há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!

Competentes na incompetência - quanto custa um incompetente?



O relatório do FMI, sua base de trabalho para a 7ª avaliação da Troika, omitiu dados estatísticos fundamentais sobre a realidade salarial portuguesa, dados esses que comprovavam a descida real dos salários em Portugal. Foi mais um "esquecimento", "erro" ou "incompetência" que nos custará milhares de milhões de euros e inúmeras desgraças humanas resultantes dos abusivos, desumanos e ilegítimos cortes governamentais.


Desde o “não comento”, ao simples “isso não é bem assim”, variadas foram as reacções, sendo que, uma delas, reportada por uma jornalista da SIC que vocalizava a peça em causa, veiculada pelo próprio FMI, será talvez aquela que mais tem de estapafúrdio e, ao mesmo tempo, de revelador quanto às reais intenções e predisposições dos primatas, mais claros ou escuros, que compõem um dos mais importantes canhões simbólicos do imperialismo ultra liberal.

 Razão: "bases de dados da segurança social são muito complexas"

Bem…Disse a senhora jornalista que, uma das razões apontadas pelo gabinete técnico do FMI para a omissão dos dados estatísticos em causa, comprovadores da elevada perda salarial, foi a de que, “as bases de dados da segurança social revelaram-se muito complexas e de consulta difícil, não permitindo, desse modo, a validação dos dados constantes no relatório do FMI que estava na base da 7ª avaliação” do pedido de sequestro económico nacional.

Podemos retirar desta informação, veiculada pelo próprio FMI, que os dados do relatório não foram validados porque “dava muito trabalho” comprovar a veracidade dos dados que se pretendiam utilizar – e que muito jeito deu, digo eu.

Como dizia atrás, esta omissão deliberada reflecte as reais intenções destes “fora da lei” a quem chamamos de governo e dos “capos” da Troika que guardam a “cosa nostra” do capital mais selvagem e predador.

Qualquer pretexto serve para mentir, omitir, desinformar

Primeiro, reflecte a intenção, já padronizada e concertada há muito, de utilizar impunemente dados estatísticos, extrapolações abusivas e falsas correlações, da realidade económica dos países “sequestrados”. A utilização planeada de dados falsos e falseados dá um enorme jeito na campanha de desinformação e contra-informação em curso. No caso patente, a redução salarial de 1/3 dos rendimentos dos portugueses não parece ainda agradar aos líderes mentais de tão desumanizados primatas.

O que lhes interessa é a realidade virtual da especulação

Por outro lado, esta pretensão, tantas vezes verificada de fazer parecer que “a realidade não é aquilo que nós pensamos que é”, e que “a realidade que eles constatam é inversamente correspondente à realidade que todos sentimos”, mostra que estes senhores não se preocupam minimamente com a legitimidade democrática das suas politicas, por um lado, tal como não se preocupam com os efeitos que as suas pretensões possam ter na realidade concreta em que a generalidade dos seres humanos (sobre)vivem. Para estes primatas telecomandados através de gráficos, fluxogramas e diagramas, a única realidade que lhes importa é a realidade virtual, paranormal e surreal dos fluxos de capitais dos seus líderes mentais – não lhes querendo eu atribuir a categoria "elevada" de animais dotados de espírito. O alarde que fazem do que consideram ser o seu pragmatismo radical, nada mais é do que a sua correspondente incapacidade para sonhar e imaginar. Logo, têm mente, espírito humano, não têm, não senhor!


 Mentir? Não importa, desde que se tenha comunicado a mentira ao povo para o confundir.

Se a realidade virtual da riqueza “futura” e “derivada” inexistente é a única que interessa a esta gente, como utilizar números e estatísticas reais? Algo não bateria certo, o que nos leva ao terceiro ponto. Esta situação mostra também a preparação destes seres plastificados e azul-escuro e cabelo lambido, para a desonestidade intelectual. O que importa não é o que a realidade é. O que importa é o que queremos que ela seja. Logo, não importa se alguns sabem a verdade, o que importa é que quem a saiba não tenha o poder suficiente para lhes retirar o poder de torná-la naquilo que eles querem que ela seja. Não se importam, portanto, de mentir e de dizer que se enganaram. O objectivo de desinformação foi cumprido e para isso é que existe a média corporativa.


O que é um crime? a incompetência propositada.

Agora, partindo do princípio de que esta omissão de dados não é criminosa – criminosa, com todas as letras – mas resultado de uma incompetência de bradar aos céus, tal constatação levanta duas questões importantes: 1. O que estão a fazer tais incompetentes numa organização como o FMI cuja intervenção errónea afecta a vida e a morte de milhões de pessoas? ; 2. Será que esta incompetência não será propositada de forma a justificar erros que, na prática, não o são?


O real objectivo da incompetência propositada

Bem, quanto à primeira questão, podemos fazer um paralelismo muito simples para nos apercebermos da incompetência ridícula e absurda que implicaria a justificação do FMI para a não validação dos dados. Imaginem um cientista que procura uma vacina para um vírus muito difícil de detectar e identificar. Imaginem que, após tentativas diversas e sem resultado, dada a capacidade de camuflagem desse vírus, o cientista em questão optasse, em consequência, por imaginar o que deveria de ser aquele vírus – e que não era – e inventasse, dessa forma, uma vacina baseada na sua leitura individual e especulativa da doença. Imaginem que, após a administração da vacina, a milhares de pessoas e após a morte de mais milhares ainda, viesse o referido cientista dizer “a vacina não é boa porque o vírus era muito difícil de detectar e estudar e, portanto, eu inventei uma vacina qualquer”. Neste caso, nós acrescentaríamos, “o que era importante era haver uma vacina que se vendesse, não uma vacina eficaz”.

