há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

Praticamente...nada!



Zé Manel, o mais perfeito exemplar de um antropóide da categoria nacional mais representativa, o Homem Light, ou como diria Saramago, o Homem Duplicado, nas suas diversas verborreias de café, lar ou trabalho, sempre que questionado, até num mero fórum Internet, sobre a sua (In) consciência religiosa, responde sempre:

- Sou Católico, Não Praticante!

É engraçado! Desde o Zé Manel da tasca ao Zé Manel da festa Jet 7, cuja tromba sai escarrapachada na revista “Trombas” ou na “Nova (Indi)gente”, de acordo com o princípio Universal da lei do Mais Fácil, a resposta a esta pergunta é sempre igual, :

- Sou Católico, Não Praticante!

Até custa a crer que ovelhas destas, muitas delas tão tresmalhadas que só se lembram que são do rebanho quando, numa manhã de sobriedade pós crepúsculo festivo, se dão conta de que estão dentro de uma igreja, numa qualquer festinha de casamento, baptizado ou funeral, onde são capazes até de largar uma lágrima ou duas, se auto denominem de Católicos, com toda a sua muito limpinha, brilhante e assinada lãzinha.

Claro que se calhar não são só Católicos Praticantes. Se calhar, se formos bem a ver, são apenas…Praticamente Não Católicos! Digamos que, para que toda a gente possa pertencer ao rebanho de carneirada que age por reflexo condicionado, a igreja católica decidiu criar duas categorias de ovelhas:

  • Os católicos praticantes, ou seja, os Beatos
  • Os católicos não praticantes, ou seja, os católicos light ou os Praticamente Não Católicos.

Numa era da superficialidade, do faz de conta, do diz que disse e do que parece mas não é, até deus parece que existe. Para todos os querem parecer bem, agradáveis à vista, dá um jeitaço haver uma categoria de Católicos Light. Se até há chocolate light! E manteiga light! Porque não um Católico light? Afinal, Católico Não Praticante é isso mesmo, é Na Prática Não Se Ser Católico. Uma espécie de “Sou Católico, Mas Na Prática Não Sou” ou melhor ainda “Sou Católico Mas Não Sou”. Contradição? Nem por isso. Tudo o que parece ser…não o é. Aparentemente uma regra, com algumas aparentes excepções, mas mesmo assim, pelo menos, aparentemente, uma regra.

Já viram se a igreja não tivesse uma versão Católico Light, uma espécie de Aparentemente Católico? O que seria dela? A regra Católica é tão dura que não sobraria nenhum, nem o Papa se safava. Pelo menos é o que parece, quando vemos o estado da Igreja Católica e dos seus ministros.

Zé Manel da Tasca, o Católico não praticante, de dia católico, à noite ateu, dos mais ateu que se pode ser, teria de prescindir do seu vinho diário, da porrada na Maria, da fuga aos impostos, da Inveja do vizinho do lado, do gosto desmesurado por tudo o que envolve dinheiro, do consumismo, da conivência com a injustiça, da cobardia no trabalho… A sua Maria teria de prescindir da novela com cenas quase pornográficas, das cusquices sobre a vida alheia…Os dois teriam de prescindir das aparências, das ilusões, da inveja e da língua também.

Já o Zé Manel do Jet 7, incluindo aqueles Zés Manueis que tudo fazem para vir a pertencer a este Jet 7, ou pelo menos, que tentam fazer parecer que pertencem ao Jet 7, teria de prescindir da superficialidade da sua vida em detrimento de um conceito mais espiritual, mais esotérico, ou…alegadamente, mais cristão. Teriam de prescindir da cultura do corpo, para passar à cultura do espírito. Teriam de prescindir do consumismo compulsivo, das festas regadas a álcool e parece que a açúcar branquinho, a prescindir do mixing sexual, das mentiras, dos bicos de pés, da inveja, do gosto desmesurado por tudo o que envolve dinheiro, das novelas com cenas quase pornográficas, da palmadinha nas costas… As Marias também teriam de prescindir disto tudo, mais da cusquice (os Zés do Jet 7 também) e de outras coisas sem fim que, aparentemente, de cristão e católico nada têm.

Já perceberam? Ser Católico Light é poder fazer isto tudo e muito mais. Pode roubar-se, matar-se, violar-se, mentir-se, burlar-se, defraudar-se, tudo está ao alcance de um Católico Light. Basta olhar para os nossos conterrâneos católicos (se calhar não estão lá muito católicos). Desde a Tasca ao T-club, passando por aquelas casas de maus hábitos que são o Palácio de S.Bento e da Ajuda. Nestes, os Light misturam-se com os Hard e vejam o que sai de lá. Alegadamente, uma grande hipocrisia, cinismo, corrupção, Tráfico de influências, Lavagem de dinheiro, peculatos e outros actos de correspondência quantitativamente quase perfeita, em termos éticos, à crença que dizem possuir por deus, por Cristo e pelo espírito santo.

