há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

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A Direita e o Valor do Voto



Depois de a esmagadora maioria do povo eleitor Português ter votado em partidos que estavam, manifestamente, contra a sua política; depois de estar em “minoria absoluta” e mesmo assim comemorado… Mesmo depois disto tudo, Passos, Portas e companhia, queria fazer de conta que nada tinha acontecido e tudo continuaria como antes, ou seja, austeridade, arrogância e autoritarismo no lombo dos portugueses. E depois querem que chamemos de “democratas”, a quem quer governar, todo um povo, com uma minoria de votos?



Nuno Melo e o direito "divino" da extrema direita à governação!




 Para perceberem em que escala ideológica se situa Nuno Melo (e outros), basta ver que ele classifica o PS como tendo virado à “extrema esquerda”! Bem… Se para ele o PS é “extrema esquerda”, começo a ter dúvidas quanto à classificação de Nuno Melo como fascista! Acho que mesmo de Nazi… Parece-me pouco! Agora já percebo porque é que ele culpa a “extrema esquerda” pela guerra civil espanhola. Lutar contra um golpe de estado fascista, depois de ganhas umas eleições democráticas… Está tudo dito!Fantástico, como se consegue colocar ao mesmo nível a vítima e o agressor. É de facto uma moral espantosa, esta moral da extrema direita!

O cúmulo da vulnerabilidade. O PS é atacado e não se pode defender!

O maior drama do PS, no meio disto tudo, é o de  ser colado, pela direita, à corrupção e, não poder, nem conseguir, demarcar-se de tal colagem. Porquê? Porque não pode contra-atacar. Porque está efectivamente "agarrado". O normal seria que, António Costa, surgisse com um: "agora é que vai ser"; "o PS vai meter a boca no trombone e colocar tudo a nu"; "o PS vai dar um contributo inestimável no combate à corrupção"; etc... Mas não o fará! Não o fará, porque entre algumas das suas figuras tem, também, alguns dos principais corruptos. Muitos deles suspeitos, outros reconhecidamente. É sempre muito mau quando um partido é atacado por outro que comete o mesmo pecado (PPD/CDS), mas não pode atacar, porque o ataque sairia, inevitavelmente contra si próprio. Ou seja, destruir o PPD/CDS por causa da corrupção, era destruir-se a si mesmo. Esse é o drama do PS. Esse é o drama de Costa. Poderá custar-lhe as eleições, porque a maioria absoluta, essa, já lá vai!

Tristeza, alegria, apreensão e um imenso orgulho! Nem todos são iguais!



Correndo-se com os Sócrates, os Mendes, os Coelhos e os Portas, será que a corrupção... O arco da corrupção, fica definitivamente limpo? Não acredito! E este é o drama deste país e a causa da minha (nossa) tristeza. É que, depois disto tudo, os grandes corruptores, aqueles que incentivam, determinam e motivam a corrupção; aqueles que, utilizando o poder que o dinheiro confere, através do financiamento dos pardidos do arco do regime, fazem do conluio e do tráfico de influências o sustentáculo do seu negócio; esses, meus caros, esses continuam a mandar!



A Teologia do Capitalismo: da Fé do sistema à "Fezada" do Governo

Já antes havia escrito sobre isto: o facto de o nosso governo, ao apresentar as suas previsões, assentar a substância das mesmas, não na ciência, mas antes, tal como em qualquer religião, num acto de "fé"  de que a realidade, contra ventos e tempestades, será "milagrosa". Bem... Primeiro, há que dizê-lo: um governo tão reles como este, não sentirá, um sentimento tão profundo, como o que podemos caracterizar de "fé"; um governo como este, acredita mais numa "fezada". Era assim com Gaspar, é assim com a miss Swap, tudo se reporta a um desejo de "fezada". Eles tiveram a "fezada" de ser governo. Agora querem a "fezada" de parecerem governantes, quando não passam de simples charlatães. Este comportamento religioso é tipicamente capitalista, como o prova o Prf. Fernando Lopez Castellano da Univ. de Granada, Vejam a sua aula e tirem as vossas conclusões...

Tanto trabalho exige ainda mais motoristas!



 Muitos motoristas? Passos tem 11 e Portas 8... Acham muito? Bem, se for cada um por aldrabice... É que cada um que os acompanhe tem de ser encostado, não vá dar com a língua nos dentes. lembram-se daquele motorista que diz ter levado uma mala de dinheiro a casa do Portas? Esse nem conta para os 8, mas percebe-se porquê! Agora somem tudo e pensem... Serão assim tantos?

Cegueira, ideologia, estupidez ou simplesmente... Loucura?


Quando a receita é sempre a mesma, mesmo após os erros todos, o que pensar? Penso que, já não estamos no âmbito do racional, nem do mentalmente saudável. Estamos no âmbito da doença, da patologia. Quem nos faz isto, quer fazer, sente-se bem com isso. Mas como é que alguém pode sentir-se bem com o mal de muitos e o bem de muito poucos? Alguém louco. Alguém possuído e toxicamente dependente de uma lógica de acumulação de riqueza que liberta adrenalina e se transforma numa patologia social. Esta gente é doente e torna a sociedade doente.

o plano anti-voto




Uma curiosidade da estratégia comunicacional assumida pelos radicais doutrinários e propagandistas da religião neo e ultra liberal, tem a ver com a menorização dos eleitores e do seu voto, nestas eleições Europeias.

Aliás, toda a estratégia da direita, em contradição com o discurso anti abstenção (admirados?), assenta numa lógica desmobilizadora do voto. Passo a explicar.

Noticia e desmentido, a verdade da comunicação



Enquanto ouvia Cavaco Silva dizendo na sua conhecida voz de cana rachada: “Portugal tem hoje uma economia sustentável e em plena recuperação”; ouvia, o ministro da Presidência Marques Guedes, na sua implacável e infindável capacidade mistificadora, justificando: “o PIB recuou 0,7% no primeiro trimestre de 2014 devido ao encerramento da Autoeuropa e da refinaria da Petrogal em Sines”.

Raquel Varela: "Isabel Jonet e o Desemprego: nem sensibilidade nem bom senso"


Posted on April 3, 2014

Isabel Jonet afirmou que os desempregados passam demasiado tempo nas redes sociais em vez de procurarem emprego. A afirmação carece de bom senso, mas sobretudo é falsa. Se os desempregados fossem todos à procura de emprego haveria na mesma 1 milhão e 400 mil pessoas desempregados. Os mesmos que há com os desempregados “a passar o tempo nas redes sociais”. Há 1 milhão e 400 mil desempregados porque há 1 milhão e 400 mil postos de trabalho que não estão a ser utlizados de propósito.

O desgraçado governo da nossa desgraça



No dia em que o “desgraçado governo da nossa desgraça” decidiu lançar 3 mil milhões de euros em dívida pública a 10 anos, segundo as notícias veiculadas pela comunicação social, a procura por parte dos mercados correspondeu a um montante de quase 10 mil milhões.

Essa elevada procura, segundo dizem, permitiu colocar a dívida a 5,11% de juro. Foi uma festa enorme, foguetes, confettis e musica a rodos. Palhaços e palhaçadas, nem se fala. Foi um ver se te avias. O IGCP veio dizer que esta operação foi um sucesso total, "atingindo um marco importante ao começar a pré-financiar 2015 e a construir uma almofada de tesouraria".

Almofada? Pré-financiamento de 2015? Então, não havia que aplicar medidas draconianas porque sem elas o dinheiro não chegava? E agora já se fala em almofada de tesouraria para 2015? Algo não bate certo. E bate ainda menos certo quando, no mesmo dia a Espanha colocou dívida, também a dez anos, só que com juros de 2,8%. Ora, se os portugueses 5,11% são um sucesso, como se classificarão os espanhóis 2,8%? Um êxtase económico-mercantil? Uma lotaria financeira? O euromilhões da dívida pública?

Não, meus caros, o euromilhões da dívida pública estamos nós, Portugueses do povão, a atribuir à banca internacional da Escandinávia, Inglaterra, Portuguesa e outras que tais. Esses é que estão a ganhar o euromilhões da dívida pública, pago com os nossos impostos, a nossa miséria e a nossa fome.

Regozija-se esta cambada irresponsável com os atingidos 5,11%, mas a questão é esta: só se atingiu esta “incrível” taxa de juro porque a procura foi muito superior, porque se a procura tem ficado abaixo e não tem havido leilão, levávamos outra vez com uma taxa de 10%. É esta a confiança que os divinos “mercados” têm na nossa economia e na bonomia do nosso “desgraçado governo da nossa desgraça”.

