Nuno Melo e o direito "divino" da extrema direita à governação!




 Para perceberem em que escala ideológica se situa Nuno Melo (e outros), basta ver que ele classifica o PS como tendo virado à “extrema esquerda”! Bem… Se para ele o PS é “extrema esquerda”, começo a ter dúvidas quanto à classificação de Nuno Melo como fascista! Acho que mesmo de Nazi… Parece-me pouco! Agora já percebo porque é que ele culpa a “extrema esquerda” pela guerra civil espanhola. Lutar contra um golpe de estado fascista, depois de ganhas umas eleições democráticas… Está tudo dito!Fantástico, como se consegue colocar ao mesmo nível a vítima e o agressor. É de facto uma moral espantosa, esta moral da extrema direita!



A direita tem uma forma engraçada, nada honesta e manifestamente anti-ética, de subverter a história, a verdade e a verdade dos factos. Para além da componente revisionista, oportunista e ocultista, a praxis de análise “direitista” mostra bem, em que medida os seus partidários são democratas, humanistas, republicanos, fraternos, etc. E mostra, também, de que forma agem e pensam relativamente ao poder.

No meio da claque de branqueio, “branco mais branco não há”, decidiu dar um ar da sua graça, o deputado Europeu, que o jornal “O Publico” classificou uma vez como o “Muito Discreto”. Refiro-me, pois claro, a esse fascistóide “bom vivant”, de cabelo lambido (por alguma vaca de um dos latifúndios da sua família, certamente) e de farda azul, modelo italiano, de sua graça Nuno Melo.

Sempre me perguntei o que é que levará a um “menino do copinho de leite” a quem nunca nada faltou na vida, manifestar tanto desprezo pelo sofrimento humano e tão grande falta de fraternidade. Não será, certamente, por raiva ou inveja dos desgraçados… Pois a ele, nunca nada lhe faltou. Mas então, o que leva esta gente a ser tão desprovida de compreensão, humanidade e compaixão, pelo sofrimento e suas causas? É algo que me atormenta constantemente!

Mas o seu ódio vai mais além! Estende-se aos que sofrem e lutam para transformar o mundo. Estende-se aos que não se resignam nem aceitam os ditames da sua gente! Aliás… Atinge precisamente estes. E quanto a estes, Nuno Melo esquece-se da sua visão e dos seus sentidos, ficando tão cego ao ponto de proferir dislates como aqueles que veio proferir há alguns dias!

Numa das suas tiradas de profunda (des)inteligência, Nuno Melo veio responsabilizar o “radicalismo da extrema esquerda” como o “fermento” das atrocidades cometidas na Guerra Civil Espanhola. Esta análise histórica de Nuno Melo diz muito do estado do seu plano mental e ideológico. Para Nuno Melo, a “extrema esquerda” é que é culpada pelo facto de, após umas eleições democráticas e livres ganhas pela esquerda, os fascistas terem tomado o poder através de um golpe de estado, desatando a partir daí, numa cruzada anti popular que descambou na matança pública de mais de 400.00 espanhóis (militantes partidários, sindicalistas e meros associados, e seus familiares).

Portanto, para Nuno Melo, a “extrema esquerda” espanhola era obrigada a aceitar o golpe, depois de ter ganho umas eleições democráticas. Tinha de comer e calar! Não sei em que se baseia esta moral universal de Nuno Melo, mas talvez encontre a sua justificação numa espécie de direito divino da sua “extrema direita” à governação do mundo. MAS Nuno Melo, ao mesmo tempo diz-se democrata… Já se vê que espécie de democrata ele é… Daqueles que, ou mando eu… Ou mando eu!

Mas esta capacidade inata de a direita e a extrema direita de Nuno Melo, em subverter a realidade e a verdade é deveras extensa. Para Nuno Melo, na Guerra Civil Espanhola, os culpados foram os militantes republicanos, porque ganhando umas eleições, não tinham nada que combater os seus amigos fascistas Franquistas. Mas há mais. Para Nuno Rogeiro, quando fala da guerra civil espanhola e das atrocidades cometidas, vem-lhe à memória Santiago Carrilho! Engraçado, não é! Depois dos 400.000 fuzilados pelas tropas fascistas, é de Santiago Carrilho que se lembra.
Mas a capacidade de subversão e branqueamento da história não se fica por aqui. No caso da greve do Metro, um jornalistazeco reaccionário do órgão propagandístico “O Observador”, vem culpar a CGTP-IN e o PCP pelas greves ininterruptas. Bem, culpa do governo por cortar reformas para as quais os trabalhadores contribuíram? Culpa da direcção do Metro por o aceitar? Não, a culpa é dessa cambada de “lambões” que querem “ganhar sem trabalhar” e que têm de comer o que os paizinhos têm para lhes dar… E calar!

E continua… Paulo Portas quando fala do 25 d eAbril, falará ele do Tarrafal? Da PIDE? Ná! Fala das perseguições aos pides e fascistas após o 25 de Abril! Fantástico, como se consegue colocar ao mesmo nível a vítima e o agressor. É de facto uma moral espantosa, esta moral da extrema direita!

Já na Ucrânia, quando a direita nacional analisa o conflito… O problema é a Rússia, os pró-Russos e a Novorussia. O problema de origem, o golpe de estado ilegal perpetrado por fascistas neonazis, já não levanta problemas. Afinal foi apoiado pelos EUA e EU. Portanto, os outros só têm de comer e calar.

Julgo que os exemplos de que, para a extrema direita fascistóide de Nuno Melo e companhia, a luta dos povos pela sua libertação é algo por que não podem ansiar. O direito divino de que esta elite julga usufruir, permite-lhes, na sua óptica, decidir o quando, o como e o porquê dos factos. A verdade é que, em cada conflito, em cada facto, por mais injusta que seja a sua origem (e não falo, ainda, em ideologia, mas apenas em ética), eles tomam sempre o partido do mais forte, do agressor. Sempre! E então se, do outro lado estiverem militantes da “extrema esquerda”… a sua história dá uma volta d e180 graus, idolatrando o criminosos e criminalizando a vítima.

Aliás, para perceberem em que escala ideológica se situa Nuno Melo (e outros), basta ver que ele classifica o PS como tendo virado à “extrema esquerda”! Bem… Se para ele o PS é “extrema esquerda”, começo a ter dúvidas quanto à classificação de Nuno Melo como fascista! Acho que mesmo de Nazi… Parece-me pouco! Agora já percebo porque é que ele culpa a “extrema esquerda” pela guerra civil espanhola. Lutar contra um golpe de estado fascista, depois de ganhas umas eleições democráticas… Está tudo dito!

Só me pergunto… Porque é que estes meninos mimados são assim! É assim tão difícil ser fraterno e solidário com os da sua própria espécie?
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