Ora, a explicação do FMI corresponde a algo deste tipo. Identificar os salários reais em Portugal é muito difícil porque a base de dados da Segurança Social é complexa e pouco acessível. Então, inventam-se os dados de forma que os mesmo atinjam o objectivo real, o de baixar os salários ainda mais e não o de resolver os problemas económicos do país.

Como vêem, mesmo esta incompetência demasiado ridícula e absurda para acreditarmos nela, teria na base uma intenção obscura. No caso da vacina era fazer dinheiro, no caso do FMI é extorquir dinheiro para os credores especulativos internacionais.

 Quem tem todo o dinheiro que quer, só de forma propositada recorre à incompetência

Esta correlação leva-nos à segunda questão. Esta incompetência revela que a sua própria existência é propositada. Alguém acredita que o FMI recorreria a incompetentes como Gaspares e companhia de forma ceguinha e inadvertida? Não, acreditar nisso seria muito ingénuo. O FMI, BCE e outros que tais têm dinheiro para contratar quem querem contratar. Contratam gente que, quando querem ser competentes são-no, quando querem ser incompetentes também o são. Contratam gente capaz mas sem ponta de ética, humanidade ou compaixão. Gente capaz de revelar grandes competências quanto à sua capacidade de se mostrarem e assumirem como incompetentes.

a auto comiseração de Gaspar. "A culpa foi minha!"

Prova disto? O Gaspar quando saiu, na sua carta de despedida, assumiu a sua incapacidade e incompetência. “A culpa foi minha, não foi das políticas da Troika e da Merkel”, disse ele. Como vêem, a incompetência também se paga e há os incompetentes naturais e os incompetentes artificiais, que são aqueles cuja competência está precisamente em fazer-nos querer que são incompetentes. Depois de atingirem os objectivos obscuros, antidemocráticos e inumanos para que estão vocacionados, limitam-se a dizer “enganei-me”. Ninguém vai preso, ninguém é punido porque o erro é humano, mesmo quando perpetrado de forma tão desumana.


P.S.

Não fiquem muito chocados por eu ter catalogado de criminosa a omissão dos dados. Uma omissão de dados deste tipo tem um objectivo: reduzir salários, reduzir serviços de saúde, educação e pensões. Maior miséria resulta em maior desgraça. Menos dinheiro gasto na saúde, resulta em mais mortes. Menos dinheiro pago nas pensões resulta num roubo descarado ao indivíduo que toda a vida trabalhou e descontou segundo um determinado regime e segundo uma determinada perspectiva. Como se chama as pessoas que provocam miséria, mortes e roubos? Vocês sabem. E nem me venham com a tanga que em democracia não se usam estes termos– como disse Telmo Correia ao Carvalho da Silva por este ter definido de banditismo uma atitude mentirosa e hipócrita do Passos Coelho. É, precisamente, em democracia que não temos de ter medo das palavras e temos de usar a liberdade prevista para empregarmos os termos que consideramos adequados a cada situação. Sem falsos moralismos, sem hipocrisias e sem a correcção politica que tantas vezes é confundida, e mal, com educação. Educação é não mentirmos, não sermos desonestos, intelectual e materialmente, é respeitarmos os outros como iguais. Ser politicamente correcto é fazer de conta que, contra os interesses da verdade e da frontalidade, não estamos a ver o que vemos e que não temos vontade de chamar o nome que queremos e devemos chamar aos bois. Até porque tais bois fazem tudo, mesmo que de forma aparentemente correcta, para merecer tais nomes.

Testemunhos do caos - Apocalipse à vista?



Testemunhos caóticos - Apocalipse


Imaginem um mundo pré apocalíptico. Um mundo que nos é apresentado, repetida e espectacularmente, pela industria cinematográfica (ou será antes “tecnográfica”) americana. Um mundo de trevas, violência, perseguições, vivências kafkianas e de domínio absoluto de uma meia dúzia de seres humanos, sobre toda a humanidade.

Quem já não viu filmes assim? Mesmo os que, como eu, não se encontram entre os aficionados pela industria de entretenimento “tecnológica” já, em algum tempo, tropeçaram em filmes como o “Minority Report”, “Matrix” ou outros que tais.

Todos esses filmes passam uma mensagem tão corriqueira quanto preocupante. Uma mensagem que nos transmite a ideia de que, algures num futuro mais ou menos longínquo, o mundo que conhecemos será governado por poderes tão absolutos que tornam o comum dos mortais em simples seres letárgicos, acríticos, incapazes de reagir e totalmente submissos ao poder vigente. Os seres humanos que persistem na luta pela liberdade, continuam a existir, como minoria e são inevitavelmente perseguidos.

Este tipo de visões, tão comuns no célebre 1984 de Orwell e correspondentes a uma realidade que muitos jornalistas, críticos e políticos ultra liberais continuam a subsumir apenas ao antigo Bloco de Leste, serão apenas visões, realidades ou possibilidades que não passam de remotas? De imaginárias?

Então, eu peço-vos uma coisa muito simples: dispam-se da realidade que vos circunda e, ao invés de olharem para as arvores que vos sombreiam a vida, tentem olhar para a totalidade da floresta em que consiste a realidade humana actual. Dispam-se da tendência de olharmos para os factos como sendo isolados (o que dá muito jeito a alguma gente) e integrem-nos numa realidade dialéctica, histórica e dinâmica. Integrem-nos uns nos outros e analisem a realidade a partir dessa interacção. Vejam como tudo se torna diferente.

Depois deste exercício, imaginem-se num mundo assombrado, pesado, acinzentado, em que efémeras cores fugidias envergonhadamente assomam mas que, inexoravelmente, não conseguem combater a sombra, atentem nos seguintes factos:

  1. Em países como os Estados Unidos, Brasil, Colômbia, China, Índia, Africa do Sul, Rússia, Iraque, Argentina, entre outros, é crescente (e nada recente) a tendência para o isolamento das comunidades mais ricas. Cada vez mais, comunidades pertencentes à classe média alta e classes ricas, escolhem viver em guetos dourados, com todas as comodidades, isolados da pressão que a pobreza emana.

Minorias endinheiradas, poderosas, com o poder politico dominado através da corrupção, do tráfico de influências ou do desavergonhado lobbying, escolhem viver fechadas em guetos, prescindido da liberdade de movimentos, da liberdade de se relacionarem com o mundo, em troca, apenas e tão só, da sua estabilidade e conforto material.

Estamos a falar de uma tendência que indicia o individualismo mais extremo. Que anuncia uma organização das comunidades de forma anti-social. Que corporiza a ideia de que “com o mal dos outros posso eu bem”. Uma ideia de organização individualista, anti-social que compartimenta a sociedade em duas realidades, a boa e a má. Estamos a falar da instalação de um apartheid a nível mundial. Que sucede, precisamente, nos países mais ricos.

Os ricos escolhem criar um apartheid para simplesmente não terem que dividir o bolo de riqueza com quem a produz. Estamos a falar de um modelo de organização social, urbano e comunitário, baseado na lógica da exploração. Os exploradores de um lado, os explorados de outro. E isto nada tem de futurista, é apenas o retorno do passado mais sombrio e mais humano da nossa história social. É o retorno, disfarçado, eufemizado, dos palácios de um lado e das servidões do outro.

Imaginem, desta forma, um mundo em que os ricos (actualmente 1% da população mundial controla 25% da riqueza), para não terem que contribuir para o bem da sociedade, isolam-se e criam os seus próprios guetos, de onde não podem sair, sob pena de serem vitimas de uma violência, que a pobreza que impõem através da exploração, da ganância, da desumanidade e da arrogância, cria.

Imaginem de um lado uma comunidade com tudo e do outro lado do muro, uma sociedade sem nada. Sem os mais básicos meios de subsistência e de organização social.

Não, não precisam de imaginar. A paredes meias com a favela da Rocinha (500 mil habitantes) está um gueto de ricos com 10.000 encarcerados na sua própria riqueza. Qual o crime que cometeram os favelados? Apenas o de não nascerem ricos! E o que se passa em Israel e a Palestina? E em Bagdad? E nos subúrbios americanos? E nas cidades Chinesas?

Não…isto não acontece em filmes apocalípticos de hollywood. Acontece na vida real. Acontece nos países mais ricos. Como raio é que querem que eles se preocupem com a nossa pobreza em Portugal? Se eles nem a sua própria combatem?


  1. Os americanos gastam, todos os anos 80 biliões de dólares sabem em quê? Em cidades subterrâneas com milhões de trabalhadores que só têm um objectivo. Vigiar-nos a todos. Desde o programa Prisma, ao programa Fairviewer, todos eles têm um objectivo, o de interferir ilegítima e ilegalmente, nas nossas vidas. Não, e não são só os EUA que o fazem. Todos os fazem.

Imaginem pois, um mundo onde todos nós estamos identificados numa base de dados. Os nossos movimentos, as nossas estadias, as nossas compras e as nossas relações pessoais, todo esse conjunto de interferências mesquinhas integram uma base de dados. Com um objectivo…a nossa própria segurança?!?!?

E como é que o conseguem? Com a ajuda das maiores corporações empresariais de comunicações. Muito simples, a NSA contrata uma empresa americana de comunicações que, por sua vez, faz protocolos com empresas nacionais. É um negócio secreto e altamente lucrativo. O que é que aqui temos?

Os maiores grupos económicos a fazerem negócio com os nossos dados pessoais, supostamente para a nossa própria segurança. E mais grave, é que, sendo para a nossa segurança, não existe qualquer escrutínio democrático sobre estas actividades. Todas elas se passam debaixo dos nossos solos, debaixo dos nossos queixos e ninguém pode desvendá-las, porque são secretas. Ora, quando a segurança do povo passas a ser secreta, temos tudo dito.

Podem escolher as quer quiserem. Facebook, google, Linked in, yahoo, todas elas vendem dados à NSA e a outras agências. Todas elas violam a nossa privacidade.

A ideia que estas entidades sugadoras vendem é a de que a Internet é um espaço de liberdade. O maior espaço de liberdade passou a ser, por causa da ganância desenfreada destes grupos, o maior espaço de vigilância e totalitarismo. Quem leu o 1984 de Orwell percebe, desde logo, que o autor não se referia apenas ao bloco de leste. Referia-se, tão só, à tendência que os seres humanos têm para dominar, para submeter e para controlar o mundo à sua volta.


  1. Os EUA, com o apoio de Israel (quem mais?) criaram um vírus informático (para ser mais preciso, um verme) o Stutnext, para atrasarem e obstaculizarem o programa nuclear Iraniano.

Estes senhores deram-se ao trabalho de contratarem uma equipa de hackers que criaram um vírus específico para destruir as centrifugadoras de urânio do Irão. Este vírus, absolutamente inofensivo para qualquer computador, foi criado e testado nas centrais nucleares israelitas (parecidas com as iranianas), para criar problemas, especificamente, ao computador siemens XPTO que controla a central nuclear de Natanz.

