há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

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vitor andrade...o insustentável "Homo contabilisticus"

Há uns dias, aquando das discussões sobre a idade da reforma e da segurança social, um esbirro ultra liberal do jornal expresso e revista exame, de seu nome vitor andrade, colocava em causa o problema da sustentabilidade do sistema de segurança social.

Então, este "guarda livros (sem ofensa para a digna classe)" normalizado, apelidado de "economista" - uma espécie de pequeno em bicos de pés - discutia com o apático jornalista se era possível, ou não, manter tal sistema a funcionar. Tanga para aqui, chavão ultra-liberal para ali, vitor andrade concluía a ideia dizendo, o que já ouvimos vezes sem conta: "a segurança social, tal como está, não é sustentável". 

O senhor pivot jornalista, num assomo de dignidade profissional - na medida exacta da permissão que lhe é conferida - questionou o "iluminado" comentador de economia, dizendo: "Mas a segurança social é uma coisa boa, não estaremos a colocá-la em causa"?

Eis que vitor andrade, após um primeiro impulso urticário, ao qual os seus arquétipos de programação informática ultra liberal não serão alheios, decide responder: "não sei se a segurança social é uma coisa boa"... "Pelo menos não é sustentável, e deveria de o ser".

Já nem questiono como é que se pode não classificar de"boa" uma coisa que tão bem tem feito ao povo. Claro, num mundo de números... Mas... Nunca uma simples expressão exprimiu tão bem a forma de pensar de toda uma classe. Nunca um simples resposta foi tão reveladora das crenças, inconfessadas, de toda uma estirpe de "financeiros" mascarados de economistas, academicamente programados para verem números onde deveriam ver pessoas.

A norma técnica ISO ULTRA LIBERAL S/ cérebro

Normalização fisionómica

Várias traços identitários se podem retirar da expressão de vitor andrade. Bem, não me refiro a traços fisionómicos absolutamente padronizados, qual ordem religiosa ultra radical. O fato azul da carris, fardamento que, provavelmente, é imposto por alguma ordem monetária secreta - uma espécie de maçonaria, não de pedreiros livres, mas de financeiros intelectualmente aprisionados.

A ausência de barba é outra das regras "normalizadas" deste tipo de agente financeiro. Afinal, a barba, poderia distingui-los dos demais. Uns teriam, outros não. Portanto, numa estirpe "normalizada", a opção barba crescida constitui, claramente, uma "não conformidade" ou uma "acção carecida de melhoria", para aplicar aqui o jargão técnico da "consultoria" de gestão.

O cabelinho aparadinho, nem muito curto, nem muito grande (não confundir com a norma técnica ISO Conservador - cabelo lambido, sapato "mocassim", etc.). O cabelo normalizado segundo a norma técnica ISO Ultra-liberal sem cérebro é outra das características, desta ordem secreta bem à vista de todos.

Normalização conceptual

Mas como dizia, não era da normalização fisionómica que queria tratar. O que me referia era, isso sim, às características intelectuais programadas nestes espécimes antropomórficos "light", desenhados para serem "sustentáveis" mas que nos saem bem caros,  como é o caso de vitor andrade.

Assim, de acordo com a normalização que nos vai sendo possível identificar, visto que devido, possivelmente, aos direitos de propriedade industrial, as especificações se mantêm secretas, há várias prescrições técnicas a que estes ultra-liberais correspondem:

  • A sustentabilidade financeira presente enquanto critério fundamental para determinação das opções sociais. Ou seja, só se pode fazer ou manter o que, numa análise friamente desumana, é sustentável no curto prazo, ou mesmo, no próprio presente.
Segundo esta série de seres antropomórficos, desenhados pelo grande capital para nos gerirem as contas e o dinheiro,  as escolhas que uma sociedade pode ou não fazer, não têm a ver com critério civilizacionais, humanos, democráticos, etc. Têm a ver com critérios de sustentabilidade financeira no presente.

