há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

Fora da lei

Tradicionalmente, o "fora da lei" é aquele que vive à margem da lei. Todos temos como imagens arquetípicas de tal estatuto, o pirata, o cowboy, o cangaceiro ou o mafioso. Todos estes escolheram viver para lá da lei, renegando-a, de forma mais ou menos furtiva, mais ou menos explicita ou mais ou menos frontal. No entanto,  todos eles partilham um principio filosófico fundamental: o seu individualismo deve sobrepor-se a qualquer forma de controlo social. Basicamente, o fora da lei não é mais do que a expressão criminosa da principio que dita a sobreposição do individual face ao colectivo, ou face ao interesse publico.

Contudo, tempos de "nova ordem mundial", tempos de aceleradas mudanças, tempos de desregulação e degradação dos princípios éticos, legais e morais, todos eles submetidos à lei narcisista do poder e da ganância, trouxeram novas formas de crime e inovadoras figuras actualizadoras da imagem tradicional do "fora da lei".

Não que estes novos "fora da lei" não partilhem com os restantes os mesmos princípios filosóficos de actuação. Não é isso. Apenas o passaram a fazer de forma diferente.

Com a ascensão dos mafiosos dos anos 50, 60 e 70 aos mercados financeiros, pasto para todo o tipo de peripécia só limitada pelos limites da imaginação humana (que não existem), passámos, com o tempo e com a corrupção dos políticos dos partidos do poder - na sua submissão ao conforto material que o dinheiro proporciona - a ver as nossas vidas influenciadas e senão mesmo, ditadas, pelo individualismo mais egoístico e narcisista que se possa imaginar. Ou seja, o individualismo que leva alguém a dizer, se a lei não me serve, mude-se a lei. O mesmo individualismo que resulta, inequivocamente na supressão do interesse publico em função dos interesses criminosamente gananciosos daqueles que, em tempos passados, mais nãos eria que os Piratas, Cowboys ou Cangaceiros, ou, quando muito, os seus promotores, financiadores e reais favorecidos com a sua actividade.

Não nos esqueçamos que a Pirataria era financiada e aprovada pelos maiores capitalistas burgueses e nobres anglo-saxónicos e nórdicos. Holandeses, Ingleses, Escandinavos, eram especialistas nessa actividade. De referir também que, um dos maiores negócios tradicionais da máfia sempre foi o jogo. A legalização do jogo nos EUA mais não fez que legalizar muitos dos impérios mafiosos existentes, transformando, através da corrupção do próprio sistema, gangsters fora da lei em respeitáveis "business man". Aliás, estes tipo de saneamento permitiu, não mais, do que o acesso desta estirpe criminosa, narcisista e ultra individualista ao que hoje chamamos de "mercados". Tal como submeteram as suas vítimas às mais horrorosas e indecorosas práticas, querem, agora, submeter-nos a nós.

Estes senhores, caracterizados pelo seu desprezo a tudo o que é interesse publico, pelos limites que tal interesse comporta para a sua actividade, são os pais do "moderno" ultraliberalismo, que mais não é do que uma versão contemporânea das práticas de extorsão, chantagem, usura e aproveitamento da miséria alheia, tão caras aos mafiosos nossos conhecidos. A verdade é esta, estes senhores conseguiram uma proeza fenomenal, passaram de mafiosos perseguidos a "chulos" autorizados e perseguidores.

Mas, a sua capacidade de adaptação não se ficou por aqui. Hoje em dia, estes "fora da lei" conseguiram contornar a tradicional fuga à lei a que estavam submetidos. Hoje em dia, através de mercenários políticos como coelhos, borges, maduros, relvas e portas, estes "mercados" passaram a fazer a lei ao gosto das suas ansiedades ultra-liberais.

Sendo o ultra-liberalismo a expressão máxima de um regime económico selvagem, ao qual o interesse publico se deve submeter, em nome da acumulação de riqueza em meia dúzia de seres, portanto, expressão económica do individualismo criminoso dos fora da lei, estes senhores, apelidando-o de moderno, através dos seus arautos e biltres, passaram a fazer das leis tábua rasa.

