há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

PRISM. Escondam-se!



 PRISM. Escondam-se!

Conhecem o Programa Americano “Prisma”? Conhecem Edward Snowden? E a NSA? E a CIA? E Julien Assange? E o Wikileaks? O que têm eles em comum?

Bem, Edward Snowden, ex funcionário da CIA e NSA, veio, com o apoio do Wikileaks, denunciar o desenvolvimento de um programa de vigilância electrónica, que, em prática, permitirá aos serviços repressivos dos EUA (CIA, FBI, NSA…) vigiar as mensagens telefónicas, mails, SMS e outras, de todo o mundo e de toda a gente. Novo? Não, já tinham o Echelon.

Pois é, só que hoje, o ECHELON está ultrapassado e então, os EUA (um congressista americano chamou-lhes os “United Stasi of América”) preparam o programa PRISM. Basicamente, trata-se de um programa informático, baseado em palavras-chave que será aplicado com a ajuda de quem? Pois é, aqui é que está a inovação. O PRISM será aplicado com a ajuda das grandes corporações de Telecomunicações mundiais. Á cabeça já estão duas empresas Israelitas (tinham de estar!).

Julien Assange propõe a ES que aceitasse o asilo político num país da América Latina. Contudo, já a Islândia veio dizer que lho dava, se ele quisesse (grande Islândia!).

Para além da gravidade das intenções desta gentalha, destes tiranos hipócritas que, ainda por cima, dizem que fazem estas coisas em nome da liberdade e da democracia, esta notícia é um enorme aviso sobre os perigos de uma sociedade dominada por corporações financeiras monopolistas para as quais só o dinheiro importa, para as quais os seres humanos são apenas instrumentos do seu poder e riqueza desmedidas. Como já disse, há mais de 100 anos, um grande filósofo e economista, a fase máxima do domínio capitalista será a da concentração do capital que levará à sua faceta imperialista. E esta, com todo o terror apocalíptico que possa significar para a actual sociedade ocidental pró democrática (ainda será?), será também a ultima fase do sistema…Não, não estou a exagerar no palavreado nem na tendência filosófica.

Este exemplo, a par do exemplo do que se passa em Portugal, no que respeita ao poder desmedido e inumano dos grupos económicos concentrados, mostra, à saciedade, o quão grandes são as ofensas e as ofensivas ao actual regime de construção democrática em que pensamos ainda viver. Aliás, a esquerda norte americana (que também a há) é unânime em reconhecer que, neste momento o que está em causa é a seguinte dicotomia de princípios:

A sociedade tecnológica será a sociedade da exposição individual, contudo:

- Será que queremos que essa exposição seja realizada numa lógica democrática, segundo a qual se trata a menor quantidade possível de informação e, também, segundo a qual, a transparência dos procedimentos de recolha e tratamento, é a máxima possível ?

- Ou, em alternativa, será que queremos que esta exposição seja realizada numa lógica autoritária, segundo a qual se tenta recolher e tratar o máximo possível de informação e, também, segundo a qual a transparência dos procedimentos de recolha e tratamento, é a menor possível ?

Estes novos sistemas, generalizados e extremamente invasivos, têm de ser escrutinados democraticamente, e o que sucede é que, porque se cataloga a informação de “secreta”, “sensível” ou se “interesse estratégico para a segurança do estado”, se permite todo o tipo de invasão privada, sem qualquer controlo e, ainda por cima, dado domínio do estado pelos grupos económicos e dada propensão desta gente para passarem por cima de tudo o que é valor ético, temos aqui um bom quadro fielmente reflexivo daquilo que nos espera se não dermos “corda aos sapatinhos” e mostrarmos a esta gente quem manda.

Se nada fizermos, chegará o dia em que estes Coelhos, Gatos , Gaspares, Portas e  travessas, ou outros cobardes que tais (se a sociedade não começar a gerar os melhores para os melhores cargos), acabarão por sucumbir a estas intromissões (como já o fazem) e depois venham dizer que aqueles filmes do Spielberg como o "Minority Report" são ficção científica.




Karlsruhe. A farsa continua!



Karlsruhe. A farsa continua!


Hoje, em Karlsruhe, o Tribunal Constitucional Alemão, promove uma audiência para apreciação da conformidade constitucional do mecanismo OMT (Outright Monetary Transactions). Este é o mecanismo que permite ao BCE comprar dívida dos estados membros da EU, apenas nos mercados secundários, quando estes se encontram sob ataques especulativos.