É por isto que para vitor andrade a segurança social não é "boa" simplesmente porque, no seu ponto de vista, não é "sustentável". Bem, a sustentabilidade depende, como sabemos, das escolhas que uma sociedade democrática deve fazer para definir a forma como a riqueza é distribuída.

Vale a pena, ou não, sustentar a segurança social? Esta é que é a questão. Se vale a pena, pelo que a mesma significa, a questão seguinte que qualquer pensador racional colocaria seria: "como produzimos a riqueza para isso"? E daqui passaríamos às politicas de emprego, natalidade, distribuição da riqueza... Tudo no sentido de tornar a segurança social sustentável no presente e no futuro.

Contudo, esta linha de pensamento, segundo a qual a sustentabilidade é "o" critério, é uma linha absolutamente castradora. Quer dizer, se formos aplicar este critério a tudo, imaginem onde estava a história humana. Afinal, todo o investimento seria insustentável no presente. Investe-se, no sentido de se prever um sustentabilidade futura. Arrisca-se, aposta-se, avança-se porque se acredita que se podem criar as condições de sustentabilidade futuras. Ora, esta problemática leva-nos à especificação seguinte do pensamento ultra liberal:

  • A sustentabilidade não pode ser conseguida à custa do capital económico e financeiro privado. Não vale a pena dizermos que se pode conseguir dinheiro tributando a bolsa, as grandes fortunas, redistribuindo a riqueza...Para alguém em cujo padrão mental só entram as operações económicas tendentes à acumulação e concentração de riqueza numa elite, não vale a pena dizer que, é a justiça social que determina a necessidade de distribuição de riqueza. 
Estes animais antropomórficos não integram nenhuma componente social na gestão económica. Para eles a gestão económica é puramente matemática, distante das necessidades humanas. Para esta gente a economia não serve como ciência que se destina à gestão dos recursos escassos com vista à satisfação das necessidades materiais humanas. Para eles a economia não é mais do que a ciência que permite direccionar os recursos escassos para um único pólo de concentração, independentemente das necessidades materiais humanas.

Não vale a pena falar de humanização da economia, não vale a pena dizer que, primeiro a sociedade, democraticamente, escolhe como quer afectar a sua riqueza e depois a função da economia é garantir que os recursos existentes são geridos, produzidos, distribuídos, em função dessas escolhas. Para o "normalizado" ultra-liberal,  a escolha é sempre do capital, nunca do povo. Tal assunção leva-nos à norma seguinte do seu pensamento selvático:

  • A gestão financeira do capital privado não deve ser influenciada por critérios democráticos. Esta é a razão pela qual o sr. cavaco suspende a constituição. Esta é a razão pela qual o resgate do FMI não é mais do que um plano de extorsão. Esta é razão pela qual o governo quer um pacto governamental que limite a acção de governos futuros. Esta é a razão por que se mutila o povo do seu direito à verdade.
O objectivo é muito claro. Para esta gente, que se considera "pragmática" e "realista", o povo não sabe o que quer. Logo, não está apto a fazer as melhores escolhas. Nessa perspectiva, tudo vale para o enganar e manter na ignorância. Segundo eles, o povo que os legitima tem de ser protegido de si próprio.

A ideia de que em democracia é o povo quem escolhe o seu destino, não lhes cabe no padrão mental. A sua programação não lhes permite qualquer tipo de flexibilidade mental. A sociedade tem que funcionar numa lógica economicista, tendente à acumulação e apropriação de riqueza por uma elite. A isso chamam de "bom ambiente de negócios", mesmo que tal "ambiente" não mais consista do que num retrocesso civilizacional. Mas, para tal androide, não vale a pena falar de civilização, de progresso, de avanço. A resposta é sempre a mesma...Tem de ser sustentável, mas nunca à conta do capital, o que equivale a dizer: "não há possibilidade de escolha".

