há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

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A data de validade do PS acaba nas próximas eleições! O PS será PASOK!


Será o PS o PASOK? António Costa diz que não. O Syriza não será com toda a certeza. Eu, cá para mim, que me desculpem os meus amigos "Xuxas"... (infelizmente) O PS é o PASOK! Mário Centeno, coordenador do grupo de estudos de política económica do PS (recém criado), dá-nos uma mostra do que será um possível governo de Costa para as relações laborais. Desde a utilização do exemplo dos "EUA", típico chavão neoliberal, à defesa de um mercado de trabalho "mais flexível", em consonância com a doutrina do pensamento único, ou, ainda, a ideia de que "as empresas não gostam de baixar salários", recorrente ideia de divinização da empresa e do empresário, variadas são as pistas do que serão as apostas de política económica do PS. Nâo! De um menino formado em Harvard, com um livro “O trabalho. Uma visão de mercado”, o que seria de esperar? Caros PS's, esta é última oportunidade que têm de não trair (mais uma vez) o povo Português, em Espanha e na Grécia, já as queimaram todas, por cá, os sinais vão pelo mesmo caminho, queiram ou não queiram! Leiam o texto a seguir e vejam por vós mesmos!


O martelo "democrático e humanitário" dos mercados "assustados" já se faz sentir sobre a Grécia!



Não se fizeram esperar os ataques ao povo Grego. Perante a sua escolha pouco ortodoxa, na visão dos “democratas” neo-liberais e na visão divina de uns “assustados” mercados, eis que, desde cedo, o garrote “democrático” e “humanitário” dos defensores da “liberdade de expressão”, desatou a ser apertado. Neste confronto entre a escolha democrática, livre e descomprometida de um povo e o martelo feudal do Capitalismo internacional, muitos espinhos serão colocados no caminho desse povo e será a sua coragem e capacidade de luta a determinar, em ultima medida, quão livres serão.

O medo e a insegurança, características das idades médias



A realidade apresentada e a realidade concreta

Toda esta questão Ucraniana tem-me forçado a uma reflexão profunda. Uma reflexão quanto às nossas capacidades de descodificação da realidade concreta, por entre uma imensidão de informações e contra-informações, de carácter propagandístico ou não, das quais nem sempre – ou quase nunca – é possível identificar os seus emissores originários e as suas reais intenções.

A grande conclusão que retiro deste emaranhado de verdades difusas e incoerentes é a seguinte: a realidade que nos é apresentada – não confundir com a realidade concreta e objectiva – é cada vez mais complexa.

Perante tal complexidade surge uma questão de grande pertinência: como não nos perdermos no meio de tanta confusão? Em que é que devemos de acreditar? Em quem?

A importância dos princípios

As questões levantadas não possuem uma resposta tão objectiva e final quanto desejável. Contudo, julgo que a resposta está mais no plano dos princípios. Para não nos perdermos teremos de remontar aos princípios.

Expliquemos melhor esta ideia, levantando uma outra questão: porque é que na idade média a humanidade encontrou a resposta em deus? Talvez porque, perante uma realidade que mudava todos os dias e que se caracterizava pela instabilidade, a crença em princípios estáveis e imutáveis (mesmo que morais, emocionais…) ajudava a encontrar um caminho por entre toda a confusão.


A mudança constante da realidade é uma característica das idades médias

Ora, a ideia de que, nunca como antes, a realidade quotidiana se caracteriza pela constante mudança, é falsa. Falsa? Sim falsa. Basta ler qualquer livro de história da idade média para perceber que a instabilidade era “a característica” dessa sociedade. O poder, as condições materiais de vida, os governantes, as fronteiras, as famílias, os amigos, mudavam a uma velocidade impressionante. A ausência de lei, de direito, de ética no plano político, fazia com que uma pessoa do povo sentisse uma insegurança tremenda quanto ao futuro. De repente, uma família com vários filhos, com uma vida estável, podia, perante uma guerra, uma desordem, um desmando ou abuso de poder, ficar sem nada.

