há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

Homens de celofane. Os “para-seres” da moda.

Já tinha sido o sr. Hilfiger, já todos tinham levado e apanhado com as verborreias malcheirosas dos “modistas” das nossas praças…Agora foi Galliano, o reputado designer de Christian Dior.

Julgo que não nos devemos admirar destas duas coisas: Uma, que este tal de Galliano tenha expelido as intestinais dejecções verbais que todos ouviram; Duas, que Dior o tenha contratado e depois o tenha despedido (o que está no meio, na essência e na relação entre o fim e o principio não conta).

Afinal o que é que esperam deste tipo de seres? Coerência? Profundidade? Sabedoria? É disso que vivem? Para mim o que me custa mais no meio disto tudo é que existe uma franja enormíssima da nossa população que segue à letra, quais ídolos duplicados em série, exemplos propagados por seres como estes. Isso é o que me desilude, isso é o que me estupefacta. E não os impropérios trauteados por “incerebrados”.

Afinal, quais são os valores que a industria da moda propaga? Serão os valores da ética? Serão os do conhecimento? Serão os do progresso? Serão os da Fraternidade? Serão os valores humanistas?

Não serão antes: as impressões do efémero (a moda muda com as estações!); as impressões da aparência; as impressões do egocentrismo; as impressões do corpo…

A moda não é habitada por valores, mas por impressões; a moda não é habitada por princípios, mas por fins; a moda não é habitada por ideias, mas por aparências; a moda não é habitada por carne, sangue e massa encefálica, mas por pele; a moda é epidérmica, superficial, plástica, profana e banal…

Mas mais, a moda não é habitada por seres humanos, a moda é habitada por seres (ou “pareceres”, ou antes…para-seres?), não das obscuras profundezas, mas das mais invisíveis, porque encadeantes, luzes da ribalta. A moda não é a luz, é o foco. A moda não é o ser, mas o parecer. A moda não é o que começa, mas o que acaba, a moda não é a vida, é a morte. A morte da cultura, a morte do ser humano.

De que se admiram?
O leilão

No outro dia, berrava a tóxica televisão nacional que a operação de leilão de dívida pública Portuguesa tinha sido um sucesso. Afinal, a procura tinha sido tão elevada que o Governo decidiu aumentar, em mais 500.000.000 de Euros, a oferta de venda. Depois disseram, que afinal, nem tinha sido necessário leiloar, pois a divida havia sido vendida a um sindicato bancário. Por fim, depois de orgasmos intelectuais, regozijos, gritos histéricos de prazer e espasmos com origem na prol económico-financeiro-contabilistica convidada para comentar a operação, lá veio o senão, numa pequena notinha final, muito envergonhadinha, por parte da jornalista que forçosa ou forçadamente não queria estragar o prazer colectivo registado. Afinal, através de rápidas palavras de anúncio de financiamento, por entre a bruma, o fumo e o ruído imperceptível da informação subliminar, consegui registar que a dívida havia sido vendida por uma taxa de juro algo elevada. Ninguém disse, contudo, quão elevada seria essa taxa.

Claro que faltava o sinal de Perigo de Intoxicação Intelectual (PII) que deveria estar presente em cada Noticiário da comunicação social corporativa nacional.

Mais tarde, encontrei uma referência a essa taxa de juro. Essa taxa foi de 6,5%. Se aparecerem ao pé de quem tem dinheiro e lhe disserem que podem ganhar 6,5% ao ano, com a compra de dívida e nem têm de ir ao mercado, pois se forem arriscam-se a perder a hipótese de a comprar, quem irá recusar uma oferta dessas? Mais ainda, quando esse consórcio bancário, o mais certo é ir buscar o dinheiro ao BCE a 1% ao ano. Já viram se isto funcionasse para qualquer cidadão? De certeza que todos nós estaríamos interessados nesse óptimo negócio. Pedíamos 100 Milhões e ao fim do ano tínhamos certos 5,5 milhões para nós. É fácil enriquecer não e? Experimentem fazê-lo. Depois falamos.

Na notícia em que se falava dos tais 6,5% de taxa de juro, apontava-se esta taxa como baixa, pois o jornalista reportava uma operação recente de venda de dívida a médio e longo prazos, do estado Português, em que o juro chegou aos 7,65% e mesmo assim não a venderam toda. Venderam 30% a longo e 60% a médio prazo. Engraçado, não se dizia qual o montante de dívida a vender. Como podem ver, afinal o negócio ainda pode ser mais rentável, não tão certo como o anterior, mas mais rentável.

O problema é que após os orgasmos e espasmos da primeira notícia, surgiram as convulsões, choros, baba e ranho da mesma troope económico-financeiro-contabilistica. Portugal, Irlanda e Grécia estão a ser alvos da especulação dos “mercados”, estão a ser alvo do alarmismo e dramatismo das “agências de rating” e da desconfiança descontrolada e aleatória dos “investidores”.

Entraram em paranóia e depressão colectiva. De certeza que a venda de Pozac aumentou bastante nestes dias. Mas não foi para eles. Pois, esses seres desprezivelmente rastejantes logo começaram a falar das suas receitas infalíveis:

- Baixar os salários
- Baixar o valor das indemnizações
- Flexibilizar os despedimentos
- Descaracterizar o Código Laboral e pô-lo a proteger as empresas em vez de proteger os trabalhadores
- Baixar os impostos à banca e às empresas (ouviram aquela dos 1,4 mil milhões de lucro da banca suportados por um decréscimos de 56% no montante de IRS a pagar?)
- Dar porrada nos funcionários públicos
- Privatizar a saúde e a educação e todas as empresas lucrativas do estado

Tudo receitas que nós já conhecemos, experimentámos e…não gostámos.

A verdade é que nenhuma tem funcionado, cada vez há mais dívida para vender porque o estado já não tem as enormes receitas das empresas privatizadas (dos 350 milhões de Euros recolhidos em impostos em Janeiro, 90% foram de IRS e IVA) e cada vez mais tem de cobrar essa receita a quem não a pode pagar. Afinal, se um “investidor” pode comprar dívida Alemã a 5,7%, porque haverá de comparar Portuguesa a 6 ou a 7%?

Pois é, as receitas são sempre as mesmas e ouvimos sempre a mesma lenga lenga do Sócrates, Coelho e a seu exército de paus mandados:

- O estado não tem receita, é preciso cortar, é preciso acabar com isto e com aquilo, sem o dinheiro não há estado social….Verdade, Verdade, Verdade. Querem saber a receita?

- Aumentem o IRC dos Bancos e das Grandes empresas (não eles não fogem para lado nenhum, porque não querem perder o mercado, isso é conversa)
- Tributem as operações em Bolsa, todas elas e não apenas as dos investidores individuais (estou a falar das SGPS e estrangeiros que ficaram de fora e são os maiores)
- Acabem com as concessões que garantem receitas mesmo que estas não existam
- Combatam a evasão fiscal, não apenas a actual, mas a passada (este anos vai baixar enormemente o valor gasto com a Inspecção das Finanças…)

Poderia continuar, serenamente a enumerar medidas que sabemos resultarem, trazerem mas justiça social, precisamente porque são injustas e resultados de férias, jantaradas e demais presentes que ou pagam riquezas ou ricas campanhas eleitorais. Depois…quem regula quem?

Mas o que mais me revolta ainda é que, esta tropa fandanga (como dizia a minha Avó), ainda não falou disto:

- Acabar com os off-shores e com os paraísos fiscais, para os capitais não fugirem e causarem evasão fiscal que depois vai sobrecarregar a classe média (já ouviram o Sócrates defender isto no Conselho Europeu perante do Durão Barroso?)