E mais sublinho, mesmo assim, atingem 5,11%. Sabem porquê? Porque o BCE tem a rede metida nos mercados secundários. Porque senão… Ora, se o BCE garante, como é que um empréstimo a 10 anos, com juros batidos a 5,11%, não há-de tornar-se um bom investimento? Ganham 5,11% sem mexer uma palha. E ainda se garante que, aconteça o que acontecer, recebem sempre. Ainda dizem que isto se deve à desconstrução politica desta maralha a que chama governo português?

A verdade em Inglês, a mentira e Português

Paulo Portas, na sua tradicional capacidade para prometer o que não cumpre ou o que apenas pode cumprir em muito pequena escala, veio dizer que, em 2015, face aos sucessos alcançados, é natural – natural, vejam só – que se possa aliviar a conta do IRS cobrado ás famílias.

É assim: em Junho do ano passado, estava irrevogavelmente para se ir embora; em Dezembro de 2013, o país estava à beira da banca rota e até se falava em 2.º resgate como forma de pressionar o TC; em Fevereiro de 2014, já se pode baixar o IRS a curto prazo. Típico deste governo. O que diz hoje, não repete amanhã e o que faz agora, desfaz mais logo. A eterna convulsão de um governo em estado de fragmentação, apenas agregado por uma cintura de interesses económicos que, em nada, confluem com os interesses do país e do povo Português.

Claro que, a ministra das Finanças – qual Gaspar com menos olheiras e de sexo diferente – se apressou, ainda ontem, em inglês para ninguém perceber, que não se julgue que a austeridade vai acabar, porque não vai! Ainda faltam muitos, muitos anos! Já não será no nosso tempo?

Nem um jornaleiro ouvi, questionar o Portas e o Coelho, sobre que raio de contradição é esta. Nem um. Então em Português, diz o governo que isto vai aliviar, em Inglês, o mesmo governo diz que isto vai continuar a apertar. Ele diz que sim, ela diz que “No”.

Esta realidade só pode ter duas leituras: uma, a de que o governo não se governa a si próprio, e cada um diz o que lhe apetece e o que lhe parece que é o melhor para si próprio e para o seu projecto político; duas, a de que o governo tem um discurso para dentro e outro para fora; para fora diz a verdade e para dentro a mentira. Admirados?

Ora, as duas são verdade. Portas, quer voltar ao poleiro em 2015 e por isso faz uma promessa pré-eleitoral. A ministra quer ter duas alternativas de carreira: a primeira, manter-se no poleiro em 2015 e por isso, só diz a verdade em Bruxelas e mesmo lá, em Inglês; a segunda, a ministra quer ter alternativas profissionais para o caso de o poleiro falhar e, assim, sabe que se defender um discurso austeritário, ultra liberal e financeirista, terá as portas abertas no BCE, FMI, Banco Mundial… Eis a explicação.


E porquê a almofada?

Isto leva-nos à existência da almofada. É que o governo, ao contrário do que Passos sempre disse – para variar – está preocupado com o efeito eleitoral das suas medidas ultra liberais. Então concebeu um plano relâmpago, numa lógica de Blitzkrieg:

  • Sair em Junho do programa de assistência à Irlandesa sem qualquer apoio cautelar (leia-se segundo resgate, seja o da troika, seja o do BCE).

Esta saída permitirá ao governo dizer: - Vêem Portugueses? O governo prometeu que iríamos seguir no bom caminho. A prova é que acabámos o programa no prazo acordado e não precisamos de ajuda de ninguém. Fantástico não é?

Já estou a ouvir o coro de loas tecidas pelos seguidistas do costume, que obrigar-me-ão a desligar a televisão sempre que a ligar, para não ter de a partir.

  • Em 2015, diminui o IRS, aumenta as reformas e os funcionários públicos.

Esta medida colocará o coro de anjinhos laranjas (há uma empresa que trabalha com o governo no caso das start-ups que se chama “business angels”) a dizer: - Agora é que isto vai para a frente, este governo recuperou o país!

Será uma infindável festança, dias e noites a fio de auto regozijo, de Carnaval político e de embriaguez eleitoral que durará até ao verão.

Claro que, para que isto suceda é preciso uma almofada que permita ao governo estar cerca de um ano e meio após a saída do programa da troika, sem ter necessidade de ir aos mercados. Tudo para não estar sujeito a possíveis convulsões e ataques especulativos numa fase de fragilidade financeira. Daí a necessidade da constituição de almofada.


A que custo?

Esta cambada de suínos, javardolas e irresponsáveis, sedentos de poder, sangue e dinheiro, retirados do filme italiano “feios, porcos e maus”, só com diferença para o primeiro atributo, o que faria fazer um filme novo chamado “bonitos, porcos e aldrabões”, só para ganharem as eleições vão colocar o país numa situação ainda mais insustentável?

Vão! Tudo pelo seu ego narcisista. Esta récua malcheirosa vai sujeitar-nos aos seguintes danos potenciais e reais:

  • Pagar juros elevadíssimos (5,11%) para criar uma almofada que ajude a criar a inclusão de estabilidade. Ora, os 5,11% são insustentáveis. Para saberem da insustentabilidade de um juro basta pensarmos assim: Se os juros se situarem acima da taxa de crescimento real da economia, são insustentáveis. Agora percebem como é que a divida está sempre a crescer, mesmo com os cortes todos;
  • Aumentar a divida pública, o que sujeitará o mercado bancário ao pagamento de juros mais elevados sempre que se pretender financiar nos mercados;
  • Aumentar os impostos e reduzir as despesas sociais para ter de pagar os juros e a divida acrescida, uma vez que a economia não crescerá o suficiente para, só por si, provocar um aumento da receita do estado, de forma a permitir o reembolso da divida;

E a pior

  • Se passado 2015 e, após as eleições, o governo ganhador tiver de ir aos mercados e os juros começarem a subir outra vez (ou basta manterem-se a 5,11%), lá vai o país ter de recorrer outra vez ao FMI e à troika só que desta vez em condições ainda mais frágeis do que esta em que ainda estamos.

Nessa altura já não haverão privatizações porque estes cavalos já venderam tudo ao desbarato aos amigos costumeiros. É esta a gravidade da nossa situação. É esta a situação em que nos colocam governos sucessivos de irresponsáveis doentes pelo poder.

E o PS?

Depois vem a caricatura do PS. O partido que mais tem traído o seu eleitorado.

  • Seguro nãos e insurge contra as privatizações
  • Seguro não se insurge contra as novas PPP que aí vêm para a ferrovia
  • Seguro não promove tribunais próprios para as empresas estrangeiras, tentando assim criar um estado dentro de um estado
  • Seguro não tem estratégia para o país

O PS é um partido, hoje em dia (sucede com todos os partidos trabalhistas e socialistas da Europa), sem espaço político. Ao trair o seu eleitorado em benefício da ideologia neo-liberal, hipotecou as expectativas dos social-democratas e dos “apelidados” socialistas moderados. O PS defraudou todos os que pensavam ser possível domesticar o capital financeiro.

Apelidando outros de radicais, extremistas e sectários, o PS desradicalizou-se e perdeu-se na bruma do cinzentismo politico, na névoa criada por aqueles que dizem que “não há esquerda nem direita”, que a ideologia é coisa do passado e que o tempo não é de “luta de classes”. Ao fazê-lo, o PS tornou-se, no essencial, mais um partido de sistema, um partido de rotação e de aparência democrática. O PS passou a fazer parte da farsa que é criada para fazer parecer ao povo que as alternativas existem, sem existirem, porque quem ganha, PS ou PSD, quem manda continua a mandar e quem tem continua a ter e quem perde continua a perder.

O risco desta amálgama de indiferença, de politica indistinta, de posicionamentos caracterizados pelo salamaleque daquele que se considera igual, de amiguismos e falsos consensos, é enorme. É o risco de não termos futuro. É o risco de esquecermos o passado como referência do que não deveria de voltar a ser.

Só em nós, tu, ele, vós, eles, está a força de poder mudar isto. Estão preparados?
Espero que sim, mas acho que não!

Avante Portugal, avante.