Até que a Kaspersky (bielorusso – porque será que foram os únicos?) – empresa de anti-virus – descobrisse a trama, já no irão se tinham avariado várias centrifugadoras. Mesmos assim, os bielorussos ainda foram a tempo.

Ora, se eles fazem isto para as centrais do Irão, o que farão para o resto? Para a nossa vigilância, para o nosso controlo, para o controlo dos mercados de capitais…

Guerras de máquinas? Guerras de robots? Também já não é do futuro. Depois dos drones, a guerra tecnológica entrou num domínio muito mais perigoso e insidioso – o domínio do virtual.

Com as grandes corporações da Internet todas feitas com o capital ultra-liberal e imperialista, vejam o que é que se pode fazer circular sem que ninguém perceba. Agora que a Internet chega a todo o lado e quem a domina é o Império. Vejam o que nos espera. Soldados que nos entram pela porta dentro e nós nem notamos.


4. Conclusão


Estes são apenas exemplos fragmentados de uma sociedade que caminha para o nihilismo provocado pela mais selvática e animalesca ganância. Uma sociedade deste tipo tende a tornar-se uma anti-sociedade. A sociedade deixa de constituir uma agregação  de seres ligados por uma rede de inter-relações que lhes permite sobreviver e que a todos interessa, para se tornar num mero agregado de comunidades individualistas, narcisistas, exclusivistas e nada interessadas na protecção de um suposto “bem comum” que a todos interessaria.

O mundo que o ultra-liberalismo imperialista nos propõe é um mundo à imagem dos mercados. O inferno na terra. O retorno às leis da selva. O retorno ao domínio do mais forte. A supressão da humanidade que está dentro de nós pela nossa animalidade mais primordial. Sabem porque é que é assim?

Porque é a sociedade que nos torna mais humanos. É a sociedade que nos impõe o civismo. Enquanto indivíduos, somos mais animais do que humanos. É por isso que o mundo proposto pelo capital mais selvagem e inculto (a cultura também nasce da sociedade) é um mundo em que o mais forte esmaga o mais fraco. Em que as únicas relações de interdependência são as relações de domínio, subserviência, servilismo e submissão. Ou isso, ou a morte.
Nos mercados não há regras, é a liberdade absoluta resultante em libertinagem. Nos mercados não há civismo, apenas a imposição de uma desgraça irrecusável porque é a única coisa oferecida. Nos mercados não há solidariedade, fraternidade ou compaixão, apenas a violência do pragmatismo imposto pelo mais forte – eus sou mais forte, logo tu é mais fraco, submete-te à miséria que te ofereço, ou esmago-te. Nos mercados não há amor, apenas competição desenfreada, vida ou morte, matar ou morrer, crescer ou desaparecer. Nos mercados não há democracia, apenas a tirania imposta por que domina a maior parcela do bolo. Nos mercados não há redistribuição, só apropriação. Nos mercados não há divisão, só exploração.

Depois disto, ainda pensam que não estamos a entrar num mundo apolcalíptico que é necessário, urgentemente, derrubar? A revolução é uma palavra perigosa? Perigosos são os mercados que não nos dão escolha.

A revolução permite-nos escolher o que pretendemos para nós mesmos, por isso é que os grandes saltos sociais e humanos sempre foram revolucionários.

Deixem-se com os mercados do situacionismo, do inanimismo, da letargia e depois queixem-se um dia quando acordarem e repararem que nada mais vos resta do que uma corrente, um chicote ou, com sorte, um caixão.

A realidade não para, ou avança, ou recua. Para onde a querem levar? Para a frente? Então empurrem-na que ela não vai sozinha.

O Povo tem sempre razão! Abaixo a numerologia dos mercados!

Os últimos dias, frenéticos e perante a derrocada do governo, por acção democrática do povo, também se têm caracterizado pelos repetidos apelos e manifestos anti democráticos dos arautos do sistema.

Hoje, todas as quatro televisões noticiosas (TVI24, SICN, RTPN, ETV) escalaram o seu exercito de palradores antropomórficos, para, bem de manhãzinha, desatarem a assustar, horrorizar e amedrontar o, por vezes incauto, povo Português.

Seres antropomórficos, de aspecto humanóide, de fatinho azul, gravatinha e cabelinho lambido, desfilaram por entre pivots submissos, objectivas matematicamente apontadas e microfones bem afinados. Todos eles light, bem light, azulinhos da cor do light. Homens duplicados, de plástico e, obviamente, descartáveis. Parecem que nascem nas televisões como cogumelos. É a ultima moda do jornalismo corporativo depois da invenção dos drones para susbstituirem os pilotos humanos. Também as televisões gosta do piloto automático. Colocam as figuras, ligam o botão e dali sai sempre a mesma cartilha.

Tal como na Esparta antiga, os filhos eram tirados aos pais em tenra idade para se tornarem soldados perfeitos, hoje em dia, seres provavelmente biónicos, despojos bem caros das mais modernas clínicas de inseminação artificial, entram nas mais elitistas das escolas privadas, seguem caminho pela Católica, pelas diversas escolas ultra-liberais americanas e inglesas (porque para lá chegar só é preciso pagar) e depois, depois... Bem, depois, após 15 a 20 anos de estufa e tratamento de choque, o filho, irmão, tio ou avô de um qualquer Belmiro, Martelo, Moreira, Champalimaud ou outros que tais, estão prontos a desfilar na passerele televisiva, desenvolvendo violentas acções de manipulação de massas.

