Aviso: Esta Europa? Não Obrigado! Esta Europa mata! Esta Europa prejudica gravemente a saúde!

Bastou um governo querer acabar com a austeridade, a mesma austeridade que coloca milhões na miséria e mata outros quantos nas urgências dos hospitais, para ser apelidado de "radical", de "extrema-esquerda" e até, como disse uma jornaleira da SIC, de "extrema radical"! À falta de designações... Ou seja, querer a prosperidade e o bem-estar de um povo, que vota nas eleições para esse efeito,  nesta "nova" Europa, dos "mercados" e dos "credores", é ser "extremista"! A Europa social, da convergência, que nos venderam, diz agora, que a liberdade, a democracia e o progresso passaram a ser conceitos "extremistas". Foi esta a promessa de construção europeia que nos venderam? Foi nesta Europa que acreditaram? A Europa que discrimina? A Europa que persegue? A Europa que limita? A Europa que restringe? A Europa que impõe? A Europa que pune? A Europa que suga? A Europa que submete? A Europa que tiraniza?



Não sei o que esperam os verdadeiros democratas, amantes da liberdade e humanistas, em geral, para colocar um fim a esta farsa totalitária que vivemos na União (germano) Europeia. Claro que será muito difícil contar com os dirigentes do "arco" da governação que ainda se consideram como tal. estão demasiado comprometidos com um estilo de vida burguês para o conseguirem. A sua dependência, individual e familiar em relação ao centro do poder económico, é muito profunda; demasiado profunda para, sequer, pensarem em ter a veleidade de se revoltarem. Ao invés, optam por palavras pretensamente "moderadas", "conciliadoras", "democráticas" e "civilizadas". Estas palavras têm uma característica em comum: não reflectir, em momento algum, uma ideia de rotura, afronta ou confronto em relação à ordem estabelecida.

Chegados a este ponto, no qual, a maioria do povo não se reflecte nas políticas prosseguidas pelos seus dirigentes, há que ganhar coragem para o combate ideológico que o povo europeu (principalmente do sul) tem pela frente. Neste combate não há neutros... A neutralidade acabou quando começou o totalitarismo económico imposto pela Alemanha. Chegados aqui, que não está contra, só poderá estar a favor, porquê? Porque  a governação Europeia radicalizou-se e extremou-se de tal forma, que qualquer neutralidade desviar-se-á necessariamente do centro para a direita. Já não há centrou! O centro falhou e traiu as esperanças e expectativas da grande maioria do povo.

Lembro que a ideia de "Integração Europeia" veiculada e "vendida" pela França (em especial) aos restantes estados membros era a a de que estariam a construir a Europa da paz, da prosperidade, do progresso, do desenvolvimento, do bem-estar, da democracia e da liberdade. Foi isto que nos venderam a todos! Actualmente, o que a situação Grega mostra é o seguinte: os países mais pobres da UE não estão autorizados (pela Alemanha) a prosseguirem as políticas que consideram adequadas à sua situação e, até, à situação Europeia. Estes países estão de tal forma manipulados, submetidos e "garrotados" que têm de aceitar viver num quadro de totalitarismo económico, determinado pela austeridade, pelo pagamento de uma dívida monstruosa num curto prazo, pela submissão dos seus orçamentos a esse pagamento, ao impedimento de promoverem o investimento público...  Tudo em nome de um pensamento único, de um sentido único. Foi isto que nos venderam?

A situação Grega é demonstrativa do que aqui reflicto. Bastou um governo querer acabar com a austeridade, a mesma austeridade que coloca milhões na miséria e mata outros quantos nas urgências dos hospitais, para ser apelidado de "radical", de "extrema-esquerda" e até, como disse uma jornaleira da SIC, de "extrema radical"! À falta de designações... Ou seja, querer a prosperidade e o bem-estar de um povo, que vota nas eleições para esse efeito,  nesta "nova" Europa, dos "mercados" e dos "credores", é ser "extremista"! A Europa social, da convergência, que nos venderam diz, agora, que a liberdade, a democracia e o progresso passaram a ser conceitos "extremistas".

