundação
dos Clinton e um dos principais financiadores da candidatura de Hilary Clinton à
presidência dos EUA.
Também
se sabe, por exemplo, que está prevista, no âmbito do acordo com a EU, uma
reestruturação da economia Ucraniana, para a qual, o FMI entrará com um empréstimo
nunca inferior a cem mil milhões de euros. Vendo, aqui no nosso canto, como é
que é esta história dos empréstimos, das ajudas e das reestruturações…
Mas podia ainda mostrar gente como o Senador Maccain, a mesma Catherine Ashton e outros com gente do Svoboda:
Ou ainda um dos membros da Maidan brown shirts, constante das listas internacionais da Interpol por incitamento ao terrorismo (Dmitry Yarosh - centro):
Este senhor é o líder da delegação do Sector da Direita Neonazi ao Paralmento Ucraniano. É também co-fundador e amigo do lider do Partido Svoboda (nas fotos atrás) - antes Partido Neo-nazi Social-Nacional da Ucrania.
Agora: eu sei isto tudo há bastante tempo e querem-me convencer que, nem a comunicação social ocidental, na sua sanha por escândalos, nem os EUA com os seu 80 mil milhões de dolares anuais em "intel", nem a EU, sabiam destas coisas. Otários aqui ou quê?
O capital joga a mão aos fascistas sempre que pode para dominar. Aliás, sente-se sempre muito afim e perto deles. Estranho não é? Para quem anda sempre com a boca cheia de democracia.
O
que vi na televisão…
Primeiro
veio a EU, com um tratado comercial. Depois vieram os russos. Depois o povo
revoltou-se contra os russos. Depois os snipers contratados pelo governo
mataram manifestantes da oposição. Depois o governo corrupto, pró-russo, foi
derrubado pelo povo e o parlamento aprovou um novo governo interino, realmente
consonante com as aspirações populares.
Entretanto,
o povo, montou as barricadas, armou milícias e montou hospitais de campanha. O
mesmo povo, muito zangado, ocupou os símbolos do antigo governo.
Os
Russos malvados que querem a Krimeia de volta, após uma sessão de bebedeira de
Kruschev, desatam a invadir a Ucrânia, isto porque, na Ucrânia já não existem
pró-russos a não ser na parte leste, ou seja, na própria Krimeia.
Vem
Jonh Kerry e a enviada da EU, Catherine Asthon, trazem paz e sanções
financeiras e económicas contra os malvados Russos. Jonh Kerry traz também mil
milhões de dólares no bolso, os quais, digo eu, muito jeito dariam aos milhões
de americanos que passam fome, e Ana Gomes está realmente convencida que a
agressão Russa é ilegítima e injustificada.
Na
Ucrânia todo o povo está com o Svoboda. O Svoboda é a voz do povo…
Na
Ucrânia, o povo oprimido pelos algozes de Putin, luta ferozmente pela libertação
do jugo imperial Russo, numa continuação da sua ancestral luta pela libertação
do “império” Soviético. Depois, há meia dúzia de pró-russos da Krimeia que não
querem a mudança.
Sabemos
ainda que, o PS tem uma posição passivamente dúbia sobre o problema, em virtude
de um conjunto de preconceitos anti-comunistas – e quiçá anti socialistas – afectarem
alguns dos seus “sociais democratas”. O PSD está com os EUA para o que der e
vier, como esteve na situação Iraquiana ou Afegã. O CDS? O CDS com os seus
laivos de extrema-direita, à partida está pelos EUA, mas não enjeitaria alguma
simpatia com a Alemanha – se é que percebem o que quero dizer.
Só
lembro aqui que, na ultima quadratura do círculo, Lobo Xavier acusou Seguro de
ser radical de esquerda, mas quando Costa lhe falou da Frente Nacional em
França, calou-se que nem um rato. Mais tarde chamou Pacheco Pereira de Marxista
por aquele defender uma distribuição mais justa da riqueza. Estamos conversados
sobre as reais simpatias ideológicas do CDS.
E
depois, o que aconteceu?
Depois
vem James Cameroon dizer a Jonh Kerry que: “alto lá e para o baile que a banca
inglesa não funciona sem o dinheiro dos malvados Russos”. Merkel não diz nada
mas pensa: “eu bem que queria deitar a mão às empresas públicas Ucranianas, mas
o gás Russo está-me a lixar os planos”, “tenho de dizer ao Kerry para deixar
isto andar e ver o que dá”, “com sorte o FMI vai para lá e nós pilhamos o que
houver para pilhar”.