Uma lei não serve os seus interesses? Muda-se. Não se pode mudar? não se cumpre. Vejamos os mercenários do nosso governo. Na sua ânsia de angariarem, através do banditismo contra o povo que os elegeu, dinheiro para os mafiosos dos "mercados", passam por cima de tudo o que é lei.

Se se tratam de simples lei, usam a sua maioria, para arbitrariamente alterarem tudo o que tiverem de alterar. Exemplo, fazem uma portaria ordenando à segurança social a compra de todo o lixo económico que os seus padrinhos mafiosos não querem. Se se trata de uma lei que não podem mudar, fingem ter uma outra interpretação. No caso dos SWAP, depois de mentiras descaradas, destruíram a documentação, dizendo que só destruíram documentação administrativa. Podem crer que, quando se fizer - se alguma dia se fizesse, o que não é de crer - uma auditoria à coisa, descobriríamos que a documentação relevante foi destruída. Não faz mal, dirão, ou diriam que, mediante pareceres jurídicos dos doutores tal e tal, a destruição foi legal. E assim se escapam, ninguém é preso e a lei é uma batata que se coze a bel-prazer. Quando a lei é a Constituição? vem-se com a Troika, guardiã máxima dos "mercados", e ataca-se tribunal, juizes, tudo, dizendo que, com uma constituição assim, não dá para governar.

Pois é, meus caros, poderíamos enumerar ainda mais peripécias, como a da TAP, a da Falagueira, a das PPP, EDP, etc. Mas todas estas práticas mais não fazem do que consolidar a imagem de fora da lei que estes tipos assumem. O fora da lei é, portanto, todo aquele que escolhe, por interesse individual mesquinho, cínico e ilegítimo, viver à margem da lei. Seja porque foge dela, seja porque a altera, seja porque a manipula, na prática tudo se resume ao nível de poder. Enquanto os fora da lei poderiam apenas fugir dela, fugiam. Actualmente podem mudá-la, manipulá-la e arrasá-la. É a mesma coisa.

Depois vem o Passos Coelho dizer que no estrangeiro se reconhece o esforço que os Portugueses estão a fazer. Pudera. Sabendo os "mercados", como sabem, que tipo de governo temos nós, é de elementar justiça, ao menos, reconhecer o esforço que fazemos para aguentar viver sob a batuta de quem faz da libertinagem a sua filosofia de vida. Não é fácil viver sob um governo sem palavra, sem boa-fé, que faz da omissão, da mentira e da ambiguidade a sua pedra de toque. Não é fácil viver sob a batuta de um governo que dá voz, tão só e apenas, à ansiedade de extorsão criminosa de jogadores profissionais que aposta as nossas vidas, como se aposta um dólar ou uma ficha de casino. De facto, ao menos reconheçam-nos esse esforço.

P.S. Vejam como a nossa vida vale para essa gentalha. Na Síria, na sua ansiedade de venderem bombas e armas, os judeus mandaram os Sauditas fornecerem aras químicas aos rebeldes para assim conseguirem, incriminando o governo sírio, destruir a unica arma do seu arsenal que os preocupa, as armas químicas. Os desgraçados dos inocentes que morreram para que se tentasse incriminar o governo Sírio? Bem...não são israelitas nem americanos, portanto...não contam para a estatística. É isto que os seres humanos valem para eles.

BES e BCP cortam Isenções de horário! Vamos ao RESET económico.

Parece que a grande saúde financeira dos nossos bancos se foi, finalmente, por água abaixo. Primeiro foram os testes de stress, depois foram os pedidos de dinheiro ao estado, depois veio o FMI, mais depois ainda vieram os despedimentos, por fim...veio mais FMI e agora? Agora, toca a cortar nos trabalhadores que ainda lá estão. E nada chega...sabem porquê? Porque esta gentalha, "jogatanodependente" não é capaz de sair da espiral especulativa em que entraram.

Basicamente, com a lógica dos futuros, derivados, swaps e toda uma panóplia de produtos especulativos, tóxicos para a sociedade, que mais não fazem do que materializar, no aqui e agora, a riqueza futura que ainda não existe - nem se sabe se virá a existir - pois a ganância do "ter para parecer" e do "parecer para ter" é, como se sabe, um poço sem fundo.