O novo paradigma

A esta pescadinha de rabo na boca, a esta lei da selva, a esta anarquia financeira, chamam esta gente de "nova ordem" ou "novo paradigma". A falta de sentido histórico, a falta de cultura filosófica, a falta de sentimento e inteligência, faz com que esta gente, colocada no poder, nos faça embarcar na destruição de todos os resquícios de solidariedade, fraternidade, humanismo,  justiça social, liberdade.

A proposta que nos fazem é a de que, o mundo tem de ser como é. Ou seja, apresentam-nos uma perspectiva absolutamente niilista, abandonando qualquer tendência construtivista que se pudesse querer implantar.

Daí que, para esta gente, regenaradora dos tempos de fausto e ostentação absurda de uns contra a pobreza mais miserável de outros, não haja outro caminho possível, uma vez que não se pode tocar no capital da elite financeira.

Estes senhores regeneram, igualmente, a antiga ideia de que era "deus" quem tinha feito a sociedade como era. Com uma diferença, para estes seres, foram os "mercados" que a fizeram asim. E tal como sucedia com deus, o que os "mercados" fazem, o homem não muda.

E a resposta é sempre a mesma..."O que querem fazer"? "São estas as regras impostas pelos mercados"! Nem vale a pena dizer que o feudalismo, a escravatura também era considerados sistemas imutáveis. Mas os homens, o povo, mudaram-nos. É isto que mais os aflige. É isto que mais os torna desumanos. Só uma máquina se peocuparia com a evolução humana. Só um robot se preocuparia com a mudança de paradigma. Só um ser programado é incapaz de aceitar uma saída para qualquer tipo de situação.

Tal como estes espécimes olham para a sociedade numa perspectiva puramente contabilística, vitor andrade não sabe que a economia surgiu para a judar as pessoas. Não o contrário.

Daí que a democracia lhe pareça insustentável. Daí que o humanismo deve de ser trocado pelo "financeirismo". Daí que em vez de "homo sapiens sapiens", vitor andrade seja apenas um "homo contabilisticus".

Por falar de sustentabilidade...Até quando vamos continuar a sustentar isto? Não somos nós que somos insustentáveis, são eles.


P.S. sr. vitor andrade, faça-nos um favor, deixe de nos tentar formatar o pensamento logo pela manhã. Acordar e vê-lo a falar, dá-me vontade de voltar para a cama. Para o bem do país...deixe-me ter vontade de ir trabalhar.


Afinal a ancestral guerra Homens/máquinas é verdadeira.

Noticiário dos dias das trevas

Hoje, optei por fazer uma espécie de noticiário, ao invés de um artigo mais extenso e reflexivo. Assim, passada mais uma semana difícil, farei um apanhado de algumas notícias - não interessa a sua importância relativa face as demais - que fui juntando ao longo dos últimos dias. Todas elas, inquestionavelmente, têm o mérito de denunciar da forma mais transparente possível, a degradação ética, moral, intelectual e politica a que os poderes reinantes chegaram. Assim, começo pelos mais recentes:


Economia "Livre" vs "Dirigida"

Ontem, dia 03 de Outubro de 2013, num frente a frente entre António Filipe e Matos Correia, discutiu-se a fusão da OI/PT (entre outras coisas). A determinada altura, perante a preocupação manifestada pelo deputado António Filipe, sobre as consequências de tal fusão para o país, visto tratar-se de uma empresa estratégica, eis que o deputado Matos Coreia responde:  "E o que quer que o governo faça? Nós não vivemos numa economia dirigida"!?! António Filipe respondeu: "pois é...mas é pena"!

E agora pergunto eu: "será mesmo que não vivemos  numa economia dirigida"? A questão que aqui se pode colocar é: "dirigida por e para quem"?