Vem
Putin, que a sabe toda e, encontrando-se numa posição de vantagem, diz:”meus
amigos, este vosso governo da tanga é ilegítimo, de extrema-direita e nazi”, “se
me chateiam, eu invado a Krimeia e digo que o povo Russo foi ameaçado”.
Inexplicavelmente,
a comunicação social corporativa ocidental começa a dizer que afinal há pró-russos
na Ucrânia, que nem todos estavam contra o Yanukovitch, que afinal isto é uma grande
confusão e que o Maidan é de extrema-direita e de inspiração Nazi. Sim…Estão assustados
com a m***a que fizeram! Os EUA, com a cobertura dos média corporativos,
fizeram na Ucrânia o que fizeram no norte de Africa. Agitaram, remexeram e
perderam o controlo. Agora, tentam arranjar um reaccionário para colocar no
poder. Ah…Que afinidade tem o Império capitalista ocidental com toda e qualquer
forma de fascismo! Apoiam sempre os fascistas e reaccionários, sempre!
Eis
que surge a China e telefona às partes, Merkel, Putin e Kerry. Eis que o
Primeiro-Ministro Chinês telefona a Kerry e Merkel e diz-lhes: “Camaradas, nós
não gostamos de confusão mas, não se esqueçam da terra toda que comprámos na
Ucrânia e que produz cereal para matar a fome na China”, “controlem-se lá
porque o povo Chinês já passou fome que chegue e vocês o que querem é engordar
ainda mais”.
Por
fim, na nossa comunicação social (na estrangeira não era bem assim) começaram a
surgir comentários como: “Isto não há bons nem maus”; “isto é só interesses de
um lado e de outro”; “tem de se ter cuidado com o Svoboda”; “isto é assunto
entre impérios”; “a Ucrânia está dividida”; etc…
Verdade?
Demoraram tanto tempo para chegar a estas brilhantes conclusões? É preciso
receber milhares de Euros de avenças mensais, das TV’s e jornais para, passados
dois meses, chegar a uma conclusão que já se tirava à partida?
Não,
o que estes comentadores estavam era com medo. Medo do poder, medo de tomar o
partido errado, medo de perder o emprego.
Pois
eu não tenho medo de perder o emprego e afirmo o que disse sempre desde o início:
1.º
Putin, Merkel, Obama, para mim são todos iguais porque todos se movimentam por
dinheiro, poder, protegem oligarcas, multimilionários e todos têm propensões
imperiais;
2.º Para
mim não se trata de apoiar Putin com base numa ideia saudosista pró-soviética
como, muitos pseudo-democratas preconceituosos, acusaram comunistas e gente de
esquerda quando optaram por tomar uma posição isenta quanto à análise da situação.
Não tenho qualquer ilusão sobre Putin e sobre a sua simpatia com o comunismo,
socialismo ou a esquerda. Putin é mais um governante imperialista, autoritário,
tipicamente Russo.
3.º
A Krimeia é um problema real para os Russos, pelas razões relacionadas com a
sua anexação à Ucrânia. A Ucrânia é um problema centenário, tal como a Polónia,
pela sua importância geográfica e territorial. Daí que, ao longo da história dos
impérios Europeus, ter-se sempre levantado o problema daquela região e da sua
divisão.
4.º
A Rússia tem interesses territoriais, militares e económicos na Ucrânia? Certo,
como os EUA e a Alemanha. Tal e qual. Do escudo anti-missil ao desmantelamento
da economia ucraniana a pretexto de uma ajuda ocidental (conhecemos bem que
tipo de ajuda é essa).
5.º
Desde cedo se viu que a “oposição” ao Partido das Regiões era dominada por
partidos reaccionários e de extrema-direita, provindos dos antigos partidos pró-nazis.
6.º
Por outro lado, o partido das Regiões não era um partido de esquerda. Era mais
um partido centrista, de inspiração liberal e com gente autoritária, gananciosa
e pró russa, no pacote.
7.º
Desde cedo se percebeu que, quem visse as televisões internacionais, que a Ucrânia
estava dividida entre pró-russos e anti-russos.