É claro que, já nem o cartão partidário conta (a não ser que seja de um determinado partido), o que conta, isso sim, é o percurso educativo. É a escola que traz nos neurónios. É o programa e o chip que trazem instalados na caixa craniana. Daí que, de repente nos apareça à frente um qualquer copinho de leite, ainda com bochechinhas de bébé, a debitar, arrogantemente, balelas ultra liberais, reaccionárias e anti democráticas. E fazem-no como se estivessem convencidos de que chegaram à verdade única. E para eles chegaram. Foi a única que conheceram.

Claro que, depois do percurso educacional referido, chegam a comentadores, jornaleiros e paineleiros. Chegam a directores do Económico e outros que tais. E depois é vê-los a aterrorizar o povo. São expelidos da sua estereotipada inteligência artificial considerações como: os mercados têm horror à instabilidade politica (leia-se eleições); Portugal tem muita credibilidade externa (leia-se dá dinheiro aos bancos e aos grupos económicos); é preciso ajustar a economia (leia-se desviar riqueza do povo para o capital) ou, as eleições são muito caras (leia-se para os mercados o melhor e nem haver democracia).

Então, hoje lá seguiam o seu périplo manipulador. Cada uma das televisões desfilava o seu boneco azul insuflado com aragem ultraliberal. E o que repetiam, incessantemente, estes "nenucos" de fato azul e cabelo lambido? Bem, os crescidotes (alguns já grisalhos) nenucos diziam:

- "Se o governo cair, o segundo resgate está garantido. E os deuses mercados e investidores nos livrem do segundo resgate. Porque os mercados têm horror à instabilidade".

Pois é. E eu que julgava que com este governo o segundo resgate estava já garantido. E, é engraçado, para estes figurinos em fibra de carbono, os deuses mercados são como o deus dos católicos. São muito bons, mas para castigar...Têm a mão pesada!?

outro dizia

- "Este governo já não tem legitimidade, este governo está ligado à máquina. Mas como os mercados têm horror à instabilidade politica, o melhor é não fazer eleições e manter o governo ligado à máquina, apenas gerindo externamente os destinos do país". 

Quer dizer, o povo não precisa de governo, quem precisa de governo são os mercados. E qualquer um serve? Mesmo um ligado à máquina? Muito democrático este ponto de vista...muito patriótico...não haja dúvida. Agora percebo porque é que esta gente gosta tanto de fantoches. Afinal o que importa é fazer de conta que se é governo. Governar? Os mercados que o façam. No fundo é o que estes "nenucos" são. Uns fantoches. Agora se percebe porque é que o capital sempre foi fértil em ditadores fantoche. O povo não quer Passos. Mas Passos tem de se manter por causa dos mercados. A democracia? Bem, os mercados não têm na a ver com isso e, até ver, nem gostam muito dessas coisas. Essa "modernice" dos últimos anos cria muita instabilidade. Para os Rockefelleres deste mundo, o melhor era ter ditadores que durassem 50 ou mais anos. Por acasos abem que o pai do actual Rockefeller mandou matar carradas de operários nas greves americanas do inicio do século XX? Pois é, estes tipos, estes mercados são uns democratas do caraças.

outro ainda dizia (uma marionete do expresso, com mais de 60 anos e já com idade para ter juízo):

- "Viram a bolsa? Ontem, perante a possibilidade de queda do governo, a bolsa estava a cair a pique. Houve um ataque especulativo enorme. E hoje? Hoje, como as coisas estão mais calmas, a bolsa já está a subir! Ah, e agora fazer eleições era deitar por terra todo o esforço que tem sido feito para recuperar o país. A credibilidade externa, a ida aos mercados...Todo esse trabalho seria perdido".

Engraçado, e o trabalho para o povo? Esse não conta? O que conta são os mercados? os credores? e os Pagadores? Não contam? Por outro lado, quer dizer, a bolsa cai por causa do ataque especulativo, mas o que está mal não é a especulação, é a vontade do povo. Vêem porque é que de repente se entra em ditadura? É por causa destas coisas. O governo só conta para fora, para dentro pode tudo morrer à fome e na mais profunda miséria que, desde que os mercados não se chateiem, está tudo bem.

e por fim dizia

- "E isto é muito mau para os bancos, que são os primeiros a sentir estas coisas".

Sempre os bancos no nosso caminho. E o que ele não diz é que os bancos só sentem estas coisas porque estão pendurados no estado. E, logo, quando o governo que os sustenta vai à vida, é claro que eles ficam à rasca. E como os bancos ficam à rasca porque, em vez de serem empresas sustentáveis, são empresas insustentáveis, todos nós nos lixamos.


Meus caros, cada um pensa como quer e defende quem quer. O que não podem é vir dizer que são democratas, que querem o melhor para o país e depois virem dizer que o melhor é não dar a voz ao povo. Foi gente desta que aceitou a queda de democracias e a instalação de governos fantoches que governavam para os "mercados". É gente desta que, aparentemente ligados a uma imprensa que se diz livre, abre caminho à violação dos direitos democráticos mais básicos. É gente desta que acha que, há períodos em que o melhor é não haver democracia.

Pois eu digo bem alto:

- A democracia é sempre, mas sempre, o melhor caminho. Em momentos conturbados como o que vivemos a democracia nunca pode ser vista como um caminho a evitar. A democracia deve ser vista como o caminho que nos ajudará a sair da crise. Porque quem não acreditar nisto não é democrata.