Este governo é um paraíso de negociata manhosa. Nem no tempo da outra senhora o financiamento directo e indirecto aos poderosos grupos económicos, era tão evidente. Nem tão evidente, nem tão inventivo. Só de pensar o que estes tipos inventam para colocar dinheiro nos bolsos de quem os promove…

Relvas com o impulso jovem, agora Maduro com a garantia jovem. Estágios para desempregados licenciados (jovens de preferência), baratinhos como na bagatela. Ainda no outro dia, aparecia o IEFP com um anúncio para Engenheiro, com viatura para colocar ao serviço da empresa, disponibilidade para circular pelo país, tudo isto pela módica quantia de € 600,00. Á empresa apenas cabe o pagamento de pouco mais de 1/3.

Espectáculo, jovem, qualificado, submisso e não sindicalizado, por um ordenado que nem na China.

Bem que o governo que com um enorme azar e para nossa desgraça nos calhou em sorte, se tem esforçado para nos colocar, no que ao custo do trabalho diz respeito, ao nível da Ásia e no norte de África.

Com grande esforço dos sindicatos da CGTP-IN (sim, eu tomo partido) e de um ou dois partidos da extrema esquerda (até a esquerda passou a ser extrema, porque a moderada, não é esquerda, é direita), estes talhantes de carne humana têm encontrado algumas barreiras ao seu propósito, contudo, têm vindo a conseguir alguns retrocessos civilizacionais importantes:

1.º Com a descida geral dos salários, pela pressão do desemprego elevado (inconfessavelmente propositado), conseguiram colocar os nossos custos salariais bem perto da Roménia, Bulgária, etc… Se a Ucrânia entra para a EU, já se está mesmo a ver.

2.º Com o desemprego elevado que justifica a adopção de politicas de criação de emprego, que mais não são do que cheques emitidos aos grandes grupos económicos e outras empresas, que lá pelo meio, também acedem ao bolo, o governo consegue, através de um processo de substituição de novos (baratinhos) por velhos (carotes), colocar as empresas dos amigos a funcionar com salários ao nível do 3.º mundo. O resto é pago pelo estado.

Claro que, para que esta politica seja possível, é necessária uma taxa de desemprego altíssima e, acima de tudo, uma perspectiva imediata de que essa taxa não vai descer, mas sim, subir. Essa taxa de desemprego elevada e o receio que provoca, permite ao governo a justificação de que necessita para:

- Flexibilizar despedimentos com o objectivo, dizem, de promover uma maior rotação entre empregos, criando a ideia de que o n.º de empregos é maior do que o é na realidade.

- Baixar custos salariais, através de ataques à lei laboral e à contratação colectiva, dizendo que as empresas assim contratarão mais.

- Dar dinheiro a rodos aos amigalhaços através de estágios de desempregados que permitem às empresas contratar pessoal qualificado, por valores irrisórios

Assim, contribuindo para perpetuar e aprofundar um modelo ultrapassado de relações laborais, do qual apenas beneficiam os grandes grupos económicos, este governo mantém elevada a taxa de desemprego e, cumulo dos cúmulos, ainda nos faz pagar estas coisas através do Orçamento de Estado.

Primeiro obriga-nos a trabalhar de borla e depois, mesmo do desgraçado salário que tiramos, ainda temos de pagar para dará dinheiro às empresas para nos pagarem esse magro salário. Uma roda viva, alimentada por nós, reduzindo enormemente os custos salariais dos patrões.
Entrementes, a electricidade e a energia, em geral, são das mais caras da Europa, os impostos, IVA, etc., são caríssimos e a justiça é lenta. Isso já não conta para a competitividade, porque daí também os seus amigos retiram benefício. Lucros astronómicos obtidos por empresas monopolistas vendidas ao desbarato e justiça lenta para que estas negociatas não acabem em processo crime. Tudo pensado e bem pensado para nos manter de cabeça baixinha.

Até quando pagamos para não comer? Até quando nem comemos, nem falamos? Até quando engolimos em seco com tanta mentira e desonestidade intelectual?

Arre, tanta cobardia já chateia. Avante Português, avante.

Uma Republica, o fascismo e o 25 de Abril depois...tudo na mesma


Hã!!! O quê?
Há coisas que não mudam enquanto não mudar quem manda. Agora, como antes, quem manda é o capital e a tecnocracia que o suporta... Burro velho não aprende línguas e como tal, esta gente também não muda, sabem porquê? Porque são sempre os mesmos.

Deixem-se do politicamente correcto e passe-se a chamar os bois pelos nomes. Expulsemos de vez estes ladrões do nosso sistema politico. Este vampiros que nos amaldiçoam o futuro com a sua ganância sanguinária. Até quando morreremos por eles?

Não, na politica não são todos iguais, há é uns que são iguais a si mesmos! Venha a democracia que de "Corruptocracia" e "subserviênciocracia" já estamos fartos. Para quando a libertação deste povo? Quando é que nos libertaremos das elites sanguinárias que, época após época, tempo após tempo, século após século, travam o avanço deste povo?

Será que há coisas que nunca mudarão? Eu não acredito e vocês?

OE 2014 - a vampirada mor

"A banca portuguesa está com muitas dificuldades, tem milhões de prejuízo todos os anos". Esta foi a justificação que o vampiro arnaut arranjou para explicar o facto de a banca portuguesa apenas contribuir com 50 milhões de euros (por oposição aos 800 milhões dos reformados da CGA) para o Orçamento de 2014.

Com a ofensiva e pornográfica desproporção à vista, a sangessuga arnaut, no seu frente a frente na sic noticias, optou por explicar esta falta de vergonha com a pena que sente da banca portuguesa. 

Eu tenho pena que, a pena que arnaut tem da banca não se reflicta, minimamente, em qualquer acrescento financeiro para os reformados e pensionistas da CGA. Poderíamos ser levados a pensar que, como arnaut tem pena da banca pelos milhões de prejuízo que a banca dá, o seu sentimento em relação ao prejuízo astronómico que qualquer cidadão português tem com este governo, se reflectisse em compreensão, em justiça, compaixão e honestidade da sua parte. Puro engano. Pura perda de tempo!

A ideia de que não pode tirar mais do 50 milhões à banca, mas pode tirar 800 milhões aos reformados da CGA, é imagem de marca deste vampírico governo que nos calhou em azar. E o problema maior de todos é que, depois de nos sugarem todo o sangue monetário que podiam, depois de colocarem na banca 21 mil milhões de euros, estas sanguessugas ainda acham que o povo está mais rico do que a banca.

Aliás, contentemos-nos por, na visão de arnaut, que ontem se assumiu como porta vez deste "dracúleo" desgoverno, os reformados da CGA serem 16 vezes mais ricos do que a banca nacional. Se esta pretensa riqueza não resultar em qualquer acrescentamento nos nossos bolsos, pelo menos saberemos como conquistar a "dracúlea" capacidade de compreensão deste governo, pelas dificuldades alheias.

Assim, teremos de fazer coisas como:

- lavar dinheiro em off shores  como faz o ricardo salgado
- esquecer-nos de colocar 8,5 milhões na declaração de IRS
- comprar uma colecçãod e obras de arte no valor de 60 milhões como o rendeiro
- ficar a dever 1,5 milhões ao BPN como o amorim
- possuir uma colecçãod e carros no valor de 50 milhões como o horta e costa
- fugir para cabo verde como o dias loureira
- matar uma velhota a tiro como o duarte lima
- gastar 21 mil milhões de euros dos contribuintes em não se sabe bem o quê
- receber milhões de comissão em submarinos alemães como o portas

É, se conseguirem fazer estas coisas, tenho a certeza de que conseguiram conquistar as boas graças deste governo. Ou seja, sejamos burlões, fraudulentos, aldrabões, ladrões e uns grandes ****ões que os arnauts deste mundo  garantirão que nada vos acontece.

É esta a receita, aprendam

Notícias da "Vampirada"





Milagre, Milagre, Milagre….

Afinal, ainda acontecem milagres. Isto deve agradar sobremaneira ao Papa Chico e aos adeptos das visões de Fátima. É claro que não se trata de um dos segredos de Fátima, mas, mesmo assim, constatei o acontecimento de mais um milagre em solo nacional. E este, meus caros, este, nem Deus nosso senhor poderia adivinhar.

João rendeiro, grande banqueiro, gestor, investidor, empresário, empreendedor, conhecido assaltante de milhares – senão milhões – de bolsos e bolsas, mais eficaz do que o “gang do Multibanco” todo junto, senhor de elevadíssimos padrões morais e éticos, prossecutor de profundíssimos princípios como “mais vale um pássaro não mão…” Ou, “o que é meu é meu, o que é teu é nosso”, este senhor, espécime da mais alta estirpe vampírica nacional, finalmente, e como que por milagre, foi acusado do crime de burla qualificada.

Burla qualificada? Burla é o crime típico dos financeiros e, regra geral, em Portugal, a não ser para salvar o portas (com braga gonçalves da moderna) ou, o caso de vale e azevedo, nenhuma figurona era, sequer, constituída arguida.

É claro que já estou a ouvir uma infinidade de gente, conhecida de todos nós, a vir para a televisão atestar a “honorabilidade”, a “hombridade”, a “incorruptibilidade” e a “competência” de rendeiro. Será uma chuva de gente a dizer que colocaria a cabeça no cepo por rendeiro, se disso dependesse a sua salvação. Todos eles o fazem apenas com uma preocupação em mente – o medo de que o precedente se alargue às suas pessoas. Ou seja, têm medo de ser presos.

Imaginem que, por cada pilha galinhas que fosse preso, acusado ou constituído arguido, , uma infinidade de pessoas do mesmo estatuto social, aparecesse na comunicação social a defender a sua honradez. Imaginem que, um traficante de droga é preso e, nesse mesmo dia, as televisões desse país iam entrevistar, questionar e pedir para opinar, um conjunto de colegas de profissão. O que diriam eles do seu colega traficante? Diriam que era traficante? Ou diriam que a justiça é “injusta” e que o visado é “bom rapaz”, ordeiro e cumpridor?

É por isso que, a constituição como arguido de joão rendeiro, constitui um verdadeiro milagre no quadro judicial nacional. Desde quando é que se pensou ser “cientificamente” possível um ex-presidente da cmvm, o ex-presidente de um banco (BPP), um presidente de fundações (Ellipse e luso-brasileira), alguém da mais alta estirpe burguesa e mercantil, ser objecto de um processo criminal? Só em milagres…Só em milagres.

Vamos ver o que dá…espero que não seja como o de Fátima.


A sujidade da “manch”…ete.

O cheiro pútrido e pungente, de cadáver em avançado estado de decomposição, que emana de rui machete e de tudo o que ele representa, é a prova viva – ou, antes, morta – do que expus no comentário anterior.

Todos conhecemos a rábula da “inverdade”, imprecisão, omissão, esquecimento, que sucedeu no caso machete/BPN. Todos percebemos que o que passou foi que, como carta de apresentação ao povo, este ministro decidiu dar um cheirinho de mentira e falsidade. Cheirinho esse que já havia deixado o seu odor, na rábula do CV, do qual, tinham sido apagadas a menção às suas actividades no âmbito do BPN.

Este ministro de cavaco estava devidamente apresentado. Era mais um congénere de outros protegidos do pobre professor reformado. Casos como lima duarte, dias loureiro ou rendeiro vieram-nos imediatamente à memória, como exemplos do zelo de cavaco pela agregação à sua volta dos profissionais e políticos mais capazes. Pelo menos, os mais capazes de extorquir o erário publico, em benefício dos grupos económicos.

Depois de, um após outro, aos poucos, à custa de muito milagre, água benta e não pouca-vergonha, um ter caído atrás do outro (o duarte lima até aos tiros andou), machete teve uma segunda oportunidade de reabilitar.  Mas isto de se ser cleptomaníaco, que o diga o vale e azevedo, custa a passar. Já a mitomania também deve ser difícil de tratar, ainda mais num pais destes e com um governo dominado por mitómanos.

Desta forma, podemos designar o retorno de Machete como o retorno do filho pródigo. Ou seja, num governo de mentirosos, retorna para governar um outro mentiroso. E a compulsividade   mitomaníaca de Machete é de tal forma intrincada que ele sai de uma mentira e mete-se logo noutra.

Agora foi em Angola. Não só violou o segredo de justiça, como violou o principio da separação de poderes, como mentiu ao dizer que consultou a procuradora geral do ministério publico, como mentiu, em Portugal ao dizer que na entrevista em causa tinha, ele próprio, chamado à atenção para o segredo de justiça. Ora, aí está uma coisa que, mesmo após 3989 audições da referida entrevista, eu não consegui ouvir, nem num “ruidito” de fundo. Portanto, a mitomania de machete também lhe dá para o fantástico.

Por fim, como se não fossem mentiras que chegassem, ainda pediu desculpa a alguns angolanos, assim da sua laia, por o estado Português estar a cumprir o seu papel de estado de direito ao investigar judicialmente alguns criminosos. É demais.

Demais, demais ainda, é o passos coelho vir dizer que o ministro nada fez de mal. Bem, num governo de mitómanos, de mentirosos compulsivos, esta declaração de coelho dá-me um certo conforto. É que pela primeira vez algo que o passos coelho diz tem um sabor a verdade. É que como mente sempre, quando ele diz que o ministro nada fez de grave que mereça a demissão, mais uma vez ele está a mentir. Ou seja, para passos é claro que machete fez muito mal. Apenas não é possível a passos reconhecê-lo. Então, como mitómano que é, resta-lhe mentir.

Isto tresanda a sério!


França lança aviso sério à democracia europeia!

Há coisas que esta cambada de ultra liberais, selvagens financeiros, guarda-livros empedernidos e economistas anti-sociais ainda não entenderam. Esta onda de concentração de riqueza, de extorsão social e de apropriação do erário publico pelos grupos económicos que geram pobreza, miséria e desigualdade, ou se inverte ou, não tenham qualquer dúvida, vai custar-nos a democracia e a liberdade.

Quando um regime não responde às necessidades do povo, haverá sempre quem seja perito em explorar a amargura do sentimento de impotência, daqueles que estão fragilizados demais para lutar.

Este aviso, que para quem cá não anda a dormir, ou ocupado a extorquir para enriquecer alguém, tem um sabor a história e apresenta-se quase como um dejá-vu.

A verdade é que em França a Frente Nacional, partido de extrema-direita, ganhou eleições locais em Brignoles. Já quanto às eleições europeias, este partido aparece como muito bem colocado. Isto, meus caros, é extremamente preocupante e não podemos deixar de imputar responsabilidades aos “holandês” deste mundo.

Holande, quando foi eleito, fazia e acontecia. Era um tal de falar grosso à Merkel. A Europa ia mudar, pensavam os socialistas da “terceira via”.  “Agora vai haver mais equilíbrio”,  dizia-se por essa Europa fora.

Esta vitória da extrema direita em França dá-nos a resposta às questões que possamos colocar sobre a politica de Holande. Austeridade, miséria, destruição do estado e dos serviços públicos, foi isto que Holande representou. Mas representou mais…Representou a falência dos partidos do centro e perante tal falência, com o colapso dos sistema politico quem ganha são os populistas e os demagogos.

Ou, todos juntos, conseguimos criar uma alternativa humanista e libertária, ou isto vai custar-nos caro, muito caro.

Pontes para o futuro? Ou para o passado?


Bem... Depois do mais que provável chumbo do governo - usando o chapéu do Sistema de Segurança Interna - à marcha da CGTP-IN, muita água irá, ainda, correr debaixo da ponte. Nunca se aplicou tão bem esta expressão idiomática.

Depois das feijoadas, das maratonas, meias maratonas, mini maratonas e outras festas que tais, eis que o governo da republica encontra, finalmente, um evento para o qual a ponte não serve. Já se tinha feito lá de tudo, só faltava fazer uma manifestação. Eis aqui, finalmente, um evento para o qual a ponte não reúne condições de segurança.

Quer dizer...A ponte serve para lá passar o passos coelho, serve para lá passar o cavaco, o portas, machete e outros que tais, mas para passar o povo em marcha...Isso é mais complicado. Como diz o outro...Tem o acesso bloqueado. Bem, na sequência dos cortes governamentais na nossa bolsa, cortaram-nos também o direito a passar na ponte a pé e a andar. Se calhar, se fosse a correr...ou a pedalar...

Claro que agora, especulativamente, podemos levantar algumas questões: E se, em vez da CGTP-IN, a marcha fosse marcada pela EDP, Continente, BCP, GALP? Ou, e se em vez de ser uma organização dos trabalhadores - a CGTP-IN - fosse uma organização capitalista ou mais elitista? Ou, imagine-se, que a AMI, a Fundação José Manuel dos Santos e o banco alimentar da senhora jeunet marcavam uma marcha contra a "pobreza e a fome"? Aceitaria o governo? Talvez...Não é? E então se tivesse lá o patrocínio da Santa Casa...