Se Católico Light é não ter de fazer Jejuns (Já não há Jejuns na Igreja Católica? Mas havia). Jejuns? Agora basta não comer carne de animal terrestre na 6ª feira Santa. Ser Católico Light é não ter de viver em função do espírito e fazê-lo em função corpo e da matéria (principalmente do vil metal). Aparentemente até ainda temos a a bula das indulgências. Basta dar dinheiro à Igreja e praticar a caridadezinha. Ser Católico Light é não ter de fazer sexo apenas para procriar (já não é assim? Basta só não usar preservativo). É não ter de ir à missa ao domingo etc. Aparentemente, desde que se reze, penitencie e confesse, podemos prescindir de qualquer plano ético de sobrevivência. É pecado? Não interessa, aparentemente, basta o arrependimento De facto, que Deuzinho tão bom!

Mas há mais. Um católico light até pode, quando está com os copos, emitir grunhidos satânicos e sacrilégios diversos. Pode até ser pedófilo (Ai, os católicos Hard também?). Podem explorar o próximo, desde que seja para obter lucro etc. As Santas casas da misericórdia, as Legiões, As boas vontades, estão cá par ajudar com a cardidade, a limpar o lixo para debaixo da cama. Afinal, basta parecer que se está limpo, porque arrependendo-se, até deus se engana.

Espera aí, estou a constatar que a própria Igreja Católica é uma Igreja Light quanto baste para se poder dizer…sou católico não praticante! Como é que alguém pode ser algo que na prática não é? Se calhar a Igreja Católica é que é light e os católicos não praticantes, são…Católicos Diet. Ou Católicos Slim, ou Mini-Católicos. Uma espécie de Meia ovelha, meio lobo.

Afinal, tudo isto não importa, porque seja que tipo de católico for, do Light ao Diet, afinal só tem de se arrepender. Se se arrepender, deus perdoa, se não deus não perdoa. Ou seja, podemos cometer toda a espécie de barbáries, podemos mesmo renunciar à nossa humanidade e à nossa consciência (aliás, todos os dias ouvimos as ovelhas dizerem: - Que Inconsciência!), porque no fim, basta, em consciência, arrependermo-nos. Estamos perdoados e vamos para o céu.

Ora porra! O que ando eu aqui a fazer com problemas de consciência? Respeitar o próximo, ajudar o próximo? Vou mas é ser Católico Light, Diet, Mini ou seja o que for, pois tudo será mais fácil, a consciência dos meus actos nem precisa de ser a minha. Basta a consciência de Deus, é ele que me perdoa no fim. O peso de consciência é Dele. Que jeito que isto dá a tanta gente. POR isso há tanta Inconsciência. Ah! Portugal, depois de tudo, afinal…basta o arrependimento.

Viva a era do Light, até já há religião Light para pessoas Light.


Hugo Dionísio


Ilusões de invisibilidade


Laureni Santori, famosíssimo estilista da moda mundial, reconhecido pela sua “fineza” estética (e corporal) é o patrão da associação mundial das empresas de moda. Este senhor, amante do bonito e do belo, duas das qualidades imprescindíveis para quem anda nestas lides (embora muitas vezes não se saiba bem a que bonito e belo de referem) é o responsável pela sobrevivência e expansão da indústria da moda.

A indústria da moda, como indústria da aparência é também a indústria da ilusão. A ilusão de que qualquer um pode chegar aos estereótipos criados e difundidos. Alguns, só por via da ilusão de óptica, é verdade, pois a sua aparência não lhe permite outro tipo de ilusão mais materializável, mas mesmo assim, também têm o direito a acreditar de que um dia, com muitíssimo esforço, farão parte desse mundo de hologramas e efeitos de photoshop, que é o mundo da moda.

Um desses estereótipos, mais difundidos por Laureni Santori, é o da magreza extrema. As modelos e os modelos são cada vez mais magros, aliás, qualquer dia, quem ficar de lado nos desfiles, não vê os manequins, mas isso é um pormenor muito pequeno, em função do pormaior que levou Laureni Santori a querer difundir (ao contrário da moda dos anos 20 e 30 que difundia a ideia de mulher redondinha, trigueirazinha, forradinha…Aí que saudades desse tempo!) a ideia de magreza em que assenta a ilusão da moda actual.