- Em nenhum momento da história se resolveu algo a favor do povo sem a sua participação. Sempre que foi necessário avançar, foi por obra e acção do povo. Foi a sua intervenção que o possibilitou.

- Nunca o conservadorismo, o situacionismo e a reacção trouxeram algo de bom à humanidade. Nunca. O que trouxeram sempre foi ditadura, tirania e exploração. A história prova-o.

A democracia é a resposta necessária para se ultrapassar o problema. A resposta do povo e o seu interesse não são os mesmos daqueles que dominam a maioria da riqueza mundial e nacional? Obviamente que não. Esse interesses são, logicamente, inconciliáveis. Se a riqueza está de um lado...não está do outro. Claro como a água.

Sabem qual é o medo destes pacotes de mal cheirosa porcaria ultra liberal? O medo destes androides chipados é que o resultado das eleições não lhes permita continuar a chantagem com o povo. O medo destes robots humanóides, que só vêem números e entram em crash e troubleshooting quando a bolsa baixa, é que das eleições não saia uma alternativa que funcione com PS + cds ou Psd + cds. Têm medo da subida da esquerda.

Se eles soubessem o ridiculo a que se expõem quando fazem prevalecer sobre a vida de um povo, sobre o seu quotidiano, os números da bolsa ou os ratings das agências...Se eles pudessem ver-se nesse momento, perceberiam o quanto estão afastados da vida real e dos seres humanos. Não...eles não são humanos. Eles são sub-humanos.

Cambada de homens light.



O Reality Show acabou

O Monólogo do figurante 

A peça está a acabar. O público já assobia e vaia o actor, contudo, de um actor impotente o que é que se pode esperar? A malta telefona, telefona, mas ele não sai.

O público que assiste ao show anseia por um "reset" no programa, anseia por uma nova encenação e por um fresco desfilar de distintos actores "VIP". O argumento? Bem...o argumento é que é o problema. O argumento à primeira vista é igual. No Big Brother não há argumento. Contudo, já se for a Casa dos Segredos, sempre podemos descobrir a careca de algum Relvas novinho em folha. Entretanto, o publico espera que o rol de actores inseridos numa nova encenação consigam, de alguma forma, com alguma fezada, alterar a lógica imposta pelos directores de programas.

Enquanto o publico discute as diversas possibilidades que se lhe apresentam como possíveis, o último dos actores da peça inacabada, em monólogo, continua num esbracejar frenético, na esperança de que o publico o veja e se interesse pelo que o resto da sua cena tem ainda para dar. O publico já não quer saber, o público quer é que o show acabe, anunciando o final do triste espectáculo em que constituiu estes dois anos de governo Troika/Gaspar. O público que o final da Casa dos Segredos e o início da Casa das Verdades.

É este o drama de Passos Coelho. O ultimo actor de um "reality show" no qual não era protagonista. Nunca foi. Os protagonistas já se foram, sobrou o figurante. O figurante Passos, num assomo do que ele considera ser dignidade, tenta dizer bem alto que tem condições para continuar o programa. Ninguém acredita. Todos sabem, incluindo ele próprio, de que Passos nunca passou de um figurante que aparece no programa apenas para pretexto da entrada em cena dos verdadeiros protagonistas. Aliás, o descrédito no monólogo de Passos é tão grande quanto o seu isolamento à partida e à chegada. Nunca antes, um governante terá estado tão isolado da sociedade e do seu próprio partido. De lembrar que Passos não fazia parte das listas do seu partido. Passou quase da base para o topo. Nem todos aceitariam fazer de conta que se é primeiro ministro. Apenas alguém com uma inesgotável fome de mediatismo o aceitaria, a qualquer custo.

O problema é que os encenadores deste terrorífico "reality show" que tem sido a nossa vida nos últimos anos, continuam a querer encenar e a querer dirigir qualquer programa que esteja em acção, no palco de "revista portuguesa" em que se transformou a governação em Portugal. Berlim, FMI, BCE e Comissão Europeia, continuam como encenadores e, de preferência, da peça ainda em curso...aquela que o publico quer que acabe. Depois chamam a isto democracia.


A verdade é que, sai Gaspar, sai Portas e...perante o colapso anunciado de um governo que nunca o foi, perante o estertor da morte anunciada, o que sucede? Bem, primeiro sucede que o publico bate palmas e regozija-se contente porque, inegavelmente, o povo ainda ordena e, o desgaste provocado por tanta luta, mediatizada ou não, acaba, inexoravelmente, por se fazer sentir.

Depois, vêm os ratos abandonar o barco. E a trupe de jornaleiros e painleirios que os encenadores desta peça pagam para promoverem o triste espectáculo, foram unânimes...O show está prestes a acabar. Alguns diziam mesmo que o pior que poderia suceder seria Passos insistir no monólogo. Passos insiste. Sempre insistiu. Passos sempre esteve isolado do seu partido, Passos sempre esteve isolado da sociedade. Portanto, para Passos, o monólogo é uma coisa normal. Já no desgoverno que não liderava, Passos estava sempre em monólogo. Ninguém o ouvia, ninguém lhe ligava. Afinal quem liga a um incapaz, a um incompetente, a um ser que nunca trabalhou? a um sub produto de um qualquer Relvas, financiado por um qualquer Ângelo Correia?

 O drama de Passos é igual ao drama daqueles tipos e tipas que, por serem bem parecidos, têm a fezada de uma dia serem convidados para uma novela da TVI. A novela acaba e com isso, acaba-se a mama.Sobram as revistas cor de rosa para, de monólogo em monólogo, irem tentando fazer-se notar. Assim é Passos. Todos sabiam porque é que Passos tinha chegado a primeiro ministro. Como é óbvio, ninguém o respeitou.