Esta disposição totalitária da Europa "germanófila" e seguidista, veio comprovar o que muitos diziam da ideia de construção europeia impingida:

  • A construção Europeia vendida pelos seus fundadores não era mais do que uma resposta do grande capital ao avanço da URSS. Acabada a URSS, acabou-se a disposição democrática e progressista.
  • A construção Europeia vendida nunca poderia dar certo, dado o seu carácter anti-democrático. Foi uma Europa escolhida por governantes e de governantes para capitalistas. Sem referendos, na maioria dos casos, com falsas promessas, como agora se verifica, noutros. O que torto nasce...
  • A construção Europeia vendida pela França, não é a construção Europeia comprada pela Alemanha e a França, em especial o seu partido Socialista (um traço geral de todos os partidos Socialistas ou Trabalhistas "moderados"), traiu o que ela própria vendeu.
Aliás, a disposição totalitária, ultra-liberal, afunilada, medieval, financeirista, economicista e seguidista é tal que, toda a Europa da governação se preocupa com os "radicais" do Syriza. Contudo, não se vê esta Europa preocupada com os Fascistas que governam a Hungria, ou com os partidos fascistas que vão ganhando espaço nos mais diversos países. Porquê? Porque a Europa virou de tal forma à direita (com a queda da URSS) que , hoje, está mais perto do fascismo do que do socialismo, e mesmo o socialismo dito "moderado" a assusta. O que prova que o fascismo não assusta o capitalismo. Aliás, nunca o capital ficou menos "capitalista" por causa do fascismo, bem pelo contrário. Em suma: esta Europa sabe onde está o seu inimigo!

E eu pergunto, quererá o povo Europeu ser amigo de uma Europa assim? Uma Europa que diz aos países como o nosso: ou mantêm a austeridade e a pobreza ou são aniquilados!

Tsipras reflecte os anseios de liberdade, a mesma que a Alemanha lhe nega! Basta ver o que o BCE fez agora aos bancos Gregos: cortou-lhes o financiamento. Um acto discriminatório e anti-democrático sem limites, impensável há 20 anos, mas que, hoje em dia, para os delegados governamentais que a Alemanha teve cuidado de colocar em cada país periférico, parece, bastante normal. Um país, na Europa actual, não é livre de querer o melhor para si, de querer "negociar", de querer "reestruturar", de querer investir, de querer escolher um caminho de progresso para o seu povo.

Foi nesta Europa que acreditaram? A Europa que discrimina? A Europa que persegue? A Europa que limita? A Europa que restringe? A Europa que impõe? A Europa que pune? A Europa que suga? A Europa que submete? A Europa que tiraniza? 

Esta Europa apoia nazis na Ucrânia, invade a Líbia e a Síria, destruindo a vida de milhões de seres humanos. Esta Europa impõe condições draconianas de pagamento das dívidas, condições essas que são totalmente inversas às que a Alemanha usufruiu após ter destruído, pela segunda vez, toda a Europa. Esta Europa, preocupa-se com socialistas "moderados" como o Syriza e senta-se à mesa dos fascista Húngaros. Esta Europa dá emprego a Durões, Junkers e toda a escária humana que rasteja aos pés do grande capital e, ao mesmo tempo, deixa no desemprego milhões de trabalhadores válidos que, ao invés de sugarem, poderiam estar a produzir riqueza. Goebbels ficaria envergonhado com o ministério da propaganda actual. Centenas de TV's, jornais, sites e revistas ao serviço da propaganda anti democrática e manipuladora desta "Europa"!

Eu pergunto: Ainda não questionaram se vale a pena continuar por aqui? Até quando vamos prescindir da nossa liberdade e baixar a cabeça à passagem dos traidores que dizem que nos governo? Até quando vamos aceitar ser governados por mandatários que, prometem ao povo e governam para a elite?


Digam comigo: Esta Europa? Não Obrigado! 
Esta Europa mata! Esta Europa prejudica gravemente a saúde!

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