há mais de 2000 anos já se sabia!

Cuidado! Vê o que acontece se não participares. Já Platão o sabia. Quantos mais milhares de anos serão necessários para tu também o saberes?

A injusta repartição da riqueza!

Consideras justa esta repartição da riqueza? Então o que esperas para reinvindicares uma mais justa? alguém que o faça por ti? Espera sentado/a!

Não sejas mais um frustrado/a!

Não há pior frustração do que a que resulta da sensação de que não fizemos tudo o que podiamos!



Relvas, relvinhas… O efeito autoclismo…

Neste dia de chuva, cinzento como o Vítor Gaspar e desagradável como o Passos Coelho, mesmo molhadinho até aos ossos, não perdi o sentido de humor. Pudera, comecei a minha leitura matinal de e-mails com isto:


Pois é…Pois é...A brincar, a brincar… Estão a ver como se podem dizer tão grandes verdades com não menos grandes brincadeiras?

A verdade, verdadinha é que, nos últimos dias foram várias as visitas de Relvas a Universidades e Politécnicos (para além de outras tentativas de apresentação publica). Todos sabemos quais foram os resultados. Em todos os casos, Relvas foi tratado ao nível de qualquer figura anedótica nacional de mau gosto.

Por exemplo…podemos comparar o aparecimento do Relvas em publico como o caso do Conde Andeiro (que D. João I matou à punhalada, salvando o povo português das garras do correspondente medieval do Relvas). Também podemos ir buscar o Cardeal D. Henrique que, tal como Relvas nos vende ao capital estrangeiro, o Inquisidor D. Henrique, vendeu-nos aos espanhóis. Ainda me vem à memória…Alves Redol, com mais classe do que Relvas.

Confesso que este exercício de conseguir figuras tão patéticas como Relvas, na nossa prolongada história nacional é, um tanto ou quanto, difícil. Daí que, talvez possamos reconhecer a Relvas o mérito de se ter tornado uma figura incontornável da nossa história. Pela negativa…

Mas o que importa, no meio disto tudo, é que, para além das goradas tentativas de apresentação publica que talvez tivessem como intuito a promoção de uma certa proximidade simpática entre Relvas e o povo, de forma a contornar a espessa barreira criada entre a realidade nacional e o sonho que Relvas tinha de se tornar num sebastiânico Ministro do nosso (des)governo , a experiência tentada, tal como tudo o que este governo tenta, mais uma vez não passou disso mesmo, de uma tentativa. A distância entre a exigida credibilidade ministerial e o ministro Relvas é tão grande que todo o governo se afundou no fosso criado pelo efeito.

Então, Relvas, para além de funcionar como uma espécie de vácuo que tudo suga, tal como o cifão das nossas casas de banho que leva para fora da nossa casa os mais inconfessáveis dejectos da nossa existência, o efeito Relvas não se limita a sugar os dejectos governamentais expelidos por um acto eleitoral caracterizado pela mentira descarada, pela desinformação e pela omissão intencional, por parte da comunicação social, de todas as evidências que poderiam tornar este governo numa solução meramente teórica, derrotada pela verdade concreta de um acto eleitoral verdadeiramente democrático. Relvas, suga para dentro e, automaticamente, expele os dejectos para de onde os mesmos vieram. Com um problema…É que quando os expele, esses dejectos vêm em decomposição, tornando a sua convivência com povo absolutamente insuportável.

Este efeito Relvas, o Dias Loureiro dos tempos actuais, responsável pelo aparelho PSD e pelo seu financiamento, responsável pela distribuição dos despojos públicos pelos dejectos ambulantes que pululam à sua volta, este efeito tinge a nossa sociedade de um cinzentismo mal cheiroso do qual é muito complicado livrar-nos. É que, como toda a porcaria, esta também entranha… E entranha de tal maneira que, mesmo o cheiro sendo nauseabundo, ninguém consegue tirá-lo.

