Moment of Truth - "Fascism as it is" - Os fascismo Ucraniano

Um Jornalista Russo, de sua graça Andrei Karaulov, publicou um trabalho em filme intitulado "Momenth of Truth" (momento da verdade - tradução livre). Não fujam, dispam-se de preconceitos e vejam-no.




Já sei, já sei o que me vão dizer... Os russófobos; aqueles que ainda andam no tempo da guerra fria, que vêem os bons (EUA) contra os maus (URSS); todos os que ainda não repararam que a URSS, infelizmente, acabou; todos os imperialistas; pró-ocidentais; pró-liberais; pró-capitalistas; situacionistas; anti-comunistas primários; ou, simplesmente, os que sem espelho, não conseguem ver que, os actos imperialistas de uns são tão condenáveis como os actos imperialistas de outros... Todos estes, e mais alguns, provavelmente, dirão algo como: «Ah! Este gajo é Russo...  Isto é tanga!».

Sim, o Putin não deixa a comunicação social exprimir-se livremente. Sim, o Putin persegue jornalistas. Isso é verdade. Faz lembrar  o Snowden,  Assange, a jornalista da TVI despedida por desvendar os ocultos segredos das escolas privadas, a censura do Expresso ao Eugénio Rosa ou, os bombardeamentos das instalações da Al-jazeera no Iraque, Afeganistão, atingidas "por engano" pelas tropas dos EUA. Putin é menos polido? Mais autoritário e bruto? Certamente. Mas os seus objectivos são iguais aos dos demais: dominar; manipular; reinar. Tal como cá, os patrões da Comunicação Social Russa que jogam as regras do poder político ou económico, tornam-se os órgãos de "referência".

Mas lá como cá, cá como lá, existem pessoas boas e profissionais sérios. Este jornalista, trabalhou mais de 10 anos neste filme, não se tratando, portanto, de um filme construído à pressa, pela máquina propagandística "Putiniana".

Como refere o site noticiosos independente Global Research, este filme foi enviado para os embaixadores sediados em Moscovo, para os diversos órgãos de comunicação social ocidentais, creditados em Moscovo, para o Secretário Geral da ONU e até para Obama. Contudo, o silêncio é ensurdecedor. 

O filme, para além dos testemunhos e análise sobre o revivalismo Nazi-fascista na Ucrânia, fala também do massacre de Odessa, perpetrado contra a casa sindical, vitimando mais de 40 pessoas, algumas delas colocadas lá dentro já depois do incêndio ter deflagrado. 

É um filme incómodo, sem dúvida. Incómodo e revoltante. Revoltante para todos os que lutam contra o fascismo. Incómodo para todos os que o branqueiam. O uso, pelas forças Imperiais,  de fascistas (vide América latina) e extremistas religiosos (vide Afeganistão, Siria, Libia), criminosos e traficantes (vide Colômbia, Venezuela...) como instrumentos de agitação e tomada do poder, constitui um comportamento que podemos já referir como "típico". Todas essas intromissões em terra alheia (o mesmo se aplica a outros imperialistas como Putin), mais não trazem do que miséria, guerra e morte. Todos os que fingem não ver, todos os que não denunciam, calam ou desculpam, dormirão com a sua consciência. Para constatarmos a falta desta consciência, bastaria ligar a nossa TV.  Mas, meus caros, a realidade está lá, não desaparece e é inexorável. Nada permanece imutável face à sua afirmação.
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