Bem...Se calhar deveria chamar-se o mexia, ou o bava, ou o belmiro (não sei se o catroga ainda aguentaria). Um destes tipos, aliado a uma marcha pedonal sob a égide da cidadania, ambiente e responsabilidade social...Meus caros, assim até o passos pegava na bandeira.  Ou então, chama-se o livro do Guinness e diz-se que se vai montar, com a senhora jeunet, a maior sopa dos pobres do mundo. Ah... com o portas como cozinheiro.

Haveriam muitas iniciativas com enquadramento de segurança na ponte. Agora, uma marcha da CGTP-IN? Nem pensar. E passos pensa: "a CGTP-IN a fazer uma marcha numa ponte que já teve o nome  do meu adorado ídolo"? "Nem pensar"!

Diz o SSI que o grande problema está relacionado com o número de pessoas que estarão presentes.Mas o que é que o SSI pensa que é a CGTP-IN? O IEFP que não se consegue certificar quanto ao número real de desempregados? Ou o gaspar que não consegue acertar em número nenhum? Ou a Ministra das finanças que não sabe se sabe o quanto sabe sobre os swaps de que nada diz saber? Ou o machete que não sabe quantas acções da SLN e BPN tem?

É verdade que é difícil estabelecer quantas pessoas irão estar no tabuleiro da ponte. Pudera. Depois do que este governo tem desgovernado... Deve ser uma contabilização difícil de fazer, pois já não podem culpar apenas os 10% de comunas. Têm que adicionar mais umas quantas dezenas percentuais. As autárquicas que o digam.

Por outro lado, acho que mesmo o melhor é fechar a ponte para sempre, uma vez que não sabemos, dia a dia, quantos carros é que vão cruzar a ponte, por decisão dos seus condutores claro. Sendo impossível essa contabilização, não julgo estarem reunidas as condições de segurança. Não acham?

Bem, para a CGTP-IN, claramente a ponte não pode constituir "uma passagem para a outra margem". Será, a ponto, apenas "uma miragem"?

Num governo bloqueado, emparedado e desconjuntado, de facto, não faz sentido nenhum falar de pontes. Muito menos pontes por abril. Para o governo de passos e portas apenas se podem erguer barreiras entre abril e o presente. POntes? para eles pontes só para Março de 74. É a única ponte que procuram...a ponte oliveira salazar.

E nós? Nós? Nós queremos a ponte por Abril...não é? A ponte 25 de Abril.

Todos à ponte.




Noticiário dos dias das trevas

Hoje, optei por fazer uma espécie de noticiário, ao invés de um artigo mais extenso e reflexivo. Assim, passada mais uma semana difícil, farei um apanhado de algumas notícias - não interessa a sua importância relativa face as demais - que fui juntando ao longo dos últimos dias. Todas elas, inquestionavelmente, têm o mérito de denunciar da forma mais transparente possível, a degradação ética, moral, intelectual e politica a que os poderes reinantes chegaram. Assim, começo pelos mais recentes:


Economia "Livre" vs "Dirigida"

Ontem, dia 03 de Outubro de 2013, num frente a frente entre António Filipe e Matos Correia, discutiu-se a fusão da OI/PT (entre outras coisas). A determinada altura, perante a preocupação manifestada pelo deputado António Filipe, sobre as consequências de tal fusão para o país, visto tratar-se de uma empresa estratégica, eis que o deputado Matos Coreia responde:  "E o que quer que o governo faça? Nós não vivemos numa economia dirigida"!?! António Filipe respondeu: "pois é...mas é pena"!

E agora pergunto eu: "será mesmo que não vivemos  numa economia dirigida"? A questão que aqui se pode colocar é: "dirigida por e para quem"?

Vejamos...Então os bancos receberam da UE, desde 2008, 4,5 biliões de euros. Isto é próprio de uma economia "liberal"? O BCE aplica aos bancos, nos empréstimos que lhes faculta, uma taxa de 0,25%. Estes mesmos bancos, emprestam aos estados membros da UE a 2,5%, 7%, 6%...Isto é próprio de uma economia "liberal"? As PPP's das estradas em Portugal garantem, à conta do erário público, uma rentabilidade fixa não inferior a 13%. Quando dá menos, o estado compensa, quando dá mais, o estado nada recebe em troca. Isto é próprio de uma economia "liberal"? O estado Português vende a EDP aos chineses e garante-lhes à partida as rendas das barragens e outras infra-estruturas. A esta mesma EDP, nós, portugueses, pagamos todos os meses na factura, uma verba para que esta mantenha o seu investimento em renováveis porque isso é bom para o país. Isto é próprio de uma economia "liberal"? Os mercados de combustíveis cartelizam-se de forma  a desvirtuar a cconcorrência, tal como o fazem os hipermercados e todos os grandes grupos económicos, monopolistas ou oligopolistas. O governo diz que a concorrência está garantida. Isto é próprio de uma economia "liberal"?

Não, a nossa economia é planificada, só que em vez de ser planificada de acordo com as regras do interesse publico, de redistribuição de riqueza, etc, é planificada pelos e para os grandes grupos económicos e numa perspectiva de acumulação e concentração de riqueza. Não se mexe na PT porque não se mexe com os grupos económicos. Não é porque não se possa ou porque tal não seja aconselhável.

O buraco sem fundo

4,5 biliões de euros depois, 20 mil milhões em Portugal e ainda a contar (o mesmo montante que vamos receber de fundos estruturais no período 14-20), taxas de IRC a 13%, isenções e perdões fiscais sem conta... Para quê? Para a banca. Para quê? para que a banca despeça 8.000 funcionários até 2017. Então o dinheiro não tinha sido para recuperar o sistema financeiro, não fosse ele cair aos bocados? Então onde está esse dinheiro?

Quanto teia o estado, e todos nós, poupado se, ao invés de aplicar dinheiro num poço sem fundo, na magia dos Ulriques e companhia, o estado tem garantido o dinheiro dos depositantes, deixando os bancos sem solidez afundar-se? Agora, pagámos milhares de milhões de euros, despedem-se milhares de trabalhadores e a seguir comem-se os depósitos da classe média alta e das PME's.

Não deixa é de ter piada que, entre os donos das PME's e os detentores de depósitos com mais de 100.000 euros estejam, precisamente e, em grande medida, os eleitores dos partidos que estão no governo. Por outro lado, os trabalhadores da banca, a determinada altura, também acharam que eram uma elite à parte. Uma espécie de aristocracia "colaboradora". Até têm o seu sindicato na UGT. Vamos ver de que é que lhes serviu, infelizmente para eles e para todos nós, tanta falta de sentido de classe. Vamos ver se o Carlos Silva é homem suficientemente descomprometido com o poder para defender estes trabalhadores. Até agora...

Resumindo, foram 21 mil milhões para os paraísos fiscais do Ulrich, da CGD (?????) e de outros tantos. Todos eles homens "sérios", "honestos", "competentes" e "desempoeirados". Ai que bandido sou eu!


Mais ajuda ou menos ajuda?

Temos de nos resolver relativamente a uma coisa: andou-se a semana toda a falar em pedir à Troika a flexibilização das metas...É mesmo isso  que é desejável? Bem, se a Troika nos quisesse ajudar, seria. Mas a Troika quer é ajudar os credores a recuperar o dinheiro. E isto não é conversa de vendedor da banha da cobra ou de trolha "à la passos coelho".

A Grécia passou por flexibilização de metas, passou por perdão nos juros, passou por reestruturação da dívida. Resultado? Está à vista. Cada flexibilização resulta em mais austeridade, em mais extorsão, em mais exploração do povo grego. Porquê? Porque os agentes da Troika são como aqueles agentes de insolvências que, acima de tudo, têm que garantir que o estado recebe o dinheiro dos impostos (a não ser que seja uma empresa de um amigo do Passos). Aqui, os agentes da Troika têm a funçãod e garantir que os credores recebem a maior quantia de dinheiro possível, nem que se mate o país.