Ora, em Setembro do ano passado, o TC Alemão já se havia pronunciado favorável à conformidade constitucional deste mecanismo. Supostamente, esse seria o interesse de Merkel. Então, porque raio, é que o presidente do Budesbank (Banco Central Alemão) e membro do BCE, está, ele próprio, na origem desta nova petição ao TC Alemão?

Custa-me a acreditar que ele o faça contra o próprio Governo Alemão. O que a Merkel quererá – digo eu – é que o TC se pronuncie desfavoravelmente ao OMT, para depois vir dizer – “Eu não tenho culpa…eu até queria”. E a farsa continua…

Até quando?

Os farsolas

Os farsolas



Ontem, o senhor “Prelglgesidente” Cavaco disse que, “mesmo com o desemprego e a crise, não existem sinais de desagregação social”. Pois…Até custa, um pobre reformado, que vive com as dificuldades próprias de quem aufere uma pensão de miséria, falar desta forma. Cavaco, também poderia ter dito que, “não fossem as mortes e a destruição…a guerra até poderia ser uma coisa boa”!   

O moçoilo do BPN disse ainda mais alguns disparates, próprios de um filme de comédia “nonsense”, não fossem, eles mesmos, o reflexo da crise democrática que vivemos, na qual o PR se regozija de não ligar à voz do povo, ou, o Primeiríssimo Ministro, Vítor Gaspar, se regozija de não ter sido eleito, com um simples – “Eu não fui eleito coisíssima nenhuma”! Gaspar poderia ter ainda dito, para si próprio, qualquer coisa como – “Eleito? Cruzes credo”! “Vade retro Satanás”! O seu Salazar não diria melhor.

Este tema da decadência da democracia por contraposição ao crescimento dos conglomerados financeiros globais, constitui o a pedra de toque da farsa que todos vivemos e que, a grande maioria dos implicados, contra ou a favor, não têm coragem para revelar.

Economistas genuínos e honestos na TV? Espécie extinta.

Por exemplo, sobre o domínio da banca sobre as pessoas e sobre o sistema democrático, que aqui é bem conhecido e promovido, um conhecido economista Americano – Paul Krugman -  veio dizer que “estas corporações não se situam no âmbito do estado de direito e no âmbito de aplicação das lei”. É um economista americano…Não é um Português de “extrema-esquerda”!

Esta declaração cabe, aliás, nos casos PPP’s (em que transferem para o estado os gastos com as manutenções, mas mantêm, as receitas, nos conglomerados financeiros beneficiários. Esta declaração cabe no caso BPN, venda da Vivo pela PT, Banif, BPP…No fundo, o que Paul Krugman disse, foi que “não podemos ter um sistema económico que vive à margem da lei, do direito, da democracia e da sociedade, em geral”. Que é o que acontece.

Agora, que bom que era, um economista da tanga, aqueles que espetam nas televisões de manhã e ao deitar, para reafirmarem as maiores barbaridades, parecendo que estão da transmitir conhecimentos de uma lógica incontornável, que bom que era, repito, que eles dissessem algo como Paul Krugman disse. Muitos dos nossos economistas o dizem, mas não chegam à TV. Os que chegam à TV, estão lá todos os dias, precisamente, porque não têm, ética, carácter ou coragem.


Valores, princípios, ética e (I)legitimidade democrática. Da base ou da cúpula?


Isto quer dizer que, para além da crise democrática sistémica, na minha opinião, a maior das crises é a crise de valores, de princípios e de carácter. É uma  crise do espírito humano. Perante o apelo do dinheiro e o glamour dos corredores do poder, a maioria dos nossos dirigentes contemporâneos vacila.

E o vacilar, não quer dizer que se esteja de acordo. Quer dizer que, em determinados contextos, que deveriam ser de combate, de denúncia e de afrontamento, tornam-se contextos de confraternização e de correcção politica. Só que, esta correcção politica entre dirigentes de áreas politicas antagónicas e, na maioria dos casos, ideologicamente inconciliáveis, nada tem que ver com educação. Tem a ver, isso sim, com submissão ao glamour que o poder transmite ao comum dos mortais. Tem a ver com a submissão ao sentimento de imprescindibilidade, ao sentimento de que se é único, de que se manda e de que se influencia o sistema. Este sentimento elitista afecta sobretudo quem menos está, cultural e doutrinariamente, preparado para o efeito.