Qual a diferença para hoje? A informação. É que hoje vivemos na sociedade da informação. E perante o excesso de informação, sentimo-nos ainda mais perdidos, principalmente quando, ao contrário do que se passava na idade média, se anunciou a morte de deus, das religiões e, ainda mais importante, numa perspectiva civilizacional, das ideologias politicas. Ou seja, aquilo que o homem medieval tinha como imutável (a religião), o homem pós moderno não tem. Sente-se ainda mais perdido.

Hoje muda tudo muito depressa? Há mil anos atrás também!

Esta ideia de instabilidade com que nos atingiram, contrária às enormes conquistas civilizacionais conseguidas durante o século XX, representa a prova maior de que entrámos, profundamente, numa idade média.

Após um século de avanços enormes, no direito, na organização do estado, na economia, na igualdade de oportunidades, na segurança social e na estabilidade da vida, o que permitiu planear o futuro e apostar na evolução individual e colectiva, com benefícios inquantificáveis para toda a humanidade, eis que se nos apresenta, como novo e moderno – qual destruição de Roma pelos bárbaros – um estado de instabilidade, que nos é vendido como inevitável e inexorável.

Provando a história que não existem inevitabilidades, que a idade média teve fim e que a resposta para a barbárie é a civilização, a verdade é que a barbárie volta sempre. De novo se anunciam as guerras territoriais, as guerras pela riqueza, as corridas ao armamento e a exploração do povo como forma de obtenção de riqueza e de submissão aos interesses das classes sociais dominantes.


A instabilidade apresentada como inevitável
nada mais é do que um instrumento de domínio social

De novo se anuncia a ganância do dinheiro como a fonte de todos os males, substituindo-se, apenas, o anterior papel da igreja. Actualmente, nesta idade média, são os mercados que representam o poder omnipresente e omnipotente que representava deus, na idade média.

Se na idade média não se podia provocar a ira divina, sob pena das maiores misérias, no século XXI, o século medieval pós moderno e pós civilizacional, não podemos provocar a ira dos mercados. Resultado? Todas as dimensões da nossa existência (trabalho, família, consumo, estado…) têm de funcionar em prol e no interesse dos “mercados”. Senão, as maiores misérias se anunciam.

Neste ponto surge mais um paralelo histórico. Se antes a vida tinha de se acomodar aos trâmites da igreja para aplacar a ira divina, agora tem de se acomodar aos mercados, senão…Misérias inimagináveis atingem os países e a humanidade.

Tanto numa, como noutra situação, a acomodação da vida aos interesses superiores de um ente supra material, não liberta ninguém da miséria. Ou seja, sê miserável porque senão, ficas miserável.

A história tende a repetir-se, porque os actores são sempre os mesmos

Na idade média, dizia-se ao povo que tinha de viver como Cristo enquanto o clero e a nobreza viviam no fausto. O povo era explorado e não podia enriquecer até porque, se tal acontecesse, castigos tenebrosos recairiam sobre os pecadores. Então, miseráveis tinham de continuar para que não fossem vítimas de uma miséria maior (como se tal fosse possível).

Actualmente dizem-nos, temos de apertar o cinto, temos de levar com a austeridade e temos de empobrecer. Se não nos tornarmos miseráveis os mercados atiram-nos com uma miséria ainda maior. Enquanto ficamos pobres para não ficarmos pobres, as classes dominantes (clero, nobreza, alta burguesia) andam no fausto como andavam na idade média anterior. E nós temos de levar com isto porque senão, ái de quem levar com ira dos mercados e dos investidores…

Hei-de voltar a este tema outra vez, contudo, julgo que esta comparação histórica, a meu ver, nada exagerada e absolutamente real, nos permite constatar o quão acelerado está o processo de “medievalização” das nossas sociedades contemporâneas. Ainda não chegámos ao extremo? Claro que não. Ainda estamos no princípio.  Mas o sentido é claramente descendente e senão o travarmos, chegamos ao extremo, com toda a certeza.