A verdade é que, como refere o estudo da Oxfam Foudation, uma organização longe de ser marxista ou, até, de esquerda, "nenhum país se orgulhou até hoje de ter recorrido ao FMI". De acordo com o mesmo estudo, o que se esá a passar em Portugal, na Grécia, na Espanha, passou-se - não era preciso dizerem, mas sabe sempre bem - na américa latina, no sudoeste asiático, no Magrebe, na Rússia... O resultado é sempre o mesmo. Fome, miséria, empobrecimento do povo e enriquecimento das elites, a ponto de, comprovadamente, os países intervencionados estarem entre os mais desiguais do mundo.

Ao contrário da Oxfam, que atribui estes resultados à politica errada que estas organizações insistem sem seguir, para mim, a história garante-me uma coisa: As politicas destas organizações não estão erradas. São mesmo assim e são mesmo para ser assim. O recurso ao FMI, BCE e companhia equivale ao que na religião se refere por "vender a alma ao diabo". Recebe-se dinheiro em troca da extorsão e exploração desenfreada desse país.

É aqui que eu coloco...Tenhamos a coragem de assumir que o nosso futuro está no corte com esta cambada de ladrões e criminosos. Caso contrário, não teremos futuro nenhum a não ser miséria. Tenhamos a coragem de assumi-lo e de penalizar todos os que insistem nesta receita.

Mentir ou não mentir
A querela do povo português com a sua ministra das "swap"anças já entrou naquele estado de fermentação e decomposição parecido ao do Relvas. Acabará por dar os seus frutos, como deu com o "brasileiro" Relvas. Agora, descobriu-se que o Santander vendeu ao estado Português swaps especulativos que originaram perdas no valor de 1300 milhões de euros. 1% do PIB nacional foi comido pelo buraco negro dos "mercados". 9 dos swap eram "snowball" e mais 6 tinham risco elevado (eram 25 ao todo). O metro do Porto, num destes swap pagou juros de 23%.

Bem, se isto não são negócios que se perfilam na prática de gestão ruinosa ou danosa, o que serão então? Sabem porque é que continuam a existir estas bolas de neve (snowball) humanas por aí? Porque o nosso sistema judicial para além de corrupto (a corrupção é também moral não apenas material), é cobarde e extremamente corporativo. Já para não falar da sua arrogância genética. Não há solicitador em Portugal (para falar dos mais desqualificados) que não se sinta mais do que a generalidade dos mortais. Se falarmos dos juízes, advogados, bem, já se sabe porque é que a religião está em declínio. Todos eles são deuses em causa própria. Ai tanto que eu queria um Baltasar Garçon em Portugal. Só me saem teixeiras, judices e carvalhos.

Bem, não será devido à preocupação com a sobrecarga do orçamento do ministério da administração interna (com outro que tal na figura de ministro) que não se prende esta gente toda. Mas, como dizer, a ministra das finanças, o rui machete, o passos coelho não nos mentem...

Eles cometem inverdades, faltam à verdade, são imprecisos, revelam problemas de comunicação, têm um discurso pouco claro, são mal interpretados, são vítimas de descontextualização das suas ideias, mas mentir...Não, mentir parece que são incapazes de o fazer.

Ah, de acordo com um deputadozeco conhecido do PPD, só se mente quandos e fala, quando é por escrito, tal não sucede. Numa carta de rui machete ao deputado Luis Fazenda, este garantiu que não tinha acções da SLN. Então, montenegro do PPD diz que ele não mentiu porque a carta foi para um deputado e não para o parlamento. pelo menos, diz ele, machete não mentiu ao parlamento. O que, segundo montenegro, tal não se pode apelidar e "mentir".


O Nobel Obama

Os americanos, na sua cruzada contra os malditos e demoníacos muçulmanos, pelo menos aqueles que eles não conseguem meter no seu bolso, "compraram" a ONU  e o seu fantoche presidente, para aprovar sanções contra o Irão, por causa do programa Nuclear.

Então, de acordo com tais sanções há todo um conjunto de bens e mercadorias que não podem ser trasnportadas para o irão. Bem...Não é bem assim.

Se a empresa for americana, se o cliente for o pentágono e se os compradores forem os militares americanos, tudo pode acontecer. Se for para dar ao povo Irão, eles que morram. Se for para dar aos militares americanos para matarem afegãos...

Assim, um dos principais fornecedores do Pentagono, a Anham FZCO, empresa com instalações na "ultra democrática" e "humanizada" Arábia Saudita, leva as coisas por terra, através do Irão, para o Afeganistão, violando as sanções impostas pela ONU por encomenda de Obama.

Aqui está o link se quiserem comprovar:

http://online.wsj.com/article/SB10001424052702304713704579093251911750142.html

Como vêem, o que se passa no nosso rectângulo é algo que não é só nosso. É de todos. Pelo menos temos o conforto de saber que na desgraça, na mentira, na corrupção e na farsa estamos muito longe de estarmos sozinhos.

Até para a semana


P.S. de ora em diante deixarei de escrever os nomes dos nossos governantes com letra maiúscula. Para mim, tais personalidades animais não merecem a classificação de "nome próprio". São "nomes comuns", não...São nomes "rascos".

Swaps para todos os gostos. Cambiais, juros, cerebrais, éticos...Promiscuidades!

"Só ouvi falar dos Swaps através de rumores de mercado". Foi assim que a Ministra das Finanças respondeu ao país, quando confrontada com a declaração de um deputado da oposição, em que este deduzia, por razões óbvias, que a Drª Margarida Albuquerque (em tom nasalado) teria conhecimento dos Swap.

Bem, não se pode garantir que, depois desta conversa toda sobre os Swap, o povo Português tenha percebido o que são, realmente, os SWAP. Isto já, no entanto, habitual. Faz-se uma explosão e não se explica o que causou essa mesma explosão. Mas o mais importante foi o "Swap ético" da senhora ministra.

Depois de a senhora ter aprovado, apresentado, analisado, especulado, defendido, impingido, empurrado, destacado e misturado todo o tipo de swap, dos "swap de cambio" aos "swap de juros", numa panóplia de relações intimas mais do que provadas, comprovadas, ratificadas, validadas e confirmadas, entre a sua mente os swap - podemos imaginar, de forma fértil, que outro tipo de relações poderá ela ter estabelecido com, através e por entre os swap - eis que, numa pirueta e meia, a Margarida Albuquerque (em tom nasalado) teve um ataque de amnésia. Amnésia? Sim, amnésia.

Que outra explicação haveria para o facto de a senhora ministra ter, súbita, misteriosa e oportunamente, olvidado correspondência por si assinada, mails por si enviados, relatórios por si concebidos, autorizações por si emitidas e responsabilidades por si assumidas? Qual a explicação para tão grande apagão mental? Ah...Pois é...Não têm. Mas eu tenho, ai se tenho!

Primeiro, que fique bem claro: não, a senhora ministra não mentiu aos órgãos de soberania, aos jornalistas, aos portugueses, ao povo e a todo o ser vivo que foi capaz de a ouvir e ouvindo, perceber! Tem de ser assim porque não tenho a certeza que os Passos Coelhos estejam neste patamar. Só isso explicará, também, a classificação desta polémica como "lengalengas". Para quem já nos chamou piegas por não gostarmos de ser roubados, enganados, extorquidos, chantageados e outros "ados" que não quero referir, já nada é de admirar. A senhora Ministra mentir? Não....Que coisa...então ela lá era capaz disso? Nem pensar! Posso enumerar-vos uma palete de comentadores politiqueiros da nossa comunicação corporativa, capazes de atestar, sem margem possível de erro - a sua perfeição não o permite - a idoneidade moral da senhora ministra. Como diria qualquer destes meios homens, meio plástico, a actuação da Margarida Albuquerque (em tom nasalado) sempre se pautou pela "honradez" e total "lisura" de processos. Como duvidar de gente tão imparcial, séria, desinteressada e defensores de causa alheia?

Ora, não tendo, portanto, mentido - tal não seria sequer possível, pelas provas irrefutáveis que apresentei - pois tal comportamento de mau gosto e educação só está ao nosso alcance, comuns mortais, desirmanados de qualquer seita ou lobbie politico, qual terá sido o motivo para tão evidente e colossal branqueamento (depois deste, só o branqueamento de capitais do Dias Loureiro, BES e BCP é maior)?

Falamos portanto de Swaps. Certo? Portanto, todos se lembram das promessas de Passos Coelho antes das eleições? E das promessas pós eleitorais? O que aconteceu com essas verdades absolutas proferidas aos portugueses? Foram mentiras? Claro que não...Como diria um deputado da maioria, nenhum Português acredita que o Primeiro Ministro anda aí a mentir por dá cá aquela palha! Então o que foram? Foram esquecimentos.