- Acabar com a vergonha de o BCE emprestar dinheiro aos “Investidores” a 1% para depois estes lucrarem à nossa conta, comprando a dívida a 6, 7 ou 8% (já ouviram o Teixeira dos Santos insurgir-se contra isto?)

- Acabar com as agências de Rating, corporações privadas americanas, detidas por especuladores, que, com se sabe atacam tudo o que mexa e como na lei da selva, atacam primeiro os mais fracos (já ouviram alguém falar disto?)

Poderia continuar, mas, meus caros, para as costumeiras medidas da ordem é preciso lata e vergonha, para estas últimas é preciso Moral e coragem. É preciso não querer pactuar com a exploração e com a injustiça. É uma vergonha, que em toda a Europa, nenhum Governante fale disto. Governantes eleitos, com os nossos votos, dizendo que iriam resolver os nossos problemas. O conforto que atingimos tem de se elevar através da repartição da riqueza e não através da exploração dos mais pobres, sejam pessoas, sejam países.

Já chega de conversa fiada.
O ansiolítico

Há um ou dois dias, ouvia eu, como de costume de passagem, um telejornal matutino da SIC Noticias, quando uma notícia em particular exigiu aos meus sentidos que reclamassem a minha atenção: “A UNICEF decidiu não contratar a publicidade à camisola do Barcelona, mas fazê-lo, em vez disso, ao espaço proporcionado por uma fundação do QATAR, pagando para tal os prometidos 30 Milhões de Euros”.

A UNICEF, aquela entidade que diz que ajuda criancinhas, pagou 30 Milhões de Euros a uma entidade, para lhe fazer publicidade? Quantas criancinhas poderia, a UNICEF, ajudar com esse montante? Em vez de encher os Bolsos de um qualquer clube de futebol ou de uma qualquer fundação interessada na promoção do QATAR?

É claro que o justificativo normal, para esta troca comercial, se encontra no trivial: “esta publicidade permite-nos encaixar mais fundos”.

Mas…estaria em enganado, não seria a UNICEF uma entidade que conta com a solidariedade alheia para prosseguir o seu objectivo? Desde quando é que a Solidariedade é um negócio? Para quem a vende e para quem a compra?

Afinal, aquelas imagens que nos entram pelos olhos adentro do Figo, do Ronaldo, do Messi, que aparecem como solenes e globais embaixadores da UNICEF, tudo isso também não é mais do que um negócio?

Podemos sempre dizer que uma coisa puxa a outra e que, mesmo tratando-se de um negócio a UNICEF, aplica grande parte das suas verbas na prossecução do seu objectivo inicial, o de ajudar crianças necessitadas. E existem muitos negócios que o não fazem. Pois é…digamos que é o melhor dos males, se a tal se pode atribuir essa classificação.

Contudo, é o principio que me magoa, é a subversão da imagem do que se convencionou constituir a UNICEF que me transtorna, é a transformação da solidariedade e da fraternidade, esses princípios universais da humanidade, em negócios, é a sujeição da nossa humanidade ao jogo e ao jugo do dinheiro.

A solidariedade, a fraternidade, a compaixão e a vontade de lutar e denunciar as injustiças deve ser algo nobre, algo que nos orgulhe, algo que esteja associado aos princípios da Civilização contra a Barbárie.

O que seria valoroso era a UNICEF conseguir recolher fundos, não porque a sua imagem é tão forte que ajuda a vender melhor (porque é bom estar-lhes associado), mas porque as entidades e as pessoas o fazem por amor, compaixão e vontade de contribuir para um mundo melhor.

Podem tentar dizer-me que, no fim o resultado é o mesmo. Não, não é! Associar a solidariedade ao negócio é perpetuar o negócio e todos os males que pode trazer. É tão bom a Nike, a Adidas aparecerem associadas à UNICEF quando depois exploram essas mesmas criancinhas que era suposto ajudar, na Índia, na China, no Vietname e onde lhes aprouver.