Não obstante, Relvas tentou mascarar a sua reles aparência – a de um aldrabão íntegro – com a aparência de um doutor. Para tal, sem nunca ter posto um pé num estabelecimento do ensino superior que se preze, comprou, traficou, extorquiu, inventou, expeliu, dejectou, um grau de licenciado, vindo das profundezas das suas entranhas. Se saem de lá Coelhos – qual mágico – como não sairão licenciaturas? O Ilusionista tira coelhos da cartola, Relvas tira muito mais, tira Coelhos, Licenciaturas, Moradas em Tomar (por causa das ajudas de custo), processos de privatização da TAP, BPN’s, Banif’s, Tecnoformas, LDN’s e até, formação sobre arquitectura sustentável. Só que, pois é, não o faz com ilusionismo, fá-lo à descarada. Relvas é tão reles que nem se dá ao trabalho de inventar um truque. Vai à bruta. E que vir, que se aguente.

Relvas é muito mau mágico. É daqueles que quando faz um truque, todos vemos que é, isso mesmo, um truque. O truque que relvas tenta fazer ao país equivale a um ilusionista fingir que vai serrar uma assistente ao meio e, pumba, não é que a serra mesmo?

Relvas quer fazer-nos crer que não está a cortar nada aos bocados…mas quando abrimos os olhos, está tudo partido, sem que ele consiga voltar a montar os cacos. Quando o faz…ainda os parte mais.

Não obstante, o Sr., Dr., Eng.º, Arquitecto, seja lá o que for, sabendo que tem um diploma de licenciado e sabendo que, agora, ao contrário do que todos fazem, é hora de ir às universidades compensar o tempo de aulas que nunca teve, depara-se com um problema ontológico. A universidade não o quer lá. Do tipo, “se já estás licenciado, põe-te a andar”! E a rejeição tem sido tão grande como quanto a complexada insistência.

Até que enfim que alguém começa a puxar o autoclismo. Com um efeito interessante e que comprova o que eu disse anteriormente, é que arrasta com ele todos os dejectos que expeliu.

Que cheirete…Não é?
Dêmos-lhe corda!


Passos Coelho, num destes dias, numa das suas metafóricas associações – que também têm algo de meteóricas – quis, mais uma vez, invocar uma imagem que pudesse, de alguma maneira, ajudar a reconstruir a confiança dos Portugueses no executivo que (não) lidera.

E que imagem invocou? A imagem da corda que estica e não parte. Imagem arquetípica esta. Imagem muito do agrado dos portugueses, um bocado como aquela do “mais vale quebrar que torcer”.

Passos Coelho, à falta de sabedoria e inspiração suficientes para que pudesse mostrar uma luz, a quem dele já tudo – de mal – espera, vai-se munindo de expressões recorrentes, requentadas a partir da nossa sabedoria popular. O problema, claro está, é que, este sujeito a quem temos, obrigatoriamente, de chamar de Sr. Primeiro-ministro, nada possui de “sabedoria” e muito menos de “popular”. Aliás, para além de nada ter nem de uma coisa nem de outra, o mais caricato ainda é que, toda a sua acção representa a negação da própria sabedoria e, ao mesmo tempo, representa uma ofensa a tudo o que é popular.

Desgraçadamente, esta é a maior das ironias da vida deste Sr. a quem, desgraçadamente, chamamos de Primeiro-Ministro. Ao utilizar exemplo da “corda que estica e não parte” Passos Coelho confrontou-se com um problema, extensível, nestes últimos dias, a todos os membros do seu governo.

Se reparar-mos, nos últimos dias não há membro do governo que possa colocar a cabeça de fora, sem que o povo não corra logo atrás a querer enforcá-lo. Quem é que mandou o mais desgraçado PM da nossa história, lembrar-se de falar da “corda que estica e não parte”?

É que agora, para além de estarmos todos a pensar no que fazer com tal corda, dando-lhe uma utilização cada vez mais popular, Passos também conseguiu colocar-nos a “rezar” para que, depois de a utilizarmos, a corda não se parta. Caso contrário, de nada serviria a sua utilização. Ela que estique – sem dúvida – mas que não parta
Não, Sr. Passos Coelho – chamo-lhe Srº e não Drº porque o deve ser à la Relvas – A corda não se partirá. Ante que tal aconteça, outras coisas partir-se-ão.
P.S. tal como a metáfora de Passos, o meu discurso também é metafórico, portanto, não me venha o reaccionário SIS, com a tanga de que estou a pregar à violência…



ENERGIA A MAIS

Acordei ao som estrondoso do meu despertador, esfreguei as remelas e, apalpando de olhos fechados à procura do botão, desliguei o desgraçado instrumento e liguei outro…O rádio.

«O país tem um problema de défice da balança comercial, agravado pelo problema do défice energético», dizia, um dos palradores do regime, na sua crónica “economicista” matinal. Nada como acordar ao som metálico do dinheiro, logo de manhã.

Pensei que, estes doentes, apanhados pelo vil metal, viciados na adrenalina da “mais-valia”, começavam logo de manhã a sua maratona propagandística de convencimento das massas. Funcionam, sem dúvida, como uma espécie de anestésico social. Impedem o povo de chegar, facilmente, à verdade.

Aquilo que parece uma verdade simples passa a constituir uma verdade complexa, porque estes senhores a complicam, de forma a fazerem crer que o desvendar da realidade está para além das capacidades do comum dos mortais e acessível, apenas, a um grupo de iniciados na arte de “como aumentar a exploração do povo em que este o sinta”.

«O governo tem a necessidade de baixar o consumo interno para que se reduzam as importações, o que, aumentando as exportações, leva ao equilíbrio da balança comercial».

Poderia continuar com a citação mas, todo este palavreado se tornou demasiado simples. O “economês” tradicional neo-liberal continuaria a dizer que para isso tem de haver contenção salarial, criatividade fiscal e emagrecimento do aparelho de estado o que, traduzindo para língua portuguesa quer dizer: Baixar salários abaixo do limiar de pobreza; aumentar os impostos sem redistribuir mais, por isso; acabar com estado social.

Como podemos ver, só os mais incautos ignorantes do jargão linguístico “economês”, dialecto padrão da autocracia argentaria ultra-liberal, não saberiam traduzir à letra, expressões idiomáticas tornadas tão comuns.

Contudo, nesse mesmo dia, veio o Governo, sebastiânicamente, mostrar ao país a solução. «Portugal tem de tornar-se um país líder na produção de energias através de fontes renováveis». Confesso que fiquei impressionado. Sem dúvida, uma medida importante. E continuava: «O governo vai accionar um plano de investimento em renováveis que promova, a longo prazo, a sustentabilidade e autonomia energética do país, equilibrando a balança comercial».

Quando governos autocráticos, eleitos ao sabor da mentira, da demagogia e da ocultação das verdades, referem possuir planos de investimento, é razão para ficarmos preocupados…quer dizer que vai chover dinheiro lá para os lados do zoológico das suas amizades.

E, tal assunção, não resulta de nenhum preconceito, resulta de uma constatação material e substancial, que de tão repetida e inatacada por quem o poderia fazer, se tornou, inevitavelmente banal. Passou a ser banal, usar o erário publico para beneficiar patrimónios particulares. A prática do peculato encapotado, tornou-se um “must” ao nível do Know How necessário para governar.

Ora, não foi com surpresa que todos vimos as nossas factras eléctricas aumentarem por que passaram a integrar uma taxa para investimento em energias renováveis. É pena não inventarem uma taxa para “orçamentos familiares renováveis”, “cuidados de saúde renováveis”, “reformas renováveis”, etc.

Foi também sem surpresa que vimos o estado, na sua grandeza e imensidão, continuar a pagar rendas de barragens que são nossas  e a subsidiar a fundo perdido (por acção do QREN) o investimento nas energias renováveis.
Quem ouvisse falar tal gente e não fosse de cá, pensaria «eh pá, em Portugal está a ajudar-se o país a se independente energicamente». Ou, «com energia nossa, nas nossas empresas, equilibramos a balança comercial e não estamos sujeitos aos elevados preços do petróleo».

Todo o discurso assentava que nem uma luva. Ajudar empresas nacionais, promover a sustentabilidade e autonomia energética…Faaaantástico. Disseram os donos da GALP, EDP, REN e outras.