Esta correcção politica, confundida com educação, consiste, em si mesma, numa tremenda falta de respeito para com aqueles que legitimam a posição privilegiada de acesso aos corredores de poder, em que dirigente se encontra. Esta falsa parcimónia auto condecorosa, resulta do esquecimento do sentido de missão, do sentido do dever e do sentimento de gratidão por quem colocou esse dirigente numa situação em que, dado o acesso, lhe permite defender mais eficazmente, determinado interesse.

Assim, a ideia que deflagra em muitos dos nossos actuais dirigentes políticos, partidários, associativos, é a de que eles estão onde estão, porque são os melhores, porque são realmente bons, porque são a elite. Pobres de espírito, esquecem-se que a virtude de um sistema democrático é a de que, qualquer um pode lá estar se for capaz, por via do seu mérito, de atingir tal estatuto. Se tal não acontecer em democracia e se, um dirigente, qualquer que seja, lá chegar por outra via que não o mérito na prática demonstrado, então, meus caros a democracia está em crise. E depois, vêm os Coelhos e os Gaspares. O Coelho nunca trabalhou, como se sabe.

Por outro lado, que respeito pode ter um povo por um politico que não demonstrou qualquer mérito para lá chegar. Que respeito se pode ter por um dirigente que chega a um local porque alguém da cúpula o puxou para cima e não, porque da base tenha emergido?

Sabem porque é que o salamaleque politico e o politicamente estão errados? Porque revelam que o grupo de dirigentes em questão, está agradecido ao sistema político que o colocou naquela situação. Não é ao povo que está agradecido, é à cúpula, da organização politica do sistema, em que se integra.

Tal sentimento elitista, puramente anti democrático, que transforma todos os dias incapazes em seres iluminados, a que os outros têm de obedecer, porque estes foram “legitimamente” consagrados, revela a ilegitimidade de um sistema, no qual, os cargos políticos não são vistos como plataformas de trabalho para obtenção de resultados que defendam os interesses da base, mas o contrário. Para esse sistema, o cargo, o tacho, são um resultado em si mesmo. O que se faz com eles não conta, o que conta é estar lá. Depois de se ter lá estado, todos passam a ser os maiores.


Dos "bancos", dos "tachos" e de outros poleiros. A auto divinização do incapaz.


Daí que, uma vez, um responsável politico que conheço me disse…Só chora por ter um “banco” quem não
o tem! Pois é, é precisamente esse sentimento que coloca o país onde está. É que os bancos não servem para nos sentarmos e usufruirmos das vantagens de estarmos bem sentados. Os bancos devem servir para criar mais bancos, para aprofundar o sistema democrático, para aprofundar a participação democrática. Quanto mais pessoas participarem, melhor o país se torna. Porque o participar politicamente não deve ser próprio de alguns iluminados, auto ou hetero impostos, a participação democrática deve constituir um dever de todo o cidadão de uma sociedade democrática e todo o cidadão, para nosso bem, deve estar preparado para o fazer. Se o sistema for elitizado…se quem dirige achar que é melhor só porque…pode dirigir, mesmo que não o faça com qualidade, então…o que temos não é democracia…é autocracia.

Isto tudo para vos perguntar. Não estamos nós fartos de salamaleques? Não estamos nós do politicamente correcto? Não estamos nós fartos de paz podre? Não estamos nós fartos de que as pessoas nãos e assumam? Não estamos nós fartos de falta de frontalidade? Não estamos nós fartos de cobardia, mascarada de falsa humildade e cobardia?

Não desejaríamos antes, dirigentes políticos, cidadãos, trabalhadores que, ao invés do seguidismo e da embriaguez do poder, se olhassem olhos nos olhos e dissessem o que deveria ser dito?

A sabedoria popular é fantástica…Não devemos chamar os bois pelos nomes?

Não devermos nós, cidadãos, dirigentes ou não, desprezar profundamente aqueles que todos os dias nos enganam, todos os dias se vendem, todos os dias se acobardam, arrastando o país para o fundo, dada a sua incapacidade, o seu oportunismo… Não devemos nós denunciar, repudiar e afastar-nos desta gentalha sem valores nem princípios?