E que pormaior é esse? Pois é, já pensaram em quem ganha com essa ideia de magreza extrema? Vamos fazer a lista:

• Os psicólogos e pedopsicólogos, ao tratarem os jovens e adultos com problemas de anorexia e bulimia. Se o estereótipo apontasse para pessoas mais “normais”, já viram o dinheiro que o estado poupava em Saúde Mental? E as pessoas andariam muito mais satisfeitas, não?

As conversas das mulheres em vez de – Então Maria, já se nota um pneuzinho, tens de emagrecer. Seriam – Então Maria, não tens pneuzinho nenhum? Tens de engordar! (até a agricultura e a industria alimentar se desenvolviam mais). Ou ainda: - Então Maria, a gravidez deixa marcas, não é? Ainda vais levar tempo a voltar ao lugar! E em vez disso: - Então Maria, a gravidez fez-te muito bem! Está mais bonita! (até a natalidade subia, o que era bom para contrariar o envelhecimento da população).

• Os investidores em Centros de plásticas e estética corporal. Quem quereria bandas gástricas e lipoaspirações? Em vez disso, far-se-iam “extensões gástricas” e “lipointroduções” para os mais magrinhos.

• Os investidores em ginásios, spas e health centers. Não haveria lugar para vícios do desporto e da actividade física extrema. O desporto voltaria a ser visto como algo de saudável e com vista ao desenvolvimento humano e não como um caminho sem fim para a magreza extrema.

As conversas seriam: - Então, foste ao ginásio hoje? Vê lá se não voltas lá amanhã! Tanto ginásio põe-te fora de forma!

• Os empresários de pastilhas e comprimidos dietéticos. Quem os tomaria? Voltariam os tempos em que se iria à farmácia pedir umas vitaminas porque se andava sem apetite. Hoje em dia, a maioria das pessoas, quando não têm apetite, saltam de contentes.

• Os empresários de comida light. Quem pediria um queijo da serra light? Ou uma compota light? Ou um pacote de leite com chocolate light? Ou um chouriço light? Em vez disso, a industria alimentar tradicional seria o orgulho da nação, sem preconceitos e sem terem de viver com a consciência pesada de ter de enganar o público em geral, tendo de chamar light a coisas que de light nada têm.

• Os nutricionistas e outros. Quem iria ao nutricionista? Só quem queria engordar.

• Os fabricantes de cremes para criar a ilusão de que se emagrece. As pessoas compram esses cremes, colocam-nos todos os dias, várias vezes ao dia e até aprece que fazem efeito, porque basta ter a ilusão que fazem.

• Os fabricantes de espelhos em que as pessoas parecem mais magras.

Pois é, vou registar a patente de um espelho destes, afinal, num mundo de ilusões tanto faz ser magro, como parecer magro. Não?

Agora vejam, como Laureni Santori merece o Nobel da economia. Já viram que indústria da magreza existe por causa do seu estereótipo? Até custa a crer que alguém tenha pensado nisto não?

Laureni Santori não existe…ou talvez sim...

Hugo Dionísio


Mais Biblia

Continuando com os católicos, diz a Sociedade Bibliográfica Portuguesa, a propósito do lançamento de “Caim”, o livro novo do nosso prémio Nobel, José Saramago, que a Bíblia é o “livro mais traduzido, mais lido e mais vendido, de sempre”.


Engraçado, utilizar este critério como um critério de qualidade, já agora utilizemos este critério a outros propósitos:
• Sócrates foi o político Português mais votado


• Cavaco foi o candidato presidencial mais votado

• Quim Barreiros é o artista mais ouvido nas semanas académicas

• Salazar foi o mais votado para figura Portuguesa do Século XX

• As ruas de Lisboa são as que têm mais buracos do mundo

• Portugal é um dos países com mais corrupção de Europa

• Portugal está entre os países mais pobres da Europa

• Portugal é o país com mais analfabetismo da União Europeia

• Portugal tem o maior fosso económico entre ricos e pobres da EU

• Margarida Rebelo Pinto é a escritora Portuguesa que mais tem vendido nos últimos anos
Se a isto juntarmos:
• A Bíblia Sagrada é o Livro mais presente nas casas Portuguesas
Só me resta dizer, que país mais maravilhoso que este não existe!

 
Hugo Dionisio
Metodologias de Estudo

Hoje, na TSF, uma jornalista mostrou, de forma inequívoca, se dúvidas existiam, que o centro de estudos da Universidade Católica Portuguesa está muito “à frente”, tanto nos resultados obtidos, como nas metodologias supostamente utilizadas, para a produção dos resultados.