Então, o que sucedeu? As “nossas” EDP’s, GALP’s e REN’s, para além de produzirem energia mais barata, para além de não terem investido um chavo na “nossa” estrutura produtiva, para além de aumentarem exponencialmente os seus lucros, o que fizeram elas? Beneficiaram o país? Depende de, quem é o país.

Agora soube-se que nos últimos 4 ou 5 anos pouparam-se 6.300 000 000 € em petróleo, com benefício para a  balança comercial. Quase 4% do PIB nacional. E de quem foi o benefício?

É, pois é, enumeremos:

  • Lucros das “nossas” empresas energéticas
  • Balança comercial mais equilibrada, o que é bom para…Não sabemos, porque, não nos diminuiu imposto nenhum
  • Lucro das empresa chinesa que comprou a EDP
  • Lucro especulativo dos accionistas das energéticas

E para nós, o povo? Que “benefícios” recolhemos?

  • A energia mais cara da Europa
  • Impostos mais altos para pagar os custos energéticos do estado e os custos futuros da privatização das energéticas
  • Empresas que vão à falência por causa da factura energética
  • Precariedade laboral e baixos salários praticados pelas empresas que prestam serviços Às multimilionárias energéticas
  • Monopólio de distribuição e produção energética
  • Preços energéticos cartelizados
  • Mais valia apropriada pelo capital quando deveria de reverter para quem investiu nessas empresas

Pois é, meus caros, a politica do Sócrates foi só vantagens. O Passos que o diga, porque essa, ele não mudou.

                                   Arre, parece que gostamos de ser roubados



Alcoolítiquices

Esta notícia já não o é. Mas encontrei algo de interessante sobre a mesma.

Bem, longe de mim condenar a senhora deputada Glória Araújo pela sua noite de copofonia. Afinal, todos temos os nossos pecadilhos e tudo o que não quero é viver numa sociedade moralista. Julgo que o ser humano já teve disso que chegue. Contudo, o que mais me espantou nesta situação, não foi o saber que um representante do povo (em feminino, pois eu recuso-me a colocar os o/a) é capaz de apanhar uma valente piela, ao ponto tal, de ser capaz de dizer a si própria: oh, eu estou tão bem que até sou capaz de conduzir!

Já me estou a ver, naquelas noites de jogo do copo em que, tal como todos os que comparam medidas de tanta coisa, jogávamos até ver que era o primeiro a cair para o lado e, após a queda do infeliz, dizíamos: eh pá, o gajo não aguenta mesmo nada! Eu já bebi o dobro dele e ainda estou fixe!

É claro que o “estar fixe” passava por mal conseguir mater os olhos abertos ou, mais difícil ainda, em soletrar o termo “estar fixe” inteiro e de seguida. Bem, de certeza que a senhora deputada, numa noite de sexta-feira, comemorando ainda as entradas em 2013, também terá dito “estou fixe”.

Bem, vindo de uma deputada do PS, o “estou fixe” nem é uma originalidade relacionada com um estado mais ou menos alcoolizado. Afinal, o termo “fixe” associado ao PS já vem de longe.

Querendo matar mágoas pela entrada em 2013, ou querendo comemorá-la, uma vez que 2013 poderá ser o ano de retorno do PS ao poder, a verdade é que esta representante do povo português, olhando para o estado do país e para o desvario deste (des) governo, poderá ter pensado que, mesmo estando com 2,4 g/l de taxa, o seu estado era perfeitamente aceitável para conduzir um automóvel. Na realidade, há quem conduza um país inteiro aparentando um estado bem pior! Ah! E não são autuados pela PSP, nem incriminados pelo Ministério Público. O que não deixa de ser um mistério, reconheçamos.

Mas voltando ao início. Como dizia, o que mais me suscita apreensão nesta informação, não é a capacidade da Deputada Glória Araújo para se manter na estrada (não se esqueçam que as auto-estradas têm três faixas de rodagem, a senhora só tinha de acertar na do meio, em caso de dúvida). A mim, modesto membro da classe a que chamamos de “povo”, emérito anónimo “blogonauta”, o que me gera realmente apreensão é o seguinte facto: quando realizei uma pesquisa no Google com o termo “deputada Gloria Araújo” tive uma grande surpresa (ou não).