A ligação dos líderes e dos dirigentes às massas


Sobre isto, gosto sempre de relembrar algo que, num pais como o nosso, com défice cultural democrático, resultante de uma ditadura ao abrigo da qual se formou a maioria da nossa classe dirigente (ninguém se torna democrata por decreto), e com tendência para se considerar que alguém, só por ser dirigente de algo já está num patamar superior, sem ter de o mostrar primeiro, dizia Karls Marx (não...nisto também não se enganou):

- É nas massas populares que está a reserva de quadris politicos revolucionários. A cada momento, em cada contexto, as massas (as classes trabalhadores, nomeadamente as operárias) farão emergir os quadros necessários à prossecução da luta política.

Sabem porque é que ele dizia isto? Porque ele não acreditava na providência divina. Porque não acreditava em Dons Sebastiões, porque não acreditava em iluminados, nem em elites supostamente direccionadas para a liderança e a governação. Para Marx, era do povo que saíam os quadros revolucionários. Ah...e era uma reserva infindável. Tantos quanto necessários. Aliás...Já os Einsteinianos quando aplicaram os principios quânticos à história chegaram à mesma conclusão. Os contextos históricos é que fazem emergir as lideranças e não o contrário.

A verdade é que se os lideres não emergirem das massas, se não estiverem a elas ligados, acaba, por ser lideres de pés de barro. Passos, Portas, Seguros...

Os bois pelos nomes. Um dever moral.


Felizmente, não sou o único a pensar assim, chegou a hora de assumirmos com todo o “brutalismo” que se impõe, as diferenças que nos distinguem de gente que não merece nem nunca fez nada para estar onde está. Ficam alguns exemplos do que digo:

- “Em diversas partes do livro, a linguagem pode porventura ser considerada demasiado dura para quem decidiu por nós o caminho que tomámos. Mas, na minha opinião, o desastre nacional é de tal forma profundo que é tempo de deixarmos as gentilezas de linguagem em benefício da crueza da realidade”. In. Porque devemos sair do Euro de João Ferreira do Amaral

- “Os tempos do Lixo” – “Chamo-lhe tempos do lixo para não lhes chamar outra coisa que estaria mais acertada”. – Novo livro de Pacheco Pereira

- “Palhaços? Não precisamos, já cá temos um. É o Cavaco”. Ou, “desculpo-me pela consideração que tenho pela instituição Presidente da Republica, porque, como sabem, o politico Cavaco Silva, não me merece consideração nenhuma”. – Miguel Sousa Tavares

- "Os senhores da União Europeia foram aldrabões, imbecis e inconscientes". Pedro Marques Lopes na TSF

Qualquer um deles subiu 300 pontos na minha consideração. Respeitemos o povo. Respeitemos a democracia. Respeitemos Abril.

Desde quando é que temos de ser gentis com aldrabões? Seja em que local for? Quem mente ao país, quem vendo o país e quem, para ser eleito, mente descaradamente, não merece a nossa educação, a nossa gentileza ou a nossa correcção. Merece é o nosso profundo desprezo. Merece a nossa profunda repugnância. Merece é prisão.

O contrário consiste na cumplicidade e na tolerância com a farsa instalada. Será que queremos fazer parte dela?
Crânios Olímpicos da Lusitânia

Estamos muito bem entregues...O que vale é que este país está entregue a uma classe dominante muito competente...Muito competente.

Poderíamos começar pela humanamente inatingível capacidade do ilustríssimo, sapientíssimo e "economíssimo" Dr. Vitor Gaspar. Aliás, a sua enormíssima competência, testemunhada num programa da SIC Notícias, por eminentes personalidades como o "Doutoríssimo" António Borges ou o "Imperial" ministro das finanças da Alemanha, mostra, de forma inequívoca, a altura "espiritual", quase ao nível do "semideus" do intelecto tecnocrático do nosso "encefálico" ministro das finanças. Daí que, a simples e singela sabedoria popular não atinja a assombrosa magnanimidade das suas previsões económicas. 

É que vos está aqui a falhar algo...Não são as suas previsões que falham...Tal reservatório de massa cinzenta, a transbordar pelos olhos afora (daí as olheiras descomunais), jamais erraria numa previsão económica. O erro não está acessível a tal eminência. Quem possui o abono dos deuses (mercados, investidores, financiadores, Borges e Cia) jamais veria a sua obra maculada pelo humano erro. Assim, meus caros, o que falha é a realidade. Essa desgraçada da realidade que insiste em questionar e pregar partidas aos deuses. Logo, demitir o semideus Gaspar é um facto só praticável pelos próprios deuses. Não seria um simples saltitão orelhudo que seria capaz, por muito que esperneasse, de afastar o filho de Zeus do poder luso. Simplesmente, esse acto está-lhe interdito, devido à sua simplória natureza humana de baixa qualidade (ainda por cima). Aliás, esse ser nem ao Olimpo foi - leia-se Bilderberg.

Assim, meus caros, a realidade insiste em desmentir as olímpicas previsões Gasparianas. Temos de mudar a realidade, porra. Não há dúvida que, neste aspecto, estamos muito bem entregues. Como vos digo, estamos com deus...Ou será antes semi deus?

Bem, mas a elevação craniana da nossa elite não se esgota na incontestabilidade da infalibilidade do "realmente" traído Vitor Gaspar. Não, o nosso canto está florescente de crânios assim. No outro dia foi São Belmiro de Azevedo, homem de elevadíssima estatura intelectual, homem de uma capacidade de empreendimento invejável, homem imparável na construção da sua riqueza, que veio dizer: "Não se podem pagar salários de crânios a pessoas sem capacidade". Pois é.

Na qualidade de crânio, vazio ou cheio, não sabemos, São Belmiro achou por bem justificar a aparente torpe, inescrupulosa, imoral, indigna e inumana exploração a que remete os trabalhadores (serão colaboradores?) do seu império financeiro. Pois é...eles não são crânios. Serão seres invertebrados? Serão seres sem cabeça? E os micro-empresários que ele destrói diariamente, com as suas jogadas oligárquicas? Também serão descabeçados? Está, pois, justificada a capacidade de São Belmiro para a iníqua exploração que faz de todos os "descabeçudos" que lhe aparecem à frente. É uma questão de ter ou não ter crânio. Aliás, aqueles que o têm, quando se lhe atravessam à frente depressa podem ficar sem ele. Sim...porque se eu  trabalhasse com um ser destes já tinha perdido, há muito tempo, a minha cabeça. Depois...estaria condenado ao efeito "quinhentinho". 

Aliás, a capacidade de São Belmiro para pagar "quinhentos" a todo e qualquer descabeçudo, ou a propensão que revela para cortar o crânio a todo o cabeçudo que, armado em ser humano, lhe aparece à frente, em termos de santidade, coloca-o ao nível, por exemplo, de Santiago. Este Santo era conhecido por, nas suas aparições, matar tudo o que era muçulmano. E São Belmiro? Bem, façamos a justiça de dizer que, para ele, tendo dinheiro ou sendo explorável, não interessa ser muçulmano. Qualquer coisa serve para a sua sede de enriquecimento à conta da trituração de seres humanos. Ah! Grande "Chefe" da Comissão de Trabalhadores da Sonae. No que a este concerne, estamos, também, muito bem entregues. Explora aqui e não paga impostos na holanda. Homem de princípios profundos. Quando abraça um principio, perde-o logo na profundidade da sua ganância. Se o Gaspar é o deus da previsão económica, este é o deus da ganância desmedida. Tão desmedida que defende os nossos baixos salários, quando, o seu negócio é vender-nos coisas. Pois é...mas a ganância de explorar, à partida, os trabalhadores, é maior do que a crença que possui, de que o retorno, com salários dignos, lhe seria altamente favorável. E depois dizem que é um ser com visão e capacidade de empreendimento. Só se a cegueira, agora, também for uma coisa boa!

Mas, a lista de capacitados semideuses aos quais o pais está entregue está, obviamente longe de acabar. A lista é imensa, a sua capacidade, competência, rigor, honestidade, virtuosismo, lisura, transparência e dignidade são tais que, tais qualidades são, por exemplo, bastante comprováveis a vários níveis. Em quais? No estado do país, por exemplo. Afinal, a dimensão, poder e influência dos nossos grupos económicos só é comparável à utilização que fazem do trafico de influências, da corrupção e da utilização de "crânios", que por o serem, segundo São Belmiro, justificam amplamente o pagamento principesco. Esta estratégia tem funcionado de forma muito eficaz...sem dúvida. Para Elite, não para o povo. Claro.