8.º
Uns são maus e outros bons? Não, claro que não. Tem a ver com etnias e com a
história. Só que, os pró-russos nunca colaboraram com os nazis e, logo, os
anti-russos estão muito conotados com a direita mais reaccionária e, nalguns
casos, de inspiração nazi.
Perante
tudo isto, eu pensei: “Não vou escolher um lado?”; “mas temos sempre de ter um lado,
não é?”; “então escolho os Russos”.
Porquê?
Porque por muito maus que sejam não podem ser piores que os Nazis. E como eu,
por ser quem sou aqui neste cantinho Portuga, outra coisa não poderia ser na
fria tundra ucraniana. Ou seja, ainda está para nascer o dia que me verá a
tomar partido pelos nazis, fascistas e outros reaccionários.
Por
outro lado, o fim da União Soviética e da guerra-fria ensinou-me algo…O poder
nunca deve estar de um só lado. O poder corrompe, o poder absoluto corrompe
absolutamente. O fim da URSS mostra como a Europa se corrompeu totalmente,
rejeitando e enterrando os princípios que, segundo a “lenda”, estiveram na
origem da sua criação. Mal por mal, preferia a história da carochinha da
democracia, do estado social europeu….
Poderiam
também dizer: “mas não é preciso escolher lado!”
Aí é
que se enganam… Cada vez mais temos de ter lado. Numa altura em que alastra, a
par da nova idade média, o fascismo, temos de escolher se estamos para
embarcar, mesmo que por passividade, nessa tendência, ou se escolhemos lutar
contra ela.
É
que aquela ideia de que não se tem de escolher lado é muito perigosa e só
interessa a quem domina. Sabem porquê? Eu explico:
Imaginam
um barco com quatro remos, dois de um lado e dois do outro. Se os dois remos de
cada lado remarem, para onde se dirige o barco? Para o lado com mais força, ou,
tendencialmente, para o meio (onde se diz estar a virtude). Mas, imaginem que
um dos remadores decide não escolher lado e, portanto, deixar de remar. Para
que lado vai o barco? Para o lado em que os dois remam. E o que não rema? Vai
com eles…
É
que quem não luta vai com aqueles que dominam, mesmo que, à partida não goste
deles. Quem luta, tem pelo menos a consciência de tudo fazer para não seguir na
tendência. Portanto, por cada cidadão, trabalhador que decide não tomar partido
nesta luta contra qualquer forma de império, principalmente de impérios que não
têm problemas em jogar com os nazis, é mais um que contribui para o alargamento
da tendência mais forte neste momento. Ou seja, está a contribuir para a sua própria
pobreza.
Os comentadores da nossa praça – refiro-me aos que considero
minimamente sérios e livres na sua opinião –, numa lógica aparentemente neutra
ou pseudo isenta, quando se referem à actual crise e ao actual panorama “austeritário”,
costumam transmitir a sua preocupação quanto à sobrevivência do actual sistema
democrático.
Nesse desfilar de causas e consequências, é costume
referirem a seguinte opinião: “este tipo de governação vai levar ao fim da
nossa democracia”. Todos percebemos isso, sobretudo, quando outra análise não
pode resultar da actual sequência de perda de direitos, liberdades e garantias.
A continuar este estado de coisas, muita coisa irá, certamente, ao ar.
No entremeio das suas preocupações com o aumento da
conflituosidade social – continuo sem perceber esta obsessão pela situacionista
“paz social” – e com o aumento do descontentamento popular, é com toda a
aparente sapiência que dizem: “o descontentamento leva ao voto no populismo”.
Até aqui tudo bem, estamos de acordo.
Nãos e ficando por aqui, como cão com medo das arrelias do
dono, os nossos comentadores acabam por concretizar a ideia anterior com a
seguinte ideia: “o voto do descontentamento é canalizado para extrema-direita e
para a extrema-esquerda”.
Como costumo dizer, uma no cravo e outra na ferradura. Afinal,
é tal ideia de "centrismo" filosófico e ideológico que lhes garante, em toda a
extensão, a presença nos meios de comunicação social.
É, nesta ultima ideia que os comentadores mais idóneos da
nossa praça – estou a falar apenas e tão só de comentadores políticos e não de
políticos convidados a comentar – acabam por desvelar a sua real idiossincrasia.
O voto do descontentamento é canalizado para a extrema-esquerda?
Quando é que isso aconteceu? Alguém é capaz de dar um exemplo que seja de um país
democrático, no qual o descontentamento popular com os partidos do centro tenha
descambado, num voto submetido a uma lógica populista de extrema-esquerda?