Portanto, estes senhores socialmente patológicos, que se divertem a aplicar quantias fictícias futuras e derivadas, antecipando para o agora e já, resultados que provavelmente só se veriam daqui a 50 anos e passadas 300 transacções derivadas em paralelo, criaram um buraco de tal forma grande na economia real que agora, meus caros, como se faz nos computadores, só com um RESET económico.

Depois de milhares de milhões de euros aplicados na banca e pagos com o nosso bolso, os dois maiores bancos privados portugueses estão nas ruas da amargura. Completamente. A verdade, que os politicos da corrupção sistémica não querem ver é que, toda a "ajuda" que deram aos bancos só serviu para uma coisa: para aprofundar ainda mais o buraco que já existia. Porquê?  Porque o que fizeram foi continuar a jogatana em catadupa, ainda com maior vigor e fulgor, tal como faz o jogador quando vai ao casino com tudo perdido e que, por obra do acaso lhe cai algum dinheiro no bolso e vê ali a sua salvação. E o tudo ou nada. Foi isso que eles fizeram!

E fizeram-no com o nosso dinheiro! Sabem porquê? Porque não lhes custou a ganhar. Depois dos casos Portucale, dos casos de branqueamento de capitais do BES, do favorecimento de gente como o Berardo, depois de extorquírem dinheiro pelo IRC que não pagam, depois de hipotecarem, criminosamente, as contas bancárias daqueles que, por artes de sedução, lá colocaram o seu dinheiro, depois disto tudo, ninguém foi preso, penhorado, etc...

Agora, vão aos próprios trabalhadores, aqueles que, ao longo destes anos, lhes permitiram construir impérios sobre pés de barro, os tais impérios que davam lucros fabulosos, assentes em lixo económico. Agora, cobram-lhes de volta o que lhes pagaram em prémios por objectivos, em promoções, em tudo o que servisse para colocar esses trabalhadores a especularem mais ainda. Vai ser engraçado ver o SBSI a dançar no meio disto tudo. Se calhar está a chegar a hora do sector da banca voltar à luta dos trabalhadores.

Não se esqueçam, os que pensam que estão fora é que, a seguir aos trabalhadores virão os próprios clientes. Nos EUA, berço do Ultraliberalismo e da especulação patológica actual, já se fala de a banca se capitalizar com recurso às contas dos clientes. Portanto, é só fazer as contas, como se costuma dizer. Os apregoadores da propriedade privada, como chamarão a isto? Como chamará a isto o Telmo Correia que disse que o governo português não pratica banditismo politico? Se não fosse tão grave, daria para ria na sua cara.

É claro que, como qualquer pessoa com dois olhos já viu, e só os doentes da jogatana e os políticos corruptos é que não viram, ou não querem ver, já nada salvará este sistema. Quanto mais nos oprimirem para "capitalizar" o sistema, maior será o buraco. Ninguém será capaz de parara esta espira especulativa em que se baseia este sistema.

Daí que seja necessário fazer um RESET. Tudo o que for especulativo...vale 0. Nem mais, nem menos. Quando é que vai ser isto? Não sei! Mas sei que vai acabar por acontecer. Mais guerra menos guerra. E os trabalhadores não têm que se preocupar com isto, o seu trabalho não é especulativo, é riqueza pura! Será como um remédio que sabe mal, mas mesmo assim, um remédio.

Donos de Portugal Cem Anos de Corrupção Política e Poder Económico; Docu...

O homem é livre quando deseja sê-lo

NÃO ao Retrocesso Civilizacional e Social

Competentes na incompetência - quanto custa um incompetente?



O relatório do FMI, sua base de trabalho para a 7ª avaliação da Troika, omitiu dados estatísticos fundamentais sobre a realidade salarial portuguesa, dados esses que comprovavam a descida real dos salários em Portugal. Foi mais um "esquecimento", "erro" ou "incompetência" que nos custará milhares de milhões de euros e inúmeras desgraças humanas resultantes dos abusivos, desumanos e ilegítimos cortes governamentais.


Desde o “não comento”, ao simples “isso não é bem assim”, variadas foram as reacções, sendo que, uma delas, reportada por uma jornalista da SIC que vocalizava a peça em causa, veiculada pelo próprio FMI, será talvez aquela que mais tem de estapafúrdio e, ao mesmo tempo, de revelador quanto às reais intenções e predisposições dos primatas, mais claros ou escuros, que compõem um dos mais importantes canhões simbólicos do imperialismo ultra liberal.