O "Reality Show"

Para Passos, a ida para o governo é comparada à ida de certas figuras "VIP" para o Big Brother. Figuras sem base de sustentação académica, currícular ou empírica, são escolhidas porque, por um mero acaso, a sua imagem vende.

Tratam-se de figuras a quem pagam e dizem: -"meu amigo, tu vens para aqui e limitas-te a seguir este guião". Com espírito de missão e como quem vê  nesse convite a oportunidade de aparecer e, talvez, surpreender toda a gente com o que julga ser o seu talento, esta figura aceita a troca, sabendo, desde o início qual a sua função.

Todos os ministros e todos os encenadores desta Casa dos Segredos em que consiste este governo, sabiam que Passos era apenas a "figura". Passos também o sabia. Mas, estoicamente, sonhava surpreender tudo e todos com o que julga ser a sua enorme capacidade. Intimamente, tal como a prostituta promovida a VIP que vai para um Big Brother, ou para uma Casa dos Segredos a pensar "está aqui a minha oportunidade de ouro, a minha fezada", "escolheram-me a pensar que eu só vou fazer figura mas, vou provar-lhes que sou uma grande actriz", Passos também achou que acabaria por se revelar. Por isso aceitou a missão de marionete.


O problema é que ninguém respeita uma Marionete. Portas já não falava com ele, Gaspar, trabalhador incansável, desprezava-o profundamente, por não lhe reconhecer qualquer capacidade de liderança. Resultado, sem uma Teresa Guilherme para mandar, aquela Casa ficou ingovernável. Os apoiantes de Passos foram fugindo, desde Catroga a Ângelo Correia. Nenhum se quis queimar mais. Ficou Passos e os outros. À falta de um líder, que nunca poderia ser Cavaco que apostou tudo em Fátima, o Governo entrou em ebulição e cada um figura fazia e dizia o que lhe apetecia, contradizia quem lhe apetecia e apenas Medina Carreira ficou a pregar sozinho no deserto de apoiantes do governo. Nos ultimos dias foi ver a actual Ministra a dizer que quando entrou não sabia nada dos SWAP e, mais tarde, Gaspar a desvendar o segredo de que, afinal, ela estava bem ciente do problema. E perante esta suspeição, o que Passos faz o quê? Coloca a fulana como Ministra. Aliás, este desgoverno foi fértil em colocar arguidos, potenciais arguidos e certamente criminosos, no lugar de governantes. Aliás, com este governo sucede o mesmo que com os reality shows de má qualidade ou caídos em desgraça - só integram a escória da classe. A este governo, por se saber da sua podridão, desagregação, isolamento e anarquia internas, só já se associam os malandros, os oportunistas, os criminosos, os incompetentes e os incapazes. Daí as escolhas só andarem à volta de gente desta.

Agora,  ou porque a condição social e ética desta gente já não era segredo para ninguém (como acontece com a vida de Passos), ou porque algum dos outros figurantes vinha, por detrás, descobrir os segredos desconhecidos, este governo nem para Casa dos Segredos servia, porque os segredos já eram conhecidos. Quando muito daria para um filme de suspense de classe C-.


Os apelos à continuação do Reality Show

Passos, a cada crise (quase todos os dias - ao ponto de se passar a fazer o briefing diário), aparecia na televisão, de semblante em baixo (como ontem), de ar sério e introspectivo, com uma voz bem vincada, tentando convencer os telespectadores de que ainda não teria chegado a hora de ir embora. De cada vez que aparece a tentar convencer-nos de que tudo está bem e que o governo está de pedra e cal, faz-me lembrar aquelas figuras da Casa dos Segredos que, têm um tempo de antena para convencerem os telespectadores a votar para o telefone 0800...

Contudo, tenho dúvidas que o telefone de Passos ainda toque com mensagens de apoio. Passos bem poderá ser daqueles actores de Big Brother que, daqui a algum tempo, vem para a Caras dizer "estou desgraçado, estou à espera que me convidem para uma novela".

Pois é Passos, já não chega de novelas? Já não chega de monólogos? Já não chega de assobios? De quantos "takes" é que ainda necessitamos para nos livrarmos de ti? De quanta miséria? De quantos despedimentos mais? De quantas mortes por insuficiências no Sistema de Saúde? De quanta subnutrição? Já não destruíste o suficiente apenas e só por existires e seres uma marionete?

Os protagonistas já se foram. Primeiro foi Relvas, para quem, desde o primeiro dia os telespectadores nunca telefonaram. A sabedoria popular vale muito e, se Passos tinha um "O" na testa, Relvas tinha um "L". Depois foi Gaspar, aquele que todos sabiam que, telefonando ou não, não valia a pena porque fazia parte da estrutura e mobília do programa. Era uma espécie de Teresa Guilherme, mas em acção. Saíu Santos Pereira que, sem ter realmente saído, há muito que desapareceu. Saíu Portas que bateu a porta com o estrondo que sabemos. Ficou Passos e os restantes figurantes.

Passos, como se esperava, vem cantar "daqui eu não saio, daqui ninguém me tira". E nós? Nós só nos resta cantar, ao jeito de quem vê o Big Brother e a Casa dos Segredos "Por isso sai...sai da minha vida".

Ai que carnaval este.
Passos Coelho e a Greve

Diz o menino Passos Coelho: "O país precisa de menos greves e mais trabalho".