A jornalista dizia, então, que o vício do jogo (cartas, slot machines…) faz cada vez mais vítimas em Portugal. Foram, nas suas palavras, “inquiridas 500 pessoas”, destas 500 pessoas, “16%” revelaram, segundo o estudo, estar dependentes do jogo. Destes 16% de dependentes, “20% declararam não estar condicionados pelo jogo”, “24% referiram já ter tido problemas no trabalho”, “ 15% divorciaram-se e registam-se mesmo 2% de suicídios”.

2% De suicídios? Como é que terão chegado a este número? Inquiriram os mortos? Inquiriram as pessoas na fase pré suicida? Leram as cartas de despedida? Eu não digo que os métodos da Católica são muito “à frente”? Pelos menos para a jornalista.

Hugo Dionísio
Quintalinhos Partidários


Com certeza já repararam, ou talvez não, que os partidos políticos dividem a sociedade em quintais, cada um correspondendo, potencialmente, a uma classe social com características muito próprias.

Da direita para a esquerda, passando pelo centro, há o partido dos ricos e Salazaristas, há o partido dos nazis e homófobos, há o partido dos meninos betinhos das camisas aos quadradinhos e liberais, há o partido de uma certa burguesia social democrata, há o partido dos iluminados de esquerda, homosexuais, consumidores de drogas leves, transexuais e outros grupos mais ou menos classificáveis, como dos adolescentes armados em rebeldes e radicais da MTV (imaginem se os adolescentes votassem!), há o partido dos operários, trabalhadores, lutadores, libertários e, segundo alguns, dos velhos e há o partido dos ambliopes, vesgos, míopes, estrábicos e outros demais!? Admiração? Passo a explicar.

Foi no domingo, dia de eleições autárquicas, que após um retorno às tarefas do escrutínio, nas urnas que escondem os anseios e expectativas da nossa fraca democracia, me dei conta de que um partido, para o qual sempre tive dificuldade de encontrar um espaço na sociedade, para além do espaço que ocupa o corpo do seu secretário geral, ocupa de facto o espaço dos vesgos, míopes, ambliopes e demais insuficientes visuais.

A verdade é que, durante o dia, enquanto presidente da mesa de voto, 6 pessoas com alguma idade e com dificuldades visuais mais ou menos evidentes, me pediram ajuda sobre o local onde deveria colocar a cruz que viria a indicar a sua opção partidária. Um dos aspectos que estas 6 pessoas tinham em comum era o facto de todas as 6 verem mal demais para poderem garantir que a sua cruz viria realmente a traduzir a sua opção partidária. O facto é que infelizmente, a lei e a democracia tem destas coisas, não as pude ajudar. Não interessa.

À noite, por volta das 19 horas, iniciámos a contagem dos votos, e a verdade é que eu e a minha equipa encontrámos seis boletins de voto, com cruzes meio enviesadas, demonstrativas da insuficiente visão dos votantes.

Pensámos logo nas seis pessoas que por verem mal nos pediram ajuda, a qual, infelizmente, não pudemos prestar. Ainda bem, porque essa impossibilidade fez-me avançar nas minhas rotulagens sócio-político-partidárias. A verdade é que todos esses votos eram no PCTP-MRPP?!

Pois é, o PCTP-MRPP está por mim classificado, de ora em diante, do partido dos insuficientes visuais,e, com todas as desvantagens que essa situação possa ter para outros partidos, este não deixa de ser um espaço legítimo a ocupar, mesmo que algo, digamos, inconsciente. Afinal, não estamos sempre a dizer que há muita falta de consciência política?

Já agora, um dos votantes, nos seus 3 boletins de voto (Assembleia de freguesia, Câmara e Assembleia Municipal) fez a seguinte opção. 1 voto para o PNR, um voto para o MMS, um voto para o MEP!

Querem catalogar? Serão estes os partidos dos anões (talvez estas pessoas não consigam ver onde votam)? dos anões políticos pelo menos?

Este portugal é muito engraçado, lá isso é, ainda há pessoas que dizem que não gostam de política!
Se eu fosse Taxista




Os responsáveis pelo desemprego seriam os…..........................................Emigrantes



Os responsáveis pelos assaltos à mão armada seriam os................................…Emigrantes



Os responsáveis pela miséria seriam os…..................................................Emigrantes



Os responsáveis pelo car-jacking seriam os.................................................…Emigrantes



Os responsáveis pela Gripe A seriam os.........................................................…Emigrantes



Os responsáveis pela prostituição seriam os…............................................................Emigrantes



Os responsáveis pelos assaltos a bancos seriam os….............................................................Emigrantes


Os responsáveis pelo trânsito seriam os…............................................................................................Taxistas


Como seria simples a minha vida!
Hugo Dionisio