 Razão: "bases de dados da segurança social são muito complexas"

Bem…Disse a senhora jornalista que, uma das razões apontadas pelo gabinete técnico do FMI para a omissão dos dados estatísticos em causa, comprovadores da elevada perda salarial, foi a de que, “as bases de dados da segurança social revelaram-se muito complexas e de consulta difícil, não permitindo, desse modo, a validação dos dados constantes no relatório do FMI que estava na base da 7ª avaliação” do pedido de sequestro económico nacional.

Podemos retirar desta informação, veiculada pelo próprio FMI, que os dados do relatório não foram validados porque “dava muito trabalho” comprovar a veracidade dos dados que se pretendiam utilizar – e que muito jeito deu, digo eu.

Como dizia atrás, esta omissão deliberada reflecte as reais intenções destes “fora da lei” a quem chamamos de governo e dos “capos” da Troika que guardam a “cosa nostra” do capital mais selvagem e predador.

Qualquer pretexto serve para mentir, omitir, desinformar

Primeiro, reflecte a intenção, já padronizada e concertada há muito, de utilizar impunemente dados estatísticos, extrapolações abusivas e falsas correlações, da realidade económica dos países “sequestrados”. A utilização planeada de dados falsos e falseados dá um enorme jeito na campanha de desinformação e contra-informação em curso. No caso patente, a redução salarial de 1/3 dos rendimentos dos portugueses não parece ainda agradar aos líderes mentais de tão desumanizados primatas.

O que lhes interessa é a realidade virtual da especulação

Por outro lado, esta pretensão, tantas vezes verificada de fazer parecer que “a realidade não é aquilo que nós pensamos que é”, e que “a realidade que eles constatam é inversamente correspondente à realidade que todos sentimos”, mostra que estes senhores não se preocupam minimamente com a legitimidade democrática das suas politicas, por um lado, tal como não se preocupam com os efeitos que as suas pretensões possam ter na realidade concreta em que a generalidade dos seres humanos (sobre)vivem. Para estes primatas telecomandados através de gráficos, fluxogramas e diagramas, a única realidade que lhes importa é a realidade virtual, paranormal e surreal dos fluxos de capitais dos seus líderes mentais – não lhes querendo eu atribuir a categoria "elevada" de animais dotados de espírito. O alarde que fazem do que consideram ser o seu pragmatismo radical, nada mais é do que a sua correspondente incapacidade para sonhar e imaginar. Logo, têm mente, espírito humano, não têm, não senhor!


 Mentir? Não importa, desde que se tenha comunicado a mentira ao povo para o confundir.

Se a realidade virtual da riqueza “futura” e “derivada” inexistente é a única que interessa a esta gente, como utilizar números e estatísticas reais? Algo não bateria certo, o que nos leva ao terceiro ponto. Esta situação mostra também a preparação destes seres plastificados e azul-escuro e cabelo lambido, para a desonestidade intelectual. O que importa não é o que a realidade é. O que importa é o que queremos que ela seja. Logo, não importa se alguns sabem a verdade, o que importa é que quem a saiba não tenha o poder suficiente para lhes retirar o poder de torná-la naquilo que eles querem que ela seja. Não se importam, portanto, de mentir e de dizer que se enganaram. O objectivo de desinformação foi cumprido e para isso é que existe a média corporativa.


O que é um crime? a incompetência propositada.

Agora, partindo do princípio de que esta omissão de dados não é criminosa – criminosa, com todas as letras – mas resultado de uma incompetência de bradar aos céus, tal constatação levanta duas questões importantes: 1. O que estão a fazer tais incompetentes numa organização como o FMI cuja intervenção errónea afecta a vida e a morte de milhões de pessoas? ; 2. Será que esta incompetência não será propositada de forma a justificar erros que, na prática, não o são?