A ultima das "competências" divinas, pagas a peso de ouro com os impostos de quem trabalha, foi a do processo judicial que o Governo Português interpôs contra os antigos membros da fraude BPN.

Então não é que, aqueles escritórios de advogados, ilustríssimos, eminentíssimos,  polidíssimos e riquíssimos, pagos com milhões de euros anuais (os pareceres chegam a custar dois milhões de euros), entregaram o processo no tribunal errado? Sabe, o que aconteceu? Os arguidos foram absolvidos da instância. O que quer isto dizer? Que o processo tem de voltar ao início, no tribunal correcto.

Quem cometeu o erro? Judice? Vitorino? Não sei. Sei que agora a culpa irá para o desgraçado de um advogado estagiário que trabalha de graça, de dia e de noite, enquanto estes senhores enchem todos os seus orifícios com o ouro pago com os nossos impostos.

O mais grave? É que os custos com processos destes, feitos propositadamente para não chegarem a lado nenhum, são pagos por todos nós. E depois...depois ainda temos que levar com estes tipos na televisão a dizerem que temos de fazer isto e aquilo. É preciso não ter lata nenhuma...

Agora, depois destes singelos exemplos, aconselho o seguinte:
  • Continuem caladinhos e não participem em acções colectivas de combate ao governo
  • Continuem a levar com eles a lamentarem-se de que eles não vos respeitam
  • Continuem parados e letargcos sem fazerem valer as vossas opiniões
  • Continuem a nõ exercer os vossos direitos e liberdades democráticas
  • Continuem a achar que a dignidade, o progresso e o desenvolvimento cai do céu e não é preciso trabalhar para isso
  • Continuem a achar que o caminho é o seguidismo e o politicamente correcto
  • Continuem a achar que aqueles que, mesmo assim, se conseguem desprender das amarras da opressão económica e social, para encetarem processos de contestação, não passam de um bandod e oportunistas
  • Continuem a achar que isto é tudo igual e que anadm todos ao mesmo e que, portanto, não vale a pena fazer nada
  • Continuem a comprar coisas ao São Belmiro e outros que tais, esquecendo-se que estão a alimentar os seus meios de domínio sobre o país
  • Continuem a não aplicar critérios de ética social e humana ao vosso consumo individual, pensando que não vale a pena escolher ou que isso é muito dificil
  • Continuem a achar que, cada um de nós vale muito pouco e o que pode fazer não vale de nada
Até podem continuar assim...Mas não se queixem! Não se lamentem! Ao menos sejam homenzinhos (ou mulherzinhas) o suficiente para serem coerentes convosco próprios!

Porque, a verdade é que, todos valemos muito. Porque hoje em dia temos meios extremamente eficazes de fazer valer as nossas opiniões e de denunciar as iniquidades que vemos. Porque hoje em dia podemos diversificar as fontes de informação ao ponto de identificarmos as farsas que a elite dominante nos quer enfiar pelos olhos adentro. Porque um homem sem liberdade é um escravo. E o pior escravo é aquele que escolhe sê-lo porque se imiscui de exercer, em cada momento, em cada dia da sua vida, a sua liberdade.

Pela liberdade individual realiza-mo-nos pessoalmente.  Pela liberdade colectiva emancipa-mo-nos enquanto povo, enquanto espécie. Deixem-se de tangas e de tretas. O caminho faz-se andando e em democracia somos todos importantes...todos. E essa é a unica forma de afirmar-mos em cada momento a igualdade de todos os seres humanos. Não lhes podemos dar descanso. Não devemos dar-lhes descanso. É imperioso que não lhes dê-mos descanso.

A marcha da história é das massas. Foi assim, sempre que a elite iluminada, vendeu o país ao estrangeiro. Nesses períodos, foi sempre o povo que deu o corpo ao manifesto. Estão à espera de quê? Mais precisamente?
À luta







Estás farto deste governo? Começas aos saltos de raiva quando com o Passos Coelho? Tens pesadelos com o Gaspar? Tens ataques de pânico quando vês alguém do governo? Tens ataques de sonolência quando ouves o Cavaco? Apetece-te partir a televisão quando ouves o Primeiro Ministro prometer algo que sabe à partida não poder cumprir? És daqueles que achas que isto só lá vai à bruta e as palavras já não chegam?