Vejamos...Então os bancos receberam da UE, desde 2008, 4,5 biliões de euros. Isto é próprio de uma economia "liberal"? O BCE aplica aos bancos, nos empréstimos que lhes faculta, uma taxa de 0,25%. Estes mesmos bancos, emprestam aos estados membros da UE a 2,5%, 7%, 6%...Isto é próprio de uma economia "liberal"? As PPP's das estradas em Portugal garantem, à conta do erário público, uma rentabilidade fixa não inferior a 13%. Quando dá menos, o estado compensa, quando dá mais, o estado nada recebe em troca. Isto é próprio de uma economia "liberal"? O estado Português vende a EDP aos chineses e garante-lhes à partida as rendas das barragens e outras infra-estruturas. A esta mesma EDP, nós, portugueses, pagamos todos os meses na factura, uma verba para que esta mantenha o seu investimento em renováveis porque isso é bom para o país. Isto é próprio de uma economia "liberal"? Os mercados de combustíveis cartelizam-se de forma  a desvirtuar a cconcorrência, tal como o fazem os hipermercados e todos os grandes grupos económicos, monopolistas ou oligopolistas. O governo diz que a concorrência está garantida. Isto é próprio de uma economia "liberal"?

Não, a nossa economia é planificada, só que em vez de ser planificada de acordo com as regras do interesse publico, de redistribuição de riqueza, etc, é planificada pelos e para os grandes grupos económicos e numa perspectiva de acumulação e concentração de riqueza. Não se mexe na PT porque não se mexe com os grupos económicos. Não é porque não se possa ou porque tal não seja aconselhável.

O buraco sem fundo

4,5 biliões de euros depois, 20 mil milhões em Portugal e ainda a contar (o mesmo montante que vamos receber de fundos estruturais no período 14-20), taxas de IRC a 13%, isenções e perdões fiscais sem conta... Para quê? Para a banca. Para quê? para que a banca despeça 8.000 funcionários até 2017. Então o dinheiro não tinha sido para recuperar o sistema financeiro, não fosse ele cair aos bocados? Então onde está esse dinheiro?

Quanto teia o estado, e todos nós, poupado se, ao invés de aplicar dinheiro num poço sem fundo, na magia dos Ulriques e companhia, o estado tem garantido o dinheiro dos depositantes, deixando os bancos sem solidez afundar-se? Agora, pagámos milhares de milhões de euros, despedem-se milhares de trabalhadores e a seguir comem-se os depósitos da classe média alta e das PME's.

Não deixa é de ter piada que, entre os donos das PME's e os detentores de depósitos com mais de 100.000 euros estejam, precisamente e, em grande medida, os eleitores dos partidos que estão no governo. Por outro lado, os trabalhadores da banca, a determinada altura, também acharam que eram uma elite à parte. Uma espécie de aristocracia "colaboradora". Até têm o seu sindicato na UGT. Vamos ver de que é que lhes serviu, infelizmente para eles e para todos nós, tanta falta de sentido de classe. Vamos ver se o Carlos Silva é homem suficientemente descomprometido com o poder para defender estes trabalhadores. Até agora...

Resumindo, foram 21 mil milhões para os paraísos fiscais do Ulrich, da CGD (?????) e de outros tantos. Todos eles homens "sérios", "honestos", "competentes" e "desempoeirados". Ai que bandido sou eu!


Mais ajuda ou menos ajuda?

Temos de nos resolver relativamente a uma coisa: andou-se a semana toda a falar em pedir à Troika a flexibilização das metas...É mesmo isso  que é desejável? Bem, se a Troika nos quisesse ajudar, seria. Mas a Troika quer é ajudar os credores a recuperar o dinheiro. E isto não é conversa de vendedor da banha da cobra ou de trolha "à la passos coelho".

A Grécia passou por flexibilização de metas, passou por perdão nos juros, passou por reestruturação da dívida. Resultado? Está à vista. Cada flexibilização resulta em mais austeridade, em mais extorsão, em mais exploração do povo grego. Porquê? Porque os agentes da Troika são como aqueles agentes de insolvências que, acima de tudo, têm que garantir que o estado recebe o dinheiro dos impostos (a não ser que seja uma empresa de um amigo do Passos). Aqui, os agentes da Troika têm a funçãod e garantir que os credores recebem a maior quantia de dinheiro possível, nem que se mate o país.