Reafirmar princípios experimentados para travar a “medievalização”

Daí que eu volte ao início, acabando como comecei. Temos de remontar aos princípios éticos, filosóficos, ideológicos e científicos. Não nos podemos perder no meio da informação difusa que nos enviam. O sistema dominante tem como objectivo a corporização da mesma ideia reaccionária que tinha a igreja nos tempos da inquisição. A ideia de que se não nos submetermos, estaremos desprotegidos face à ira de um ente superior e inatingível. Antes era o Deus católico, judaico ou muçulmano, hoje são os mercados. As classes dominantes sempre encontraram formas de domínio e exploração através do medo e da sensação de insegurança. A sua grande arma sempre foi essa, o medo do amanhã.

A grande arma de domínio é o medo do futuro

A solução, mais uma vez, é percebermos quem fomos o que tivemos e o que deveríamos ser. A solução é não termos medo do amanhã, porque o amanhã pode e deve ser construído por todos e cada um de nós. O futuro é o que nós quisermos que seja.

Assim, se os últimos 50 anos do século XX nos permitiram construir as sociedades mais justas e evoluídas de sempre, porquê abandonar esse processo? Porquê desistir dele? Porquê desistir dos princípios e das ideologias libertárias e humanistas que os corporizaram?

O tempo é de reafirmar como nunca esses princípios. O tempo é de dizer à reacção que não queremos o seu domínio. O tempo é de dizer que o caminho se faz para a frente e não para trás e em nenhum momento o atraso poderá ser visto como uma coisa boa ou desejável. O tempo é de dizer que esta estratégia de dominação pelo medo e pela instabilidade é, por demais, conhecida e indesejada. O tempo é de lutar pelo amanhã e não de ter medo dele. O tempo é nosso, é de todos os que não se acomodam.

Não prescindam dos princípios que nos deram a sociedade mais evoluída de sempre. Não prescindam dos princípios que obrigaram o capital a aplacar a sua sede sanguinária de riqueza e poder. Não permitam que apresentem ideais libertários como ultrapassados.

Um ideal progressista, humanista e libertário nunca é ultrapassado. Nunca o poderia ser.

Não prescindam a esperança num futuro melhor, senão, não vos sobra nada porque viver e lutar.

O desgraçado governo da nossa desgraça



No dia em que o “desgraçado governo da nossa desgraça” decidiu lançar 3 mil milhões de euros em dívida pública a 10 anos, segundo as notícias veiculadas pela comunicação social, a procura por parte dos mercados correspondeu a um montante de quase 10 mil milhões.

Essa elevada procura, segundo dizem, permitiu colocar a dívida a 5,11% de juro. Foi uma festa enorme, foguetes, confettis e musica a rodos. Palhaços e palhaçadas, nem se fala. Foi um ver se te avias. O IGCP veio dizer que esta operação foi um sucesso total, "atingindo um marco importante ao começar a pré-financiar 2015 e a construir uma almofada de tesouraria".

Almofada? Pré-financiamento de 2015? Então, não havia que aplicar medidas draconianas porque sem elas o dinheiro não chegava? E agora já se fala em almofada de tesouraria para 2015? Algo não bate certo. E bate ainda menos certo quando, no mesmo dia a Espanha colocou dívida, também a dez anos, só que com juros de 2,8%. Ora, se os portugueses 5,11% são um sucesso, como se classificarão os espanhóis 2,8%? Um êxtase económico-mercantil? Uma lotaria financeira? O euromilhões da dívida pública?

Não, meus caros, o euromilhões da dívida pública estamos nós, Portugueses do povão, a atribuir à banca internacional da Escandinávia, Inglaterra, Portuguesa e outras que tais. Esses é que estão a ganhar o euromilhões da dívida pública, pago com os nossos impostos, a nossa miséria e a nossa fome.

Regozija-se esta cambada irresponsável com os atingidos 5,11%, mas a questão é esta: só se atingiu esta “incrível” taxa de juro porque a procura foi muito superior, porque se a procura tem ficado abaixo e não tem havido leilão, levávamos outra vez com uma taxa de 10%. É esta a confiança que os divinos “mercados” têm na nossa economia e na bonomia do nosso “desgraçado governo da nossa desgraça”.