Lembram-se também - não se armem agora em governantes da maioria - do Paulo Portas dizer que o seu pedido de demissão era irrevogável? Ele não se lembra!

Lembram-se o Poiares Maduro dizer que as pensões de sobrevivência eram baixas? Ele também nãos e lembra. Afinal parece que são altas.

Lembram-se do Gaspar apresentar um plano infalível de recuperação da economia portuguesa? Sim...Ele também não se lembra.

Lembram-se do Pires de Lima dizer que agora é que iamos entrar na rota do investimento? É...ele também não!

Então não está na cara o que aconteceu? O problema é que a senhora Ministra das Finanças procedeu a um Swap de cérebro com o...Ângelo Correia!?!? Sim...O Ângelo Correia! Porquê? Lembram-se quem foi o primeiro a bancar, apoiar e promover o Passos Coelho? O Ângelo não se lembra. E como ele é um óptimo vendedor de banha da cobra e todo o tipo de produtos - em especial os da arábia - não é de estranhar que ele tenha impingido um Swap cerebral ao governo.

Passou dele para o Passos e do Passos para todos os outros. Daí que nenhum se lembre, inequivocamente, de qualquer coisa que tenha feito ou dito. E como gente tão honrada, séria e idónea seria capaz de mentir... Swap por Swap... Também pode ter sido um Swap ético, ou moral. Tipo...estes políticos, como têm missões a cumprir por quem os lá colocou, trocam de cérebro com ladrões (swaps cerebrais ou éticos) para se protegerem do risco (é para isso que serve um Swap) de lhes dar para a honestidade e para a seriedade. Só pode ser essa a explicação. Afinal, temos todos os deputados da maioria e mais alguns do PS a atestar a seriedade desta gente. Já para não falar dos avençados, assessores, empresários e consultores pendurados nos nossos impostos. É muita gente a atestar a sua seriedade.

Aliás, agora fica uma pergunta. Lembram-se da ultima vez que esta gente disse a verdade?

Ái esses Swap....


P.s. um deputado da maioria respondia a Bernardino Soares: "ninguém neste país acredita que um governo, num sistema democrático, utiliza o desemprego para baixar salários". Bernardino respondeu: "Meu caro colega...Isso está no memorando da troika!" vêem? Tenho ou não razão?

Ideologia? Selva? Narcisismo? Egoísmo?

Há quem diga que os governos mundiais estão dominados pela ideologia ultraliberal (de neo, passou a ultra). Essa é uma verdade, mas, como todas as verdades, apenas uma verdade parcial.

Tomemos, para começar, o exemplo do nosso empobrecido país. Poderá dizer-se que a actuação do actual (des)governo se caracteriza, tanto no plano dos princípios, como no das práticas, por ser liberal (neo ou ultra)? Tenho dúvidas. E tenho dúvidas porque uma ideologia pressupõe um modelo filosófico assente em princípios sólidos e organizados de forma sistematizada, com vista à obtenção de uma determinada finalidade. Portanto, a questão que coloco é a seguinte: será que a actuação do governo actual assenta num sistema de princípios filosóficos sólidos? Será que a sua prática governativa é coerente com os modelos liberais conhecidos e difusamente teorizados, aplicados, testados?

A minha resposta é não! Mais me parece que a actuação deste governo (e da grande maioria dos governos ocidentais) reflecte a amalgama de atitudes e crenças resultantes da crise das ideologias, das filosofias e das utopias. Nesse aspecto, acho mesmo, que estamos a passar uma idade média. Depois da crise das ideologias, ficámos num limbo de aparente consenso e normalidade politica, em que o apartidarismo ganhou voz e em que o chavão "não gosto de politica" passou a estar na moda. Esta falta de atitude e identidade politica, resultante de uma certa orfandade ideológica, é pasto fértil para os oportunismos. O anestesiante consumismo compulsivo, escravizador de espíritos e propiciador de falsas sensações de conforto, é um dos principais geradores de caciques,  demagogos, charlatães, aproveitadores de toda a ordem e para todo o tipo de intenções que utilizam uma ou outra ideologia para, numa perspectiva pragmática e utilitarista, justificarem e obterem  determinados resultados. Esta indefinição ideológica é óptima para os salteadores do erário público. Esta indefinição é óptima para a abstenção que, por sua vez, é óptima para a tomada do poder por seitas e grupelhos que de democrático nada têm, de tão afastados que estão das pessoas e da vida.

Justifico esta minha opinião com factos:

Facto 1: O governo quer, de forma mercenária, transferir para os grupos privados os activos rentáveis do estado. Aqui, os comentadores e jornaleiros utilizam, de forma radical e ultra sectária - o que faria corar os esquerdistas do Prec - o mais comum dos jargões liberais. "o estado ocupa muito espaço"; "o estado sufoca a economia"; "o privado gere melhor que o público".

Facto 2: Se o governo quer concentrar o capital num conjunto de famílias e grupos económicos, aqui vai utilizar o jargão da regulação: "o estado regula a economia no interesse do país"; "os portugueses podem confiar no governo para tomar as melhores decisões económicas"; "Portugal tem muito a ganhar com grupos económicos fortes". Mais concretamente, esta pretensão fundamenta-se na doutrina salazarista, mas isso não se pode dizer...não é?

Facto 3: Se o governo quer cortar nas pensões para poupar dinheiro, utilizará o jorgão salazarista: "temos de pagar o que devemos"; "somos gente honrada, pobrezita, mas honrada"; "o que interessa é proteger a dignidade dos mais débeis"; "os portugueses têm é de poupar para sua reforma".

Facto 4: Se o problema é tocar nas pensões dos juízes - e isso eles não querem, porque não querem ir presos - aqui dizem que não há consenso politico para o fazer. Aqui já são democratas.

Facto 5: Se o governo que transferir milhares de milhões do nosso dinheiro para os bancos dos seus amigos, aqui utiliza o jargão económico da responsabilidade por manter o sistema financeiro estável. Aqui lembram-se do estado providência.

Facto 6: Se o problema é acabar com a vergonha das PPP, aqui lembram-se de fundamentar a sua pretensão com o direito das obrigações. "os contratos não se podem, pura e simplesmente, rasgar" - a não ser que sejam contratos de trabalhadores, digo eu!

Facto 7: Se o problema é manter ladrões no governo. Aqui já são democratas e já usam a legitimidade democrática para dizer, "foram eleitos"! Só não serve quando estão na oposição.

Facto 8: Se o problema é a justificação das más politicas económicas: "foi a chuva e o mau tempo".

Facto 9: Se o problema é a crise politica e a demissão do governo: "ai os mercados..."; "ai os investidores..."

Facto 10:...

Poderia continuar por aí fora, mas julgo que deu para entender. Não há ideologia subjacente, existe, isso sim, um total sentido de oportunidade e um total pragmatismo utilitarista. Estes governos são a expressão máxima da anti-ideologia. São salazaristas, sociais democratas, socialistas, liberais, ultra liberais. São tudo o que der para justificar as suas pretensões individuais de poder e riqueza pessoal. Deles, ou de quem os sustenta. E podem crer, quem mais manda é quem não aparece. A única certeza filosófica na actuação desta gente é a certeza de que, se necessário for, serão selvagens. A mentira, o logro, a desonestidade intelectual, a charlatanice e a demagogia são utilizadas em catadupa, como forma de obter o poder, porque o objectivo é lá chegar. Lá chegados, qualquer ideologia serve, desde que sirva as suas pretensões pessoais ou enquanto mandatários.

Porque é que a doutrina ultraliberal é a que sobressai? Porque é a doutrina e a ideologia que melhor se adequa enquanto forma de justificação das práticas governativas mais selvagens, narcisistas e oportunistas. O Estado, enquanto ordem, ameaça para a imposição da lei selvática do mais forte, ou acaba-se com ele ou domina-se. A lei, enquanto regra, limita a liberdade de acção, portanto, ou muda-se ou acaba-se com ela. Tudo para que não haja limites à acção individual. Liberalismo? Não! No liberalismo, os bancos vão à falência. No liberalismo não se financiam, com fundos públicos, empresas como a EDP. No liberalismo ninguém anda pendurado nos empregos do estado, como os "especialistas" que estes senhores nomeiam para seus assessores. No liberalismo não se pagam impostos elevados. No liberalismo económico não há feudo económico, não há cartel, não há oligopolios e monopólios.