O real objectivo da incompetência propositada

Bem, quanto à primeira questão, podemos fazer um paralelismo muito simples para nos apercebermos da incompetência ridícula e absurda que implicaria a justificação do FMI para a não validação dos dados. Imaginem um cientista que procura uma vacina para um vírus muito difícil de detectar e identificar. Imaginem que, após tentativas diversas e sem resultado, dada a capacidade de camuflagem desse vírus, o cientista em questão optasse, em consequência, por imaginar o que deveria de ser aquele vírus – e que não era – e inventasse, dessa forma, uma vacina baseada na sua leitura individual e especulativa da doença. Imaginem que, após a administração da vacina, a milhares de pessoas e após a morte de mais milhares ainda, viesse o referido cientista dizer “a vacina não é boa porque o vírus era muito difícil de detectar e estudar e, portanto, eu inventei uma vacina qualquer”. Neste caso, nós acrescentaríamos, “o que era importante era haver uma vacina que se vendesse, não uma vacina eficaz”.

Ora, a explicação do FMI corresponde a algo deste tipo. Identificar os salários reais em Portugal é muito difícil porque a base de dados da Segurança Social é complexa e pouco acessível. Então, inventam-se os dados de forma que os mesmo atinjam o objectivo real, o de baixar os salários ainda mais e não o de resolver os problemas económicos do país.

Como vêem, mesmo esta incompetência demasiado ridícula e absurda para acreditarmos nela, teria na base uma intenção obscura. No caso da vacina era fazer dinheiro, no caso do FMI é extorquir dinheiro para os credores especulativos internacionais.

 Quem tem todo o dinheiro que quer, só de forma propositada recorre à incompetência

Esta correlação leva-nos à segunda questão. Esta incompetência revela que a sua própria existência é propositada. Alguém acredita que o FMI recorreria a incompetentes como Gaspares e companhia de forma ceguinha e inadvertida? Não, acreditar nisso seria muito ingénuo. O FMI, BCE e outros que tais têm dinheiro para contratar quem querem contratar. Contratam gente que, quando querem ser competentes são-no, quando querem ser incompetentes também o são. Contratam gente capaz mas sem ponta de ética, humanidade ou compaixão. Gente capaz de revelar grandes competências quanto à sua capacidade de se mostrarem e assumirem como incompetentes.

a auto comiseração de Gaspar. "A culpa foi minha!"

Prova disto? O Gaspar quando saiu, na sua carta de despedida, assumiu a sua incapacidade e incompetência. “A culpa foi minha, não foi das políticas da Troika e da Merkel”, disse ele. Como vêem, a incompetência também se paga e há os incompetentes naturais e os incompetentes artificiais, que são aqueles cuja competência está precisamente em fazer-nos querer que são incompetentes. Depois de atingirem os objectivos obscuros, antidemocráticos e inumanos para que estão vocacionados, limitam-se a dizer “enganei-me”. Ninguém vai preso, ninguém é punido porque o erro é humano, mesmo quando perpetrado de forma tão desumana.


P.S.

Não fiquem muito chocados por eu ter catalogado de criminosa a omissão dos dados. Uma omissão de dados deste tipo tem um objectivo: reduzir salários, reduzir serviços de saúde, educação e pensões. Maior miséria resulta em maior desgraça. Menos dinheiro gasto na saúde, resulta em mais mortes. Menos dinheiro pago nas pensões resulta num roubo descarado ao indivíduo que toda a vida trabalhou e descontou segundo um determinado regime e segundo uma determinada perspectiva. Como se chama as pessoas que provocam miséria, mortes e roubos? Vocês sabem. E nem me venham com a tanga que em democracia não se usam estes termos– como disse Telmo Correia ao Carvalho da Silva por este ter definido de banditismo uma atitude mentirosa e hipócrita do Passos Coelho. É, precisamente, em democracia que não temos de ter medo das palavras e temos de usar a liberdade prevista para empregarmos os termos que consideramos adequados a cada situação. Sem falsos moralismos, sem hipocrisias e sem a correcção politica que tantas vezes é confundida, e mal, com educação. Educação é não mentirmos, não sermos desonestos, intelectual e materialmente, é respeitarmos os outros como iguais. Ser politicamente correcto é fazer de conta que, contra os interesses da verdade e da frontalidade, não estamos a ver o que vemos e que não temos vontade de chamar o nome que queremos e devemos chamar aos bois. Até porque tais bois fazem tudo, mesmo que de forma aparentemente correcta, para merecer tais nomes.