É tão bom uma Hugo Boss aparecer associada à UNICEF, quando depois vem utilizar peles de animais exóticos, trucidados para tal, para produzir as suas roupas. É tão bom a BP aparecer associada à UNICEF (e quem diz a empresa diz o seu dono) quando depois vem destruir o nosso ambiente promovendo a utilização do petróleo e impedindo ou travando a utilização de energias limpas.

O que era valoroso seria a UNICEF dizer: “Não! Eu tenho uma imagem tão forte que não me quero associar a esse tipo de gente, de hipocrisia, de exploração quer perpetua a pobreza e a injustiça”. Seria esta a minha imagem da UNICEF. A UNICEF tem de ser ajudada por quem, voluntariamente, a quer ajudar. Por quem, moralmente, a pode e deve ajudar.

Caso contrário, mais não é que uma peça da engrenagem da exploração, um obstáculo ao progresso dos seres e dos espíritos. Mais não é que a face da industria da pobreza e da caridadezinha que nunca resolver nada, só perpetua. Mais não é que o instrumento daqueles que, fazendo o mal e promovendo o caos, mesmo assim, necessitam de um ansiolítico que os deixe dormir com a consciência menos pesada. “Exploramos as criancinhas e depois pagamos-lhes a comida”. Aliás, a nossa sociedade, tem muitos exemplos disso mesmo. Sujeita-se um trabalhador ao Stress e depois dá-se-lhe um curso de “Gestão do Stress”. Sujeita-se um trabalhador a movimentos repetitivos e dá-se-lhe uma lição de ginástica de descompressão.

É bom que percebam que quem luta pelo progresso não pode nunca pactuar com aqueles que fomentam a barbárie. O progresso é a luta da civilização e do humanismo contra o caos e a desordem da lei da selva. É isso que o progresso é.


Hugo Dionísio

P.S. Todas as organizações aqui relatadas são-no a título meramente exemplificativo.
Pílula contra-esquecimento.

Este mês inicia-se com a resposta a mais uma demanda desse poder unilateral, parcial e inatingível pela via da democracia, que é o da a Comissão Europeia, o "dos mercados" e o do BCE. A tão aclamada revisão da legislação laboral! 

Poderia aqui contar a história do Direito Laboral, escrita a sangue, suor e lágrimas. Poderia aqui falar das lutas, das privações e das perseguições daqueles que, em tempos não muitos distantes (nos ventos de omega um século é um segundo) lograram oferecer a sua vida, conforto e saúde à batalha pelo reconhecimento do ser humano que o trabalhador constitui.

Tempos houve em que não havia direito do trabalho, tempos houve em que as leis escritas por quem governa e domina permaneciam mudas, quando se tratava de restringir a autonomia privada individual de quem retira a mais valia, daquele que trabalhando para viver, morre a trabalhar.

Entre esse século liberal, o século XIX, durante o qual  o obscurantismo burguês-monetarista sucedeu ao iluminismo e humanismo renascentista, e o nosso século XXI (repararam  na curiosidade da coincidência na grafia numérica romana?), mediou o século XX, um século de progresso e conquista social. Ao humanismo do século XX, durante o qual, mais uma vez, o iluminismo revolucionário derrotou o obscurantismo fascista resultante do liberalismo, sucede o neo-liberalismo financista e alto-burguês do século XXI. E o que temos em comum?

O que temos em comum é a filosofia de que o respeito pelo ser humano não deve constituir obstáculo pronunciado à constituição e acumulação da riqueza. Se no século XIX,  o capitalismo não queria a consagração do Direito Laboral, no século XXI, esse mesmo capitalismo quer o fim do mesmo.

O primeiro passo para o seu final é filosófico e já foi dado pelos governos ocidentais, aqueles que no século XX foram obrigados, pela força (nunca esquecer isto!), a consagrar o direito do trabalhador a ser tratado como um homem e não como uma máquina. Que passo foi esse?