Pensam que o que apareceu no Google foram os projectos de lei, as comissões parlamentares, as “célebre intervenções” no hemiciclo, as polémicas politicas, a diatribes republicanas, as acções politicas na sua terra natal, na sua região, no seu distrito?

Não, o que apareceu, pelo menos, nas primeiras 12 páginas (12!) foram chamadas relacionadas com a taxa de alcoolémia da senhora. Foi a multa, a coima, a imunidade, o levantamento da imunidade, a queixa-crime, a ética parlamentar. Tudo o que vi, nas páginas que abri até me chatear de procurar por algo mais, foi o que está relacionado com o desvario da senhora.

Ora, isto para mim é muito grave, por fazer-me levantar um conjunto de suposições nada abonatórias para a carreira de deputada:

  • A senhora deputada para aparecer na ribalta nacional teve de cometer um desvario que, por mais comum que seja, não chega para nos tornar deputados;
  • A senhora deputada, à primeira vista, para além do desvario que cometeu, não se lhe conhece outros actos que não o desvario em causa, o que pode revelar bastante para efeitos da exigência para se chegar ao mais alto cargo da nação (supostamente);
  • A senhora deputada, mesmo depois do desvario, não teve nenhum acto que, pela sua idoneidade politica pudesse, ao menos, capitalizar para amenizar o impacto do seu desvario;
  • Mesmo na imprensa local, sempre tão ávida de publicitar a intervenção dos representantes da terra em órgãos de soberania, a senhora deputada o que consegue é, tão só e apenas, aparecer por causa do seu desvario;
  • Não aparece, nas primeiras 12 páginas do Google, nenhum emérito político da nossa praça (o que significa…o que significa!) a defender a honra da senhora deputada, por que ela vale por isto, ou fez aquilo;
  • De toda a actividade (espero que profícua) da senhora neste ano de 2013 só aparece o seu desvario, o que pode levantar dúvidas sobre a relevância das acções da senhora deputada para além do seu desvario.
Como vêem, todas as assumpções que faço a partir da pesquisa que efectuei no Google com o termo “deputada Glória Araújo” (deputada!), não me aparece, nas primeiras 12 páginas, algo de abonatório da sua acção enquanto deputada.

Isto quer dizer que nada possa dizer em defesa da senhora deputada? Posso, claro que posso:

  • Não aparece nada sobre a sua carreira de deputada. Nada! Já não é como outros…relativamente aos quais aparecem coisas bem piores do que o desvario alcoólico da senhora deputada;
  • Uma pessoa bebe um copo e aparecem (pelo menos) 12 páginas de chamadas sobre a sua bebedeira. Outros ganham comissões em submarinos, cometem fraudes no BPN, “oferecem” as nossas empresas aos seus amigos, apropriam-se do erário publico, traficam influências prejudicando o país, e se o colocarmos no Google, não aparecem de certeza as primeiras 12 páginas sobre isso. Portanto, o seu crime nem é o pior;
  • A comunicação social é tão reles que, em vez de investigar os problemas relacionados com corrupção, tráfico de influências, peculato, entre outros, anda a noticiar sobre problemas do foro pessoal de cada um.
É, pode defender-se a senhora deputada, pelo menos por comparação!


Sindroma de Estocolmo? Não será de Berlim? Ou de Bruxelas? Ou de Nova Iorque?

Imaginem um sequestrador que nos empurra para um qualquer canto subterrâneo, escuro, isolado, afastado. Imaginem que os dias, as semanas, os meses e os anos passam lenta e amarguradamente. Imaginem a voz, o cheiro, a sombra e o olhar do agressor, presentes em repetidos reencontros totalmente despidos de emoção, compaixão, fraternidade ou, simples respeita pela comum condição humana. Imaginem que ao desespero dos primeiros dias, se segue o cansaço e o esgotamento dos seguintes. Imaginem o terror transformado em suspense, por sua vez transformado em indiferença.

Esta poderia ser a estória de um qualquer sequestrado. Trágica o suficiente para nos fazer pensar, quase subconsciente, numa saída, numa fuga, numa alternativa.  Bastaria encher a estória de detalhes relacionais, individuais e materiais diversos, para que todos nós, muito humana e institivamente, iniciássemos um périplo mental preconizador de uma possibilidade de fuga, por muito ínfima que fosse. E porquê? Porque a necessidade de fuga ao agressor e a necessidade de luta, quando esta se torna a ultima das alternativas perante o encurralamento, constituem comportamentos reflexivos típicos de todos os animais. Uns enfrentam o agressor, outros engendram hipóteses de fuga, mas nenhum, que eu conheça, se entrega ao conformismo.

Ora, esta entrega ao conformismo já será, em si mesmo, uma tragédia, por representar a desistência da luta contra o agressor, bem como, a desistência da luta (física ou mental) como forma de se atingir uma realidade material alternativa. Contudo, mais trágica ainda se torna a situação quando, sequencialmente, a vítima em causa se afeiçoa, nos mais diversos graus da afeição, ao agressor.

O que de mais insidioso se pode imaginar do que uma vítima de sequestro, por falta de esperança e perspectivas de vida e/ou mudança acabar por se afeiçoar a quem lhe perpetra a agressão? Este constitui, sem dúvida, o mais trágico dos paradoxos humanos. Representa o despir de toda a dignidade, amor-próprio, individualidade e auto estima. Representa o abandono da luta por algo de diferente. Representa a conformação subconsciente com uma determinada fonte de agressão. 

Daí que, psicologicamente se classifique esta tragédia humana como algo de patológico. Quem pode muito bem tratar-se de um Sindroma. Neste caso, provavelmente, o Sindroma de Estocolmo. Mais patológica se tornaria ainda a situação se, de repente, a vitima passasse a desejar a agressão. Quase como, para colocar um fim ao sequestro, desejar um novo sequestro, numa repetição interminável de fugas à agressão que mais não seriam do que repetições da agressão anterior e que, perante a doença, a vitima passasse mesmo a não desejar o fim das mesmas. Ou seja, não apenas se conformava com a ausência de alternativa como, passaria a ver na ausência de alternativa a verdadeira e única alternativa! Já pensaram em algo mais doentio, paradoxal e insidioso?

Infelizmente, esta tragédia humana, enquanto comportamento disfuncional, é facilmente subsumível a muitas outras realidades humanas, individuais e colectivas. Vejamos como.

Os PIGS (Portugal, Grécia, Irlanda e Espanha) encontravam-se, economicamente, desprotegidos e inseguros face à agressiva economia especulativa global. Em virtude dessa desprotecção, as suas economias foram alvo das mais diversas acções de aproveitamento da sua situação, nomeadamente, ataques às suas finanças públicas.

Numa lógica de fuga ao agressor, neste caso, já numa situação de doentia predisponência ao sindroma de Estocolmo, pois os nossos governantes possuem uma admiração profunda pelos agressores (os “MERCADOS”, os “INVESTIDORES”, os “EMPREENDEDORES”…), estes senhores procuraram fugir para uma classe de agressores, na sua óptica, menos “agressivos”. É claro que, mais uma vez, os nossos (des)governantes mostraram à partida a sua predisponência  para com a contracção da doença Sindroma de Estocolmo. Pois, à partida, todos simpatizavam demasiado com os agressores, neste caso o FMI, BCE e CE. Então, estes senhores, supostamente democráticos governantes, desejaram entrar numa lógica de sujeição interminável, inequívoca e perpétua à agressão exterior.

Mais grave se torna quando, estes senhores, não se limitando a padecerem eles próprios da doença, tentam, por todos os meios que lhes são possíveis (e que são muitos, desde a comunicação social, à manipulação da justiça) submeter os outros à sua macacoa.

Ora, estes senhores, perante a agressão dos seus deuses, qual a alternativa que preconizam? Uma agressão ainda maior. Se o país está mal por causa dos especuladores, vamos dar-lhe com mais especulação ainda. Se o pais está mal por falta de investimento nas pessoas? Vamos desinvestir mais ainda. Se o país está mal porque a austeridade é enorme? Demos-lhe com mais austeridade ainda. E, assim, fazem suceder sobre o seu país e sobre o povo que, supostamente, os elegeu, uma continuidade interminável de agressões, tipologicamente iguais, mas cada vez mais profundas e incisivas. Ou seja, para esta gentalha, a alternativa à agressão passou a ser…a própria agressão!

É curioso que, no entanto, subsistem um conjunto de seres que, muito saudável, natural e humanamente, tentam encontrar alternativas de fuga e luta ao agressor. Daquelas que implicam a sua destruição ou, pelo menos, a não submissão aos seus efeitos. Este comportamento é, aliás, o verdadeiro motor da história, subjacente à luta de classes, do progresso e até, da sobrevivência das espécies. Imaginem que os escravos em vez de se libertarem, teriam preferido continuar como estavam (aliás, os doutrinados economicistas da altura defendiam a escravatura porque era economicamente importante, portanto, não se podia acabar com ela)? Imaginem que os burgueses do século XV e XVI, sem vez de terem combatido o feudalismo se tivessem entregado às guilhotinas monárquicas? Imaginem os operários do século XVIII que, saídos da revolução industrial, deram em criar partidos, sindicatos, conquistando uma qualidade de vida sem precedentes, imaginem que este se tinham entregado apenas e tão só à desumanidade laboral que o capital lhes queria impor?Imaginem que Portugal não se tinha tornado independente porque Castela era maior e mais rica? Imaginem que não se tinha derrubado a ditadura, porque eles eram mais fortes? Bem, esta ultima é, precisamente, uma das razões da agressão!

Quer esta escumalha neo-liberal queira, quer não queira, está na natureza da vida a luta por alternativas de sobrevivência. Aliás, diria mesmo, o que faz a vida ser tão bela e preciosa é a capacidade que a natureza tem de, perante todas as ameaças de morte e destruição, encontrar sempre o caminho da sua afirmação e salvação, produzindo as roturas e as revoluções necessárias à sua sobrevivência.

E vêm agora estes ditadores argentaristas, uns doentes do sindroma de Berlim, Bruxelas e Nova Iorque, originariamente desistentes do progresso e da evolução, procurar estender a sua insana patologia a todo o país?

É claro que, no meio destes animais, temos diversos graus e espécies patológicas. Uns são masoquistas, nomeadamente aqueles que sofrendo a agressão no pelo, julgam que a mesma é boa e sabe bem. Outros são Sado-masoquistas. Gostam da agressão, gostam da dor que provoca mas querem-na estender a todos nós, para se excitarem enquanto nos vêem sofrer. Também temos os fetichistas Sádicos. Não sentem qualquer efeito da agressão, contudo, a sua homo e sócio fobia são tão grandes que, por razões diversas, gostam e querem ver os outros sofrer. Outros são sofredores do Sindroma de Estocolmo. Apaixonaram-se perdidamente pelos agressores.

Podem passar um bocado a pensar onde enquadrar gente como o Luís Delgado (e a sua raiva primordial a tudo o que está à sua esquerda, o que não quer dizer que seja de esquerda), o Camilo Lourenço (neo-liberal romântico e empedernido) ou até o Ministro das Finanças (menino de mão do agressor). Todos eles se enquadram nalguma das categorias anteriores, mas todos eles têm algo em comum. Nãos e contentam em serem eles os agredidos. Querem-nos todos a sofrer. Querem-nos todos caladinhos. Querem-nos todos apaixonados pelos agressores que, para eles, era ou se tornaram deuses (a Troika, os mercados, os investidores…). Querem que todos nós nos dispamos da nossa humanidade e da nossa natural tendência para a evolução e sobrevivência.

Não vos chega serem doentes sozinhos?


Seus…Sindrominados




1.500.000.000 de Euros!

Tentem lá dizer este número. Conseguem? E agora tentem pensar o que significa este dinheiro em termos de riqueza. Imaginem-se detentores de tal liquidez. Imaginem quantas reformas, subsídios de desemprego, rendimentos de inserção, entre outras prestações sociais, nãos e pagariam com tal montante. Imaginem um investimento desta monta em educação, saúde, combate à corrupção e ao tráfico de influências, justiça, apoio à investigação, apoio às exportações…Imaginem só, e apenas imaginando! Porque para o nosso governo todas estas despesas constituem custo sem retorno, desinvestimentos, fundos perdidos e, em suma, dinheiro público mal gasto, dispendido de forma improdutiva, o qual uma economia débil não se pode dar a luxo de sustentar,

Pois é…por muito dinheiro que seja, para nós, portugueses, pelos vistos, não é nada! Afinal, trata-se da mesma quantia que Américo Amorim contraiu de empréstimo ao BPN (antes da derrocada) e que lhe permitiu entrar na lista da Forbes. Trata-se de um quarto da quantia que despendemos com o BPN que, mais tarde foi reprivatizado pela módica quantia de 40.000.000 de Euros (aliás, sobre isto, posso contar-vos um episódio tragicamente caricato, pois na Finlândia contei isto a vários escandinavos e eles riram-se…acho que nem acreditaram em mim).

Mas esta quantia corresponde, mais ou menos, ao corte que o governo fez na educação, no orçamento de 2011. Trata-se, mais ou menos, da quantia compensatória que teremos de pagar às PPP’s que o governo não “pode” renegociar. Trata-se também de uma ínfima parte dos milhares de milhões de juros que teremos de pagar à Troika pela extorsão de que somos alvo. Trata-se, também, da quantia que não cobrámos de IRC quando o principal accionista da PT, aquando da venda da Vivo, não pagou o imposto em causa.

Enfim, como se vê, esta quantia para um país como o nosso, não é nada. E tão pouco é que, o governo des”troikador” que temos no poder, se permitiu gastar este montante em aplicações financeiras ruinosas. E sabem de onde é que este dinheiro surgiu? Do fundo de reserva da Segurança Social. Ou seja, foi o dinheiro dos trabalhadores que estes marginais e indigentes, deram de mão beijada aos amigos glutões, não de sujidade, mas de dinheiro.

Agora vejam bem, o governo há uns meses emitiu uma directriz autorizando o gestor do Fundo de reserva da Segurança Social a comprar todo o lixo da banca e, como rapaz bem mandado, o que fez este senhor? Estourou 8% das nossas contribuições que estão no fundo de reserva, em lixo económico digital a que a máfia financeira chama de “activos financeiros”. Agora viram-se que era activos tóxicos. Uma espécie de alimento estragado que, para além de não alimentar, ainda provoca doenças. 

Pois é, o lixo digital a que a máfia mercantil chama de “activos” e que justifica que bancos com tantos lucros estejam sempre a necessitar que o estado lhes dê a mão, tem uma origem engraçada…um bocado como a história da mosca e da m****. É que este lixo digital é o dejecto que atrai as moscas imundas que se auto denominam de governantes responsáveis, capitalistas, financeiros, investidores, empresários, empreendedores e credores do Olimpo mercantil actual.

E estes insectos imundos, cuja utilidade é menor do que a das moscas, pois estas ao menos podem servir-nos para a distracção de as andarmos a perseguir com um mata moscas, insistem em estragar o nosso pão. Insistem em consumi-lo e/ou degradá-lo. Subtraem-nos a matéria orgânica limpa e transformam-na em lixo digital sem prazo de validade. E mais, depois é ouvi-los a dizer, constantemente, que o estado é que é o papão.

Arre…alguém tem aí um mata moscas?

Não? Pode ser shelltox.

P.S. Onde andam os advogados, juízes, magistrados, juristas, procuradores e outros seres que não querendo fazer parte do enxame, venham exigir a justiça aplicável a estas situações? Onde andam eles? Será que neste pais se pode continuar a ser corrupto, negligente ou doloso, burlão, aldrabão, em que nada suceda?