O que estás à espera para aderir à greve geral de 27 de Junho? Estás à espera do quê? De que alguém lute por ti? Podes mas é esperar sentado! Deves mas é estar à espera que um milagre venha e transforme isto tudo...Deves mas é estar à espera que todos os outros (menos tu) se juntem para obterem os resultados que tu não contribuis para alcançar...Deves mas é estar à espera que os teus direitos te caiam em cima do colo sem nada teres de fazer...Deves mas estar é a ver qual é a forma mais fácil de nada fazeres e poderes continuar a lamentar o azar de nasceres num país destes.

Faz-te mas é a vida...meu. Assume-te e torna-te digno da herança que aqueles que lutaram pelo 25 de Abril  te deixaram. Não te transformes no derrotado que, em democracia, perdeu aquilo que outros conseguiram, em ditadura. Faz mas é greve, participa, denuncia e mobiliza que é para isso que foi feita a democracia e a liberdade. A liberdade nasceu para ser usada. Deixa-te de cobardias e de tangas e faz mas é greve!

És daqueles (ou daquelas) que no comboio, na camioneta ou no metro, se lamenta sem parar sobre o estado a que chegou o país? És daqueles que, quando vais no teu carro e ouves as notícias, começas aos gritos com o vizinho do lado porque achas que os culpados foram aqueles que votaram neste governo? És daqueles que te lamentas constantemente mas sabes que só o lamento não chega para mudar o que quer que seja? És daqueles que dizes que o o governo é composto por ladrões sem vergonha e que, corras ou saltes, o resultado é sempre o mesmo?

De que está à espera para fazer greve? Estás à espera que o governo caia por si só? Estás à espera de quê? De que alguém lute por ti? Espera mas é sentado! Não me venhas com aquela tanga - ai...eu até estou de acordo com a greve, mas não a posso fazer! Não me venhas com aquela que não fazes greve porque perdes um dia de salário. Quanto já perdeste estando calado? E o que ganharam todos os que as fizeram no passado? Julgas que os direitos que temos caem do céu? Não...meu caro...são o resultado de séculos de luta, de sangue, suor e lágrimas. Quem tem a riqueza, quem tem o poder, não os quer largar. Nunca quis. Portanto, deixa-te de balelas e faz-te mas é à vida. Junta-te à greve geral de 27/6.

És daqueles que às vezes acha que nem vale a pena votar porque os políticos são todos iguais? És daqueles que acham que isto o que é preciso é um sublevação popular em massa? És daqueles que praguejam todos os dias, todas as horas e todos os minutos contra a escumalha que tomou conta do país? És daqueles que acham que isto está entregue aos bichos e ninguém nos pode salvar? És daqueles que já não acredita em milagres e diz que as coisas estão cada vez piores?

De que estás à espera? Cala-te e faz greve! Torna-te um homem (ou mulher) e assume, de uma vez por todas, a importância de se ser livre numa sociedade de homens livres. Assume a responsabilidade que sobre cada um de nós recai, de deixarmos aos nossos filhos um mundo melhor do que o que temos agora. Deixa-te mas é de tretas, lamentas e tangas do tipo do "ái...isto não vale a pena", ou "ái...sozinhos não conseguimos nada, ái...se o vizinho do lado não faz, eu também não faço,  assume-te como homem ou mulher e luta pelos teus próprios interesses. Estás à espera de que lutem por ti? Espera mas é sentado!

Meus caros, Portugal só avança se for constituído por homens e mulheres livres. Homens e mulheres que não têm medo de assumir, em cada momento, a sua opinião, o seu descontentamento, a sua dignidade. Um povo sem coragem é um povo de dignidade. Um povo que não honra a luta do passado, é um povo que não tem direitos no futuro. Pior que o que nos tiram estes bandalhos governantes, é o que nós perdemos pela derrota que nos infringem. Porque é a derrota da dignidade, é a derrota da justiça e da verdade. Se achas que o 25 de Abril valeu a pena ser feito...não deixes que esta gente nos prive da sua glória. Essa é a maior derrota...essa é a maior perdição.

Vamos todos à greve com a força e a convicção de quem tem a razão. A razão da justiça, a razão da liberdade e a razão da democracia. Não se deixem pisar por gente vendida e sem dignidade, não se deixem vencer pelo medo e pelo receio de perder o que já não vos reconhecem... a dignidade.

Quando um governo nos mente e desrespeita continuamente é porque nada nos reconhece. Só podemos ganhar, não há nada a perder. Idos os anéis, de que estão á espera? que vos levem os dedos?

Coragem, vamos todos à greve. Na greve ninguém ficará sozinho. Mais um abanão e esta corja cai...ai cai. 

P.S. a queda do governo antes do final da legislatura será uma conquista democrática sem precedentes no nosso país. Será a vitória do povo sobre o jugo da elite financeira, arrogante e totalitária. Vamos mandar tudo abaixo...

Como diz o outro...Vai tudo Abaixo!!!!
Como o Belmiro começou a enriquecer...
...Nadava nas águas da UDP...

 
Quando, em 14 de Março de 1975, o governo de Vasco Gonçalves nacionalizou a banca com o apoio de todos os partidos que nele participavam (PS, PPD e PCP), todo o património dos bancos passou a propriedade pública. O Banco Pinto de Magalhães (BPM) detinha a SONAE, a única produtora de termolaminados, material muito usado na indústria de móveis e como revestimento na construção civil. Dada a sua posição monopolista, a SONAE constituía a verdadeira tesouraria do BPM, pois as encomendas eram pagas a pronto e, por vezes, entregues 60, 90 e até 180 dias depois. Belmiro de Azevedo trabalhava lá como agente técnico (agora engenheiro técnico) e, nessa altura, vogava nas águas da UDP. Em plenário, pôs os trabalhadores em greve com a reclamação de a propriedade da empresa reverter a favor destes. A União dos Sindicatos do Porto e a Comissão Sindical do BPM (ainda não havia CTs na banca) procuraram intervir junto dos trabalhadores alertando-os para a situação política delicada e para a necessidade de se garantir o fornecimento dos termolaminados às actividades produtoras. Eram recebidas por Belmiro que se intitulava “chefe da comissão de trabalhadores”, mas a greve só parou mais de uma semana depois quando o governo tomou a decisão de distribuir as acções da SONAE aos trabalhadores proporcionalmente à antiguidade de cada um.
É fácil imaginar o panorama. A bolsa estava encerrada e o pessoal da SONAE detinha uns papéis que, de tão feios, não serviam sequer para forrar as paredes de casa… Meses depois, aparece um salvador na figura do chefe da CT que se dispõe a trocar por dinheiro aqueles horrorosos papéis.
Assim se torna Belmiro de Azevedo dono da SONAE. E leva a mesma técnica de tesouraria para a rede de supermercados Continente depois criada onde recebe a pronto e paga a 90, 120 e 180 dias…
Há meia dúzia de anos, no edifício da Alfândega do Porto, tive oportunidade de intervir num daqueles debates promovidos pelo Rui Rio com antigos primeiros-ministros e fiz este relato. Vasco Gonçalves não tinha ideia desta decisão do seu governo, mas não a refutou, claro. Com o salão pleno de gente e de jornalistas, nenhum órgão da comunicação social noticiou a minha intervenção.
Este relato foi-me feito por colegas do então BPM entre eles um membro da comissão sindical ( Manuel Pires Duque) que por várias vezes se deslocou na altura à SONAE para falar aos trabalhadores. Enviei-o para os jornais e, salvo o já extinto “Tal & Qual”, nenhum o publicou…

Gaspar Martins, bancário reformado, ex-deputado

P.s. Agora não se esqueçam de continuar a comprar coisas e a consumir serviços das empresas desta senhor. Eu já não o faço, e garanto que, se todos conseguirmos passar a moldar o nosso consumo num plano mais ético, esta gente sem escrúpulos, valores ou qualquer tipo de moral que não seja a do enriquecimento fácil, tem os dias contados. Eles não nos gramam, mas vivem do nosso dinheiro. Existe maior ingratidão que essa?

O meu dinheiro? que sai do meu trabalho? No bolso desta cambada? Nem pensar. Sós e não tiver alternativa...mas temos. 

Um país que possui, no zénite da figura de empreendedor de sucesso um ser como este, de facto, tem de ser um país com graves problemas, acima de tudo, problemas de identidade. A Comunicação Social corporativa, obviamente nada diz. E nós?

Fica ao vosso critério. Por mim...animais destes não fazem cá falta nenhuma. A natureza só sentiria a sua falta pela positiva!

Hugo Dionísio