E mais sublinho, mesmo assim, atingem 5,11%. Sabem porquê? Porque o BCE tem a rede metida nos mercados secundários. Porque senão… Ora, se o BCE garante, como é que um empréstimo a 10 anos, com juros batidos a 5,11%, não há-de tornar-se um bom investimento? Ganham 5,11% sem mexer uma palha. E ainda se garante que, aconteça o que acontecer, recebem sempre. Ainda dizem que isto se deve à desconstrução politica desta maralha a que chama governo português?

A verdade em Inglês, a mentira e Português

Paulo Portas, na sua tradicional capacidade para prometer o que não cumpre ou o que apenas pode cumprir em muito pequena escala, veio dizer que, em 2015, face aos sucessos alcançados, é natural – natural, vejam só – que se possa aliviar a conta do IRS cobrado ás famílias.

É assim: em Junho do ano passado, estava irrevogavelmente para se ir embora; em Dezembro de 2013, o país estava à beira da banca rota e até se falava em 2.º resgate como forma de pressionar o TC; em Fevereiro de 2014, já se pode baixar o IRS a curto prazo. Típico deste governo. O que diz hoje, não repete amanhã e o que faz agora, desfaz mais logo. A eterna convulsão de um governo em estado de fragmentação, apenas agregado por uma cintura de interesses económicos que, em nada, confluem com os interesses do país e do povo Português.

Claro que, a ministra das Finanças – qual Gaspar com menos olheiras e de sexo diferente – se apressou, ainda ontem, em inglês para ninguém perceber, que não se julgue que a austeridade vai acabar, porque não vai! Ainda faltam muitos, muitos anos! Já não será no nosso tempo?

Nem um jornaleiro ouvi, questionar o Portas e o Coelho, sobre que raio de contradição é esta. Nem um. Então em Português, diz o governo que isto vai aliviar, em Inglês, o mesmo governo diz que isto vai continuar a apertar. Ele diz que sim, ela diz que “No”.

Esta realidade só pode ter duas leituras: uma, a de que o governo não se governa a si próprio, e cada um diz o que lhe apetece e o que lhe parece que é o melhor para si próprio e para o seu projecto político; duas, a de que o governo tem um discurso para dentro e outro para fora; para fora diz a verdade e para dentro a mentira. Admirados?

Ora, as duas são verdade. Portas, quer voltar ao poleiro em 2015 e por isso faz uma promessa pré-eleitoral. A ministra quer ter duas alternativas de carreira: a primeira, manter-se no poleiro em 2015 e por isso, só diz a verdade em Bruxelas e mesmo lá, em Inglês; a segunda, a ministra quer ter alternativas profissionais para o caso de o poleiro falhar e, assim, sabe que se defender um discurso austeritário, ultra liberal e financeirista, terá as portas abertas no BCE, FMI, Banco Mundial… Eis a explicação.


E porquê a almofada?

Isto leva-nos à existência da almofada. É que o governo, ao contrário do que Passos sempre disse – para variar – está preocupado com o efeito eleitoral das suas medidas ultra liberais. Então concebeu um plano relâmpago, numa lógica de Blitzkrieg:

  • Sair em Junho do programa de assistência à Irlandesa sem qualquer apoio cautelar (leia-se segundo resgate, seja o da troika, seja o do BCE).

Esta saída permitirá ao governo dizer: - Vêem Portugueses? O governo prometeu que iríamos seguir no bom caminho. A prova é que acabámos o programa no prazo acordado e não precisamos de ajuda de ninguém. Fantástico não é?

Já estou a ouvir o coro de loas tecidas pelos seguidistas do costume, que obrigar-me-ão a desligar a televisão sempre que a ligar, para não ter de a partir.

  • Em 2015, diminui o IRS, aumenta as reformas e os funcionários públicos.

Esta medida colocará o coro de anjinhos laranjas (há uma empresa que trabalha com o governo no caso das start-ups que se chama “business angels”) a dizer: - Agora é que isto vai para a frente, este governo recuperou o país!

Será uma infindável festança, dias e noites a fio de auto regozijo, de Carnaval político e de embriaguez eleitoral que durará até ao verão.