O que temos aqui é a mais pura forma de imperialismo. Não militar, mas económico. Manda o mais rico. O mais rico dita as regras, para os outros e para si, a fica a falta de regras. Algo caracteriza melhor este governo do que a falta de regras para si próprio?

Ideologia tenho eu. Eles têm a incultura da falta de civismo. A animalidade da falta de compaixão e solidariedade com os seus "supostos" semelhantes. O oportunismo do mais forte. O utilitarismo do ditador. A cara de pau do mentiroso. o cinismo do desonesto. O instrumentalismo do tirano. Tudo disfarçado de democracia, consenso e correcção politica.

Mas sabem o que é que me enraivece mais? A desonestidade intelectual. Mais do que a corrupção e o trafico de influências que desenvolvem, o que mais me dói é mesmo o de tentarem fazer de mim, e dos outros, parvo. Só sou parvo quando quero!

"Diminuímos os escalões do IRS mas a progressividade do imposto aumentou". Ministro das Finanças aquando da aprovação do OE de 2013.

Fora da lei

Tradicionalmente, o "fora da lei" é aquele que vive à margem da lei. Todos temos como imagens arquetípicas de tal estatuto, o pirata, o cowboy, o cangaceiro ou o mafioso. Todos estes escolheram viver para lá da lei, renegando-a, de forma mais ou menos furtiva, mais ou menos explicita ou mais ou menos frontal. No entanto,  todos eles partilham um principio filosófico fundamental: o seu individualismo deve sobrepor-se a qualquer forma de controlo social. Basicamente, o fora da lei não é mais do que a expressão criminosa da principio que dita a sobreposição do individual face ao colectivo, ou face ao interesse publico.

Contudo, tempos de "nova ordem mundial", tempos de aceleradas mudanças, tempos de desregulação e degradação dos princípios éticos, legais e morais, todos eles submetidos à lei narcisista do poder e da ganância, trouxeram novas formas de crime e inovadoras figuras actualizadoras da imagem tradicional do "fora da lei".

Não que estes novos "fora da lei" não partilhem com os restantes os mesmos princípios filosóficos de actuação. Não é isso. Apenas o passaram a fazer de forma diferente.

Com a ascensão dos mafiosos dos anos 50, 60 e 70 aos mercados financeiros, pasto para todo o tipo de peripécia só limitada pelos limites da imaginação humana (que não existem), passámos, com o tempo e com a corrupção dos políticos dos partidos do poder - na sua submissão ao conforto material que o dinheiro proporciona - a ver as nossas vidas influenciadas e senão mesmo, ditadas, pelo individualismo mais egoístico e narcisista que se possa imaginar. Ou seja, o individualismo que leva alguém a dizer, se a lei não me serve, mude-se a lei. O mesmo individualismo que resulta, inequivocamente na supressão do interesse publico em função dos interesses criminosamente gananciosos daqueles que, em tempos passados, mais nãos eria que os Piratas, Cowboys ou Cangaceiros, ou, quando muito, os seus promotores, financiadores e reais favorecidos com a sua actividade.

Não nos esqueçamos que a Pirataria era financiada e aprovada pelos maiores capitalistas burgueses e nobres anglo-saxónicos e nórdicos. Holandeses, Ingleses, Escandinavos, eram especialistas nessa actividade. De referir também que, um dos maiores negócios tradicionais da máfia sempre foi o jogo. A legalização do jogo nos EUA mais não fez que legalizar muitos dos impérios mafiosos existentes, transformando, através da corrupção do próprio sistema, gangsters fora da lei em respeitáveis "business man". Aliás, estes tipo de saneamento permitiu, não mais, do que o acesso desta estirpe criminosa, narcisista e ultra individualista ao que hoje chamamos de "mercados". Tal como submeteram as suas vítimas às mais horrorosas e indecorosas práticas, querem, agora, submeter-nos a nós.

Estes senhores, caracterizados pelo seu desprezo a tudo o que é interesse publico, pelos limites que tal interesse comporta para a sua actividade, são os pais do "moderno" ultraliberalismo, que mais não é do que uma versão contemporânea das práticas de extorsão, chantagem, usura e aproveitamento da miséria alheia, tão caras aos mafiosos nossos conhecidos. A verdade é esta, estes senhores conseguiram uma proeza fenomenal, passaram de mafiosos perseguidos a "chulos" autorizados e perseguidores.

Mas, a sua capacidade de adaptação não se ficou por aqui. Hoje em dia, estes "fora da lei" conseguiram contornar a tradicional fuga à lei a que estavam submetidos. Hoje em dia, através de mercenários políticos como coelhos, borges, maduros, relvas e portas, estes "mercados" passaram a fazer a lei ao gosto das suas ansiedades ultra-liberais.

Sendo o ultra-liberalismo a expressão máxima de um regime económico selvagem, ao qual o interesse publico se deve submeter, em nome da acumulação de riqueza em meia dúzia de seres, portanto, expressão económica do individualismo criminoso dos fora da lei, estes senhores, apelidando-o de moderno, através dos seus arautos e biltres, passaram a fazer das leis tábua rasa.

Uma lei não serve os seus interesses? Muda-se. Não se pode mudar? não se cumpre. Vejamos os mercenários do nosso governo. Na sua ânsia de angariarem, através do banditismo contra o povo que os elegeu, dinheiro para os mafiosos dos "mercados", passam por cima de tudo o que é lei.

Se se tratam de simples lei, usam a sua maioria, para arbitrariamente alterarem tudo o que tiverem de alterar. Exemplo, fazem uma portaria ordenando à segurança social a compra de todo o lixo económico que os seus padrinhos mafiosos não querem. Se se trata de uma lei que não podem mudar, fingem ter uma outra interpretação. No caso dos SWAP, depois de mentiras descaradas, destruíram a documentação, dizendo que só destruíram documentação administrativa. Podem crer que, quando se fizer - se alguma dia se fizesse, o que não é de crer - uma auditoria à coisa, descobriríamos que a documentação relevante foi destruída. Não faz mal, dirão, ou diriam que, mediante pareceres jurídicos dos doutores tal e tal, a destruição foi legal. E assim se escapam, ninguém é preso e a lei é uma batata que se coze a bel-prazer. Quando a lei é a Constituição? vem-se com a Troika, guardiã máxima dos "mercados", e ataca-se tribunal, juizes, tudo, dizendo que, com uma constituição assim, não dá para governar.

Pois é, meus caros, poderíamos enumerar ainda mais peripécias, como a da TAP, a da Falagueira, a das PPP, EDP, etc. Mas todas estas práticas mais não fazem do que consolidar a imagem de fora da lei que estes tipos assumem. O fora da lei é, portanto, todo aquele que escolhe, por interesse individual mesquinho, cínico e ilegítimo, viver à margem da lei. Seja porque foge dela, seja porque a altera, seja porque a manipula, na prática tudo se resume ao nível de poder. Enquanto os fora da lei poderiam apenas fugir dela, fugiam. Actualmente podem mudá-la, manipulá-la e arrasá-la. É a mesma coisa.

Depois vem o Passos Coelho dizer que no estrangeiro se reconhece o esforço que os Portugueses estão a fazer. Pudera. Sabendo os "mercados", como sabem, que tipo de governo temos nós, é de elementar justiça, ao menos, reconhecer o esforço que fazemos para aguentar viver sob a batuta de quem faz da libertinagem a sua filosofia de vida. Não é fácil viver sob um governo sem palavra, sem boa-fé, que faz da omissão, da mentira e da ambiguidade a sua pedra de toque. Não é fácil viver sob a batuta de um governo que dá voz, tão só e apenas, à ansiedade de extorsão criminosa de jogadores profissionais que aposta as nossas vidas, como se aposta um dólar ou uma ficha de casino. De facto, ao menos reconheçam-nos esse esforço.

P.S. Vejam como a nossa vida vale para essa gentalha. Na Síria, na sua ansiedade de venderem bombas e armas, os judeus mandaram os Sauditas fornecerem aras químicas aos rebeldes para assim conseguirem, incriminando o governo sírio, destruir a unica arma do seu arsenal que os preocupa, as armas químicas. Os desgraçados dos inocentes que morreram para que se tentasse incriminar o governo Sírio? Bem...não são israelitas nem americanos, portanto...não contam para a estatística. É isto que os seres humanos valem para eles.