É do passo da subversão que falo. O Direito Laboral nasceu de parto forçado para proteger os trabalhadores, da cegueira gananciosa provocada pela sede, nunca saciada, do lucro. Não nasceu para facilitar, nem a exploração dos patrões, nem a insaciável fome de ouro dos mercados. Foi, precisamente para as travar, para as dominar. 

O que é que sucede quando se revê a lei laboral para responder à ansiedade dos mercados, dos patrões, do BCE, do FMI e da CE? O que é que sucede quando se coloca o lápis verde monetarista a censurar as letras timbradas à força de um código laboral? 

Pedir que um código do trabalho proteja o capital e a economia é o mesmo que pedir a um código penal que proteja o criminoso. É o mesmo que pedir a uma lei fiscal que proteja quem não paga impostos. É o mesmo que pedir a um Código Civil que proteja os desordeiros e os vigaristas. Eu sei...Eu sei...

O que é que acontece quando um Código Laboral, pede a um trabalhador que pague, ele próprio, um seguro que garanta o pagamento da sua própria indemnização, penalização aplicável ao patrão, por despedir esse mesmo trabalhador? Onde chegará o insulto ao estado de direito? Pedir à vitima que pague a pena?

Atropelamos alguém e ele é que tem de possuir o seguro contra danos pessoais? Alguém rouba o nosso carro e nós é que temos de ter um seguro para o ter de volta, senão vamos presos? Matamos alguém e o familiar do morto é que vai preso? Ou...até, o próprio morto?!?!

Será uma sociedade engraçada esta, a que nos estão a preparar!

O exercício dos nossos direitos e deveres, como cidadãos, como trabalhadores, como seres humanos, é a melhor forma de respeitarmos e perpetuarmos a memória daqueles que, de forma inverossímilmente altruísta (aqueles que por não sermos como eles nos é mais fácil apelidarmos de oportunistas, radicais, conflituosos... só para ser simpático...) contribuiriam com grande sacrifico pessoal para termos e sermos o que somos e temos hoje. A liberdade de escrever este texto, por exemplo.

Quem não conhece o seu passado, não compreende o presente e não tem futuro!


Hugo Dionísio

??????????????

"Gasóleo vai subir 4 cêntimos no início do ano". 
in DN em 21/12/10

Quando li este título fiquei aterrado. Não sei bem porquê. Tenho uma ligeira sensação de que isto já aconteceu. Tenho uma ligeira sensação de que este título está desactualizado, desfazado e não faz justiça ao facto (tenha ele acontecido ou não). Será isto uma previsão? Ou será, antes, uma notícia? Ou as duas? O que é que o editor jornaleiro pretende com tal revelação? 

Primeiro, se se trata de uma previsão, então, a perspectiva evidenciada é extremamente aterradora. Normalmente, os combustíveis aumentam sem direito a aviso prévio, ao contrário das raras vezes em que descem, em que cegamos de tanta luminosidade artificiosa. Se optam por nos revelar tal conhecimento é porque, meus caros, preparem-se que o assalto às carteiras a pretexto do aumento dos combustíveis, vai ser de arromba. 

Segundo, também se trata de uma notícia, embora essa não tenha sido, presumivelmente, a vontade do "ardina". Afinal, quantos "4 cêntimos" tem aumentado o gasóleo nos últimos anos desde  a liberalização dos preços, determinada por esse "grande português e Europeu", Durão Barroso, que utilizou essa medida como o bilhete mais caro para o mais rápido transporte de Lisboa-Bruxelas?

Terceiro, como notícia, o título escolhido para a primeira página desse órgão peca por muiiiiito escasso, pois esses 4 cêntimos não serão 40?

Quarto, como previsão, querem apostar que também pecará por defeito? aguardam-se apostas para o valor dos aumentos do gasóleo para 2011!