A verdade é que, como refere o estudo da Oxfam Foudation, uma organização longe de ser marxista ou, até, de esquerda, "nenhum país se orgulhou até hoje de ter recorrido ao FMI". De acordo com o mesmo estudo, o que se esá a passar em Portugal, na Grécia, na Espanha, passou-se - não era preciso dizerem, mas sabe sempre bem - na américa latina, no sudoeste asiático, no Magrebe, na Rússia... O resultado é sempre o mesmo. Fome, miséria, empobrecimento do povo e enriquecimento das elites, a ponto de, comprovadamente, os países intervencionados estarem entre os mais desiguais do mundo.

Ao contrário da Oxfam, que atribui estes resultados à politica errada que estas organizações insistem sem seguir, para mim, a história garante-me uma coisa: As politicas destas organizações não estão erradas. São mesmo assim e são mesmo para ser assim. O recurso ao FMI, BCE e companhia equivale ao que na religião se refere por "vender a alma ao diabo". Recebe-se dinheiro em troca da extorsão e exploração desenfreada desse país.

É aqui que eu coloco...Tenhamos a coragem de assumir que o nosso futuro está no corte com esta cambada de ladrões e criminosos. Caso contrário, não teremos futuro nenhum a não ser miséria. Tenhamos a coragem de assumi-lo e de penalizar todos os que insistem nesta receita.

Mentir ou não mentir
A querela do povo português com a sua ministra das "swap"anças já entrou naquele estado de fermentação e decomposição parecido ao do Relvas. Acabará por dar os seus frutos, como deu com o "brasileiro" Relvas. Agora, descobriu-se que o Santander vendeu ao estado Português swaps especulativos que originaram perdas no valor de 1300 milhões de euros. 1% do PIB nacional foi comido pelo buraco negro dos "mercados". 9 dos swap eram "snowball" e mais 6 tinham risco elevado (eram 25 ao todo). O metro do Porto, num destes swap pagou juros de 23%.

Bem, se isto não são negócios que se perfilam na prática de gestão ruinosa ou danosa, o que serão então? Sabem porque é que continuam a existir estas bolas de neve (snowball) humanas por aí? Porque o nosso sistema judicial para além de corrupto (a corrupção é também moral não apenas material), é cobarde e extremamente corporativo. Já para não falar da sua arrogância genética. Não há solicitador em Portugal (para falar dos mais desqualificados) que não se sinta mais do que a generalidade dos mortais. Se falarmos dos juízes, advogados, bem, já se sabe porque é que a religião está em declínio. Todos eles são deuses em causa própria. Ai tanto que eu queria um Baltasar Garçon em Portugal. Só me saem teixeiras, judices e carvalhos.

Bem, não será devido à preocupação com a sobrecarga do orçamento do ministério da administração interna (com outro que tal na figura de ministro) que não se prende esta gente toda. Mas, como dizer, a ministra das finanças, o rui machete, o passos coelho não nos mentem...

Eles cometem inverdades, faltam à verdade, são imprecisos, revelam problemas de comunicação, têm um discurso pouco claro, são mal interpretados, são vítimas de descontextualização das suas ideias, mas mentir...Não, mentir parece que são incapazes de o fazer.

Ah, de acordo com um deputadozeco conhecido do PPD, só se mente quandos e fala, quando é por escrito, tal não sucede. Numa carta de rui machete ao deputado Luis Fazenda, este garantiu que não tinha acções da SLN. Então, montenegro do PPD diz que ele não mentiu porque a carta foi para um deputado e não para o parlamento. pelo menos, diz ele, machete não mentiu ao parlamento. O que, segundo montenegro, tal não se pode apelidar e "mentir".


O Nobel Obama

Os americanos, na sua cruzada contra os malditos e demoníacos muçulmanos, pelo menos aqueles que eles não conseguem meter no seu bolso, "compraram" a ONU  e o seu fantoche presidente, para aprovar sanções contra o Irão, por causa do programa Nuclear.

Então, de acordo com tais sanções há todo um conjunto de bens e mercadorias que não podem ser trasnportadas para o irão. Bem...Não é bem assim.

Se a empresa for americana, se o cliente for o pentágono e se os compradores forem os militares americanos, tudo pode acontecer. Se for para dar ao povo Irão, eles que morram. Se for para dar aos militares americanos para matarem afegãos...

Assim, um dos principais fornecedores do Pentagono, a Anham FZCO, empresa com instalações na "ultra democrática" e "humanizada" Arábia Saudita, leva as coisas por terra, através do Irão, para o Afeganistão, violando as sanções impostas pela ONU por encomenda de Obama.

Aqui está o link se quiserem comprovar:

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304713704579093251911750142.html

Como vêem, o que se passa no nosso rectângulo é algo que não é só nosso. É de todos. Pelo menos temos o conforto de saber que na desgraça, na mentira, na corrupção e na farsa estamos muito longe de estarmos sozinhos.

Até para a semana


P.S. de ora em diante deixarei de escrever os nomes dos nossos governantes com letra maiúscula. Para mim, tais personalidades animais não merecem a classificação de "nome próprio". São "nomes comuns", não...São nomes "rascos".

Nova receita económica...Não perca! O SWAP do Século!




Suspense.............................



Luzes..................................




Acção (des)Governativa.............................................



Já sentem o medo? O pavor? O terror?





Agora é que vão ser elas............................


Poucos conseguem ver, ainda menos sabem e apenas meia dúzia determinam o que estes rapazolas são capazes de fazer................


Nada nos salvará desta última medida (des)governamental........................





Gostaram?.............................

Agora é que vão ser elas...................................


Onde chega o indecoro deste (des)governo.........................


Tenham sonhos Côr de...........Trevas......................AH.AH.AH!



Swaps para todos os gostos. Cambiais, juros, cerebrais, éticos...Promiscuidades!

"Só ouvi falar dos Swaps através de rumores de mercado". Foi assim que a Ministra das Finanças respondeu ao país, quando confrontada com a declaração de um deputado da oposição, em que este deduzia, por razões óbvias, que a Drª Margarida Albuquerque (em tom nasalado) teria conhecimento dos Swap.

Bem, não se pode garantir que, depois desta conversa toda sobre os Swap, o povo Português tenha percebido o que são, realmente, os SWAP. Isto já, no entanto, habitual. Faz-se uma explosão e não se explica o que causou essa mesma explosão. Mas o mais importante foi o "Swap ético" da senhora ministra.

Depois de a senhora ter aprovado, apresentado, analisado, especulado, defendido, impingido, empurrado, destacado e misturado todo o tipo de swap, dos "swap de cambio" aos "swap de juros", numa panóplia de relações intimas mais do que provadas, comprovadas, ratificadas, validadas e confirmadas, entre a sua mente os swap - podemos imaginar, de forma fértil, que outro tipo de relações poderá ela ter estabelecido com, através e por entre os swap - eis que, numa pirueta e meia, a Margarida Albuquerque (em tom nasalado) teve um ataque de amnésia. Amnésia? Sim, amnésia.

Que outra explicação haveria para o facto de a senhora ministra ter, súbita, misteriosa e oportunamente, olvidado correspondência por si assinada, mails por si enviados, relatórios por si concebidos, autorizações por si emitidas e responsabilidades por si assumidas? Qual a explicação para tão grande apagão mental? Ah...Pois é...Não têm. Mas eu tenho, ai se tenho!

Primeiro, que fique bem claro: não, a senhora ministra não mentiu aos órgãos de soberania, aos jornalistas, aos portugueses, ao povo e a todo o ser vivo que foi capaz de a ouvir e ouvindo, perceber! Tem de ser assim porque não tenho a certeza que os Passos Coelhos estejam neste patamar. Só isso explicará, também, a classificação desta polémica como "lengalengas". Para quem já nos chamou piegas por não gostarmos de ser roubados, enganados, extorquidos, chantageados e outros "ados" que não quero referir, já nada é de admirar. A senhora Ministra mentir? Não....Que coisa...então ela lá era capaz disso? Nem pensar! Posso enumerar-vos uma palete de comentadores politiqueiros da nossa comunicação corporativa, capazes de atestar, sem margem possível de erro - a sua perfeição não o permite - a idoneidade moral da senhora ministra. Como diria qualquer destes meios homens, meio plástico, a actuação da Margarida Albuquerque (em tom nasalado) sempre se pautou pela "honradez" e total "lisura" de processos. Como duvidar de gente tão imparcial, séria, desinteressada e defensores de causa alheia?

Ora, não tendo, portanto, mentido - tal não seria sequer possível, pelas provas irrefutáveis que apresentei - pois tal comportamento de mau gosto e educação só está ao nosso alcance, comuns mortais, desirmanados de qualquer seita ou lobbie politico, qual terá sido o motivo para tão evidente e colossal branqueamento (depois deste, só o branqueamento de capitais do Dias Loureiro, BES e BCP é maior)?

Falamos portanto de Swaps. Certo? Portanto, todos se lembram das promessas de Passos Coelho antes das eleições? E das promessas pós eleitorais? O que aconteceu com essas verdades absolutas proferidas aos portugueses? Foram mentiras? Claro que não...Como diria um deputado da maioria, nenhum Português acredita que o Primeiro Ministro anda aí a mentir por dá cá aquela palha! Então o que foram? Foram esquecimentos.

Lembram-se também - não se armem agora em governantes da maioria - do Paulo Portas dizer que o seu pedido de demissão era irrevogável? Ele não se lembra!

Lembram-se o Poiares Maduro dizer que as pensões de sobrevivência eram baixas? Ele também nãos e lembra. Afinal parece que são altas.

Lembram-se do Gaspar apresentar um plano infalível de recuperação da economia portuguesa? Sim...Ele também não se lembra.

Lembram-se do Pires de Lima dizer que agora é que iamos entrar na rota do investimento? É...ele também não!

Então não está na cara o que aconteceu? O problema é que a senhora Ministra das Finanças procedeu a um Swap de cérebro com o...Ângelo Correia!?!? Sim...O Ângelo Correia! Porquê? Lembram-se quem foi o primeiro a bancar, apoiar e promover o Passos Coelho? O Ângelo não se lembra. E como ele é um óptimo vendedor de banha da cobra e todo o tipo de produtos - em especial os da arábia - não é de estranhar que ele tenha impingido um Swap cerebral ao governo.

Passou dele para o Passos e do Passos para todos os outros. Daí que nenhum se lembre, inequivocamente, de qualquer coisa que tenha feito ou dito. E como gente tão honrada, séria e idónea seria capaz de mentir... Swap por Swap... Também pode ter sido um Swap ético, ou moral. Tipo...estes políticos, como têm missões a cumprir por quem os lá colocou, trocam de cérebro com ladrões (swaps cerebrais ou éticos) para se protegerem do risco (é para isso que serve um Swap) de lhes dar para a honestidade e para a seriedade. Só pode ser essa a explicação. Afinal, temos todos os deputados da maioria e mais alguns do PS a atestar a seriedade desta gente. Já para não falar dos avençados, assessores, empresários e consultores pendurados nos nossos impostos. É muita gente a atestar a sua seriedade.

Aliás, agora fica uma pergunta. Lembram-se da ultima vez que esta gente disse a verdade?

Ái esses Swap....


P.s. um deputado da maioria respondia a Bernardino Soares: "ninguém neste país acredita que um governo, num sistema democrático, utiliza o desemprego para baixar salários". Bernardino respondeu: "Meu caro colega...Isso está no memorando da troika!" vêem? Tenho ou não razão?