Pois é...de mais trabalho precisa mesmo. E por precisar de mais trabalho, principalmente para quem não o tem, é que é preciso fazer greve. Para que quem não trabalha, nem trabalhou, porque não quis, é importante fazer greve, para que desapareça da nossa vista de vez.

De facto, é preciso ter muita lata, quem nunca soube o que é trabalhar, quem toda a vida foi um carreirista politico oportunista e aldrabão. Alguém que faz do seguidismo e da manipulação a sua profissão, vir agora atacar quem faz greve para correr com ele. Tem razão, o pais precisa de trabalho.

FAÇAMOS GREVE E TRABALHEMOS PARA CORRER COM QUEM, NÃO TRABALHANDO, QUER VIVER À NOSSA CONTA.

Lambão sem vergonha

A manipulação não faz greve de certeza

A manipulação não faz greve de certeza


É incrível a veemência com que os jornaleiros, por contingência politica, promovidos a (pseudo) jornalistas, ou os paineleiros, por rastejamento politico, promovidos a comentadores, desenvolvem a sua acção manipulativa.

Fazem-no sem dó, nem piedade. Fazem-no porque lho mandam fazer. Fazem-no porque eles, já de si próprios, são produto de manipulação. Principalmente, da manipulação da verdade.

Gravações esquecidas

Manuel Nogueira, Dirigente da Fenprof foi bem claro na sua comunicação. "O sr. Ministro da Educação não nos fez qualquer proposta relativa a um compromisso para a alteração das datas dos exames". "O Sr. Ministro mentiu e a Fenprof vai pedir a divulgação das gravações da reunião".

Manuel Nogueira disse-o vezes sem conta, uma após a outra. Ainda na segunda feira o repetiu. Ora, o que fazem jornaleiros e paineleiros? Fingem não ouvir o que até o surdos ouviram, tak o númerod e vezes que foi escrito.

Continuam, como o Director do pasquim "I" - não é a toa que não vende - a distinguir entre sindicatos da CGTP-IN e da UGT, porque os primeiros não terão querido aceitar o compromisso.

Quer dizer, este sr. director de pasquim, ouviu, leu e até terá escrito o que Manuel Nogueira referiu ter sido uma mentira descarada do Sr. ministro. E o que fez este senhor? Investigiu? Esperou? Perguntou? Nâo! Apagou da sua memória a dúvida levantada. Claro, apenas porque levantada por alguém da CGTP-IN, o que lhe fez levantar os seu preconceitos antidemocráticos. Senão, ao menos, questionariam o sr. ministro sobre o assunto.

Ora, a certeza absoluta de que o ministro mentiu e de que as gravações nunca virão à luz vem com o seguinte facto...Nenhum jornaleiro da comunicação social corporativa perguntou ao ministro para comentar a duvida levantada por Mário Nogueira. E esta hein?

Então um dos principais interlocutores chama mentiroso ao outro, indica a possibilidade de recolha de prova factual comprovativa e ninguém pergunta à outra parte se quer desmentir, atacar ou denunciar algo? Nâo, não perguntam! E sabem porquê? Porque já sabem a resposta. E sabendo, é melhor não falarem no assunto e continuarem o ataque gratuito ao direito à verdade dos factos.

E então? A manipulação desta gente não pára, nem perante a verdade dos factos.


A "nova" forma de comunicar - ou de mentir!

Hoje de manhã, na RTP, foi bem visível o efeito do que o governo e Poiares maduro chamaram de "novo ciclo para a comunicação do governo".

No meio do jornal matinal, sem quê nem para quê, aparece uma suposta notícia da OCDE. "professores portugueses foram mais aumentados do que os seus congéneres europeus". Engraçado não! Então, prosseguia a notícia com a seguinte exposição: "Os portugueses foram aumentados 12% e os europeus 3% em média". "Os portugueses trabalham 880 horas ano e os europeus 780 horas ano".

Pois é. Com os despedimentos de professores, os restantes aumentaram o número de horas e com esse aumento, o montante liquido mensal, em virtude das horas a mais que prestam. Será isto um aumento? Claro que não!

O Pivot jornalista nem comentou. Nada havia a comentar. Noticia encomendada, colocada à pressão, a seguir à noticia dos exames só para denegrir os professores. Os mais incautos dirão: "então estes tipos queixam-se e ganham mais do que os outros"?


O monumental Re-falhanço

Gaspar, depois de a divida ter subido para mais de 127%, de os juros da mesma terem voltado a subir nos últimos dias, de a despesa ter subido 5,2%, e depois de muitas outras desgraças, veio dizer mais uma vez que: "estamos no bom caminho".

Segundo o soporífero Ministro - que repete sempre a mesma cantiga - as contas estão dentro dos limites da Troika. Claro! A troika está fazer tudo tão bem! Os limites estão sempre a aumentar, mas está tudo bem! Nenhum dos indicadores importantes baixa, mas está tudo dentro dos limites.

Claro, só ele sabe que para a troika o limite não existe. O limite é a desgraça total e absoluta do país. Ele pensa que nós não sabemos que ele sabe. O que o faz ainda mais B****.  Pior que o mau é aquele que é mau e pensa que nós pensamos que ele é bom! O Sr. Vitor Gaspar, o primeiro ministro sombra, acha que tem muita credibildade.

Ora, uma notícia destas no dia de hoje só pode ser para quê? Para desmobilizar da Greve Geral.


Só uma solução

Perante tal estado de coisas só nos resta, aderir à GReve, ira para a Rua, fazer como no Brasil. Então o governo deles recuou. Sabem prquê? Porque viram que o povo não estava para brincadeiras. E vocês? Estarão?

À luta!