E eu pergunto, por fim. Há mais de 10 anos que a electricidade, telefone, àgua, combustíveis, gás, pão...aumentam muito acima da inflação. Há mais de 10 anos que os nossos salários não aumentam acima da inflação. 

Ainda dizem, esses obscuros tiranos açambarcadores e amordaçadores da nossa democracia, chamados de "os mercados", que os nossos salários têm de descer. Ainda não chega? Demorem a acordar e depois peçam contas ao "mercado" que vão ver o que vos acontece.


Hugo Dionisio
A História do que nunca foi ou devia de ter sido

No âmbito do escândalo recente da WikiLeaks surgiu, por entre as trevas do obscurantismo imperialista, mais uma prova inequívoca da hipocrisia e cinismo que constituem a imagem de marca da actual ordem mundial.   De acordo com uma notícia divulgada neste corrente dia, na voz ambígua que por vezes é o Jornal Público, num dos mais de 250 mil documentos revelados (é engraçado como os leram e contaram tão rápido, até parece que já sabiam do que se tratava...) ressalta um dado interessante. Conforme registado num memorando da Srª Clinton (não não é sobre a Mónica...), segundo a própria, há muito a fazer-se no que respeita à Arábia Saudita pois esta "continua a ser um financiador essencial para grupos militantes islamistas como a Al-Qaeda, os taliban, o LeT e outros grupos terroristas". Mas há mais...de acordo com a própria, os Emirados Árabes Unidos (interessante a semelhante cíglica com os EUA) são "um buraco estratégico" a explorar pelos terroristas, o Qatar "é o pior da região" em termos de anti terrorismo e o Kuwait um "ponto chave de trânsito".

Não sei qual o própósito da WikiLeaks. Tratar-se-à de uma entidade com propósitos revolucionários? Tratar-se-á de uma entidade com um propósito contra-informativo, criada de propósito para nos dar a conhecer apenas o que eles querem que nós conheçamos e assim nos desmobilizarem da procura daquilo que é realmente importante? Bem, seja ele qual for, tenho receio de que a sua finalidade nada tenha de altruísta e seja apenas mais uma forma de promoção individual em que, na prática, nada de importante seja colocado em causa. Espero, pessoalmente, por documentos que coloquem em causa o próprio sistema, que o questionem e que digam que ele está errado e não se limitem, apenas, a demonstrar as virtualidades e insuficiências que todos lhe reconhecemos.

Contudo, não deixa de ser importante relembrar e demonstrar a quem tem dúvidas que este sistema está gravemente doente e é comandado por seres, das duas uma, ou mais doentes ainda, ou então, os próprios agentes de doença (parasitas, bactérias, vírus).

Um sistema que se diz democrático, cuja política é fundamentada e caracterizada por factos e conhecimentos do foro iniciático, a que nem todos podem ou conseguem aceder, cujo escrutínio é manifestamente impossível, a não ser que haja uma WikiLeaks a praticar o crime de dar a conhecer a aquilo que nunca deveria nem poderia ser desconhecido, como pode ser um sistema justo? Como pode ser democrático se o "demo" não pode exerecer a "cratia", seja por desconhecimento absoluto da realidade, seja por impossibilidade, por ausência ou insuficiência dos mecanismos própios, para o fazer?

Bem...lá saíram mais algumas verdades do limbo vacuísta para-histórico, onde muito se passa sem que se saiba nem venha a saber-se, da restrita realidade das "pretensas existências" ou das "supostas inexistências", criada por uma qualquer "inteligência", que de tão inverosimil e inalcançável, nos desarreda a todos da "sofia" que deveria ser parte integrante da "sociedade do conhecimento".

Até que se mude, vivam os arqueólogos da nova história, aquela história que "existindo", não foi feita para ser contada. Não hão-de os historiadores estar no desemprego!

Hugo Dionisio
De pensamento em pensamento, até ao esquecimento...