Conhecem apenas um exemplo?
O voto do descontentamento
Vejamos alguns casos. A Finlândia: verdadeiros finlandeses, extrema-direita
populista. França: Marie Le Pen, extrema-direita populista. Itália: Pepe Grilo,
palhaçada indeterminada. Áustria, Holanda, Irlanda, Inglaterra, Bélgica, Hungria…
Poderia continuar. Todos de direita bem extrema. Á excepção do palhaço Pepe
Grilo que, para nossa sorte serviu de catalizador contra os votos que poderiam
dirigir-se para o mafioso “Berlusconi” e que, curiosamente, não é visto como
populista e demagogo, mas sim, como um homem do sistema.
Concluindo, nem um só exemplo de voto de descontentamento à
extrema-esquerda. Nem um. O voto incauto, o voto desinformado, o voto da falta
de ideologia, o voto xenófobo, o voto intolerante, o voto de raiva, o voto
sentimental é sempre, mas sempre, um voto de direito. Sempre.
As diferenças
Podem vir com as Venezuelas, os Equadores e as Bolívias.
Esses votos não são votos populistas ou desinformados. Sabem porquê?
Primeiro: o populismo assenta na seguinte ideia – dizer ao
povo o que ele quer ouvir sem que se tenha a mínima intenção de o satisfazer. O
objectivo é tão só ser eleito e obter o poder. Daí a expressão “populismo”.
Ora, nos casos apontados ocorridos na América latina, estamos perante
governantes que, mal ou bem, têm tentado governar ao serviço do povo e dos mais
desfavorecidos, promovendo uma mais justa redistribuição da riqueza e com total
respeito pelas regras democráticas. Aliás, ao contrário dos populistas que, ou
descambam em ditadura ou são corridos do governo (lembram-se do Haider da Áustria?),
estes ganham eleições sem conta, umas atrás das outras, devido ao
reconhecimento daqueles para quem governam.
Segundo: O voto à esquerda, não à extrema-esquerda, embora
hoje em dia goste-se de catalogar a verdadeira esquerda como “extrema”, é
sempre um voto informado. Um voto de conhecimento de causa. É o voto de quem
reconhece a vantagem de votar em alguém que tem a intenção de governar numa
determinada direcção. Porque é que no Alentejo se votava no PCP? Por causa da
Reforma Agrária, por exemplo. A reforma Agrária deu aos pobres a primeira
oportunidade de dignidade das suas vidas. Daí o voto informado, o voto assente
na experiência e no conhecimento de causa. O voto conquistado. Julgo que todos
reconhecemos que as câmaras municipais do PCP, durante décadas foram das únicas
bem geridas em Portugal. A situação era conhecida. Bastava, nos anos 80,
comparar as câmaras do Alentejo às de Trás-os-Montes.
Terceiro: O uso da demagogia pode ocorrer na esquerda? Claro
que pode. Mas nãos e confunda demagogia, com populismo. A demagogia consiste em
exagerar um determinado facto de forma a dar-lhe um destaque que não merece ou
uma dimensão superior à que realmente possui, retirando daí, dividendos
eleitorais. Mas não é o mesmo que inventar factos ou mentir, como sucede no
populismo. Infelizmente, o jogo demagógico é profícuo em política e, deixem-me
dizê-lo, não é a esquerda que mais abusa dele.
Conclusão: senhores comentadores, não confundam extrema-esquerda
com a extrema-direita. Não são a mesma coisa. No primeiro caso falamos de um voto
descontente mas de revolta, de intenção revolucionária. No segundo caso,
falamos de um voto reaccionário, xenófobo e intolerante. Sorte a nossa que o
descontentamento e o sentimento de reacção desembocasse à esquerda. Sorte a
nossa. Mas não é, nem poderia ser o caso. Ao voto de extrema-direita falta-lhe
a informação, o conhecimento e o sentido de justiça. Falta-lhe a sabedoria. Não
é a toa que o discurso mais básico de todos é sempre um discurso de
extrema-direita. O discurso do retrocesso é sempre um discurso de extrema-direita.
Não vamos mais longe, o governo que mais nos leva em direcção
ao passado é o governo em que manda o CDS-PP. Lembram-se das feiras, dos táxis e
dos velhotes? Já sabem o que o populismo?