Claro que, para que isto suceda é preciso uma almofada que permita ao governo estar cerca de um ano e meio após a saída do programa da troika, sem ter necessidade de ir aos mercados. Tudo para não estar sujeito a possíveis convulsões e ataques especulativos numa fase de fragilidade financeira. Daí a necessidade da constituição de almofada.


A que custo?

Esta cambada de suínos, javardolas e irresponsáveis, sedentos de poder, sangue e dinheiro, retirados do filme italiano “feios, porcos e maus”, só com diferença para o primeiro atributo, o que faria fazer um filme novo chamado “bonitos, porcos e aldrabões”, só para ganharem as eleições vão colocar o país numa situação ainda mais insustentável?

Vão! Tudo pelo seu ego narcisista. Esta récua malcheirosa vai sujeitar-nos aos seguintes danos potenciais e reais:

  • Pagar juros elevadíssimos (5,11%) para criar uma almofada que ajude a criar a inclusão de estabilidade. Ora, os 5,11% são insustentáveis. Para saberem da insustentabilidade de um juro basta pensarmos assim: Se os juros se situarem acima da taxa de crescimento real da economia, são insustentáveis. Agora percebem como é que a divida está sempre a crescer, mesmo com os cortes todos;
  • Aumentar a divida pública, o que sujeitará o mercado bancário ao pagamento de juros mais elevados sempre que se pretender financiar nos mercados;
  • Aumentar os impostos e reduzir as despesas sociais para ter de pagar os juros e a divida acrescida, uma vez que a economia não crescerá o suficiente para, só por si, provocar um aumento da receita do estado, de forma a permitir o reembolso da divida;

E a pior

  • Se passado 2015 e, após as eleições, o governo ganhador tiver de ir aos mercados e os juros começarem a subir outra vez (ou basta manterem-se a 5,11%), lá vai o país ter de recorrer outra vez ao FMI e à troika só que desta vez em condições ainda mais frágeis do que esta em que ainda estamos.

Nessa altura já não haverão privatizações porque estes cavalos já venderam tudo ao desbarato aos amigos costumeiros. É esta a gravidade da nossa situação. É esta a situação em que nos colocam governos sucessivos de irresponsáveis doentes pelo poder.

E o PS?

Depois vem a caricatura do PS. O partido que mais tem traído o seu eleitorado.

  • Seguro nãos e insurge contra as privatizações
  • Seguro não se insurge contra as novas PPP que aí vêm para a ferrovia
  • Seguro não promove tribunais próprios para as empresas estrangeiras, tentando assim criar um estado dentro de um estado
  • Seguro não tem estratégia para o país

O PS é um partido, hoje em dia (sucede com todos os partidos trabalhistas e socialistas da Europa), sem espaço político. Ao trair o seu eleitorado em benefício da ideologia neo-liberal, hipotecou as expectativas dos social-democratas e dos “apelidados” socialistas moderados. O PS defraudou todos os que pensavam ser possível domesticar o capital financeiro.

Apelidando outros de radicais, extremistas e sectários, o PS desradicalizou-se e perdeu-se na bruma do cinzentismo politico, na névoa criada por aqueles que dizem que “não há esquerda nem direita”, que a ideologia é coisa do passado e que o tempo não é de “luta de classes”. Ao fazê-lo, o PS tornou-se, no essencial, mais um partido de sistema, um partido de rotação e de aparência democrática. O PS passou a fazer parte da farsa que é criada para fazer parecer ao povo que as alternativas existem, sem existirem, porque quem ganha, PS ou PSD, quem manda continua a mandar e quem tem continua a ter e quem perde continua a perder.

O risco desta amálgama de indiferença, de politica indistinta, de posicionamentos caracterizados pelo salamaleque daquele que se considera igual, de amiguismos e falsos consensos, é enorme. É o risco de não termos futuro. É o risco de esquecermos o passado como referência do que não deveria de voltar a ser.

Só em nós, tu, ele, vós, eles, está a força de poder mudar isto. Estão preparados?
Espero que sim, mas acho que não!