2014: A Censura chegou à Universidade!

 Eis então que 2014 será o ano que consagra, no âmbito de um governo reaccionário de ultra liberal, a chegada oficial e assumida, da Censura às nossas universidades! Já sabíamos que a inocente liberdade de imprensa já havia sido, fulminante e repetidamente, violada pela Comunicação Social Propagandista. De entre  manipulações e deturpações, os conteúdos verdadeiramente livres começam a ser uma raridade. Já o sabemos, é um facto científico! Contudo, a chegada de tal orientação editorial às nossas universidades, consagra algo de muito mais grave: a censura não está associada apenas a interesses económicos privados, a censura passou a ser um traço do sistema, passou a ser auto assumida, auto imposta e presumida. Passou a ser uma forma de bajulação e reverência.



 Esta semana tem sido, como todas, aliás, muito fértil em notícias que demonstra a degradação evidente a que está a chegar o nosso sistema político-social. E no meio de notícias de invasão da Rússia, há uma que saltou, especialmente, à vista:

O Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa edita uma revista chamada "Análise Social". O último número - desafio alguém a encontrá-lo, por estes dias - publicou um ensaio visual dedicado ao graffiti e ao seu conteúdo político em tempo de crise.  O seu autor, para que o crédito não caia por mãos alheias, foi o investigador Ricardo Campos.

Numa mera página e meia, foi possível aos leitores da revista (nos quais me incluo, mas não sei se o continuarei a fazer) verem um conjunto de imagens de graffiti ao alcance visual de todos os transeuntes da cidade de lisboa, com imagens comprometedoras de Merkel, Portas, Coelho, Salgados e outros grandes da praça.

Eis então que José Luis Cardoso, Director do ICS mostrou de que massa é feito. E conformando o seu acto à massa nojenta e pegajosa de que é feito, decidiu CENSURAR (sim, é isso mesmo) a revista e retirá-la de circulação, não para ficar com o artigo só para si, mas para destruir qualquer evidência da sua existência.

Eis então que 2014 será o ano que consagra, no âmbito de um governo reaccionário de ultra liberal, a chegada oficial e assumida, da Censura às nossas universidades! Já sabíamos que a inocente liberdade de imprensa já havia sido, fulminante e repetidamente, violada pela Comunicação Social Propagandista. De entre  manipulações e deturpações, os conteúdos verdadeiramente livres começam a ser uma raridade. Já o sabemos, é um facto científico! Contudo, a chegada de tal orientação editorial às nossas universidades, consagra algo de muito mais grave: a censura não está associada apenas a interesses económicos privados, a censura passou a ser um traço do sistema, passou a ser auto assumida, auto imposta e presumida. Passou a ser uma forma de bajulação e reverência.

É nestas alturas que se vêem os heróis e a matéria de que são feitos os líderes. A julgar pelo que vemos, gente como José Luís Cardoso, está sempre mais próximo de se preocupar com a imagem perante o poder, do que perante o povo. Este senhor, à imagem de muitos outros, não trabalham para nós, trabalham para o poder que os institui como falsos comandantes. Como marionetes de um regime cada vez mais fechado, cada vez mais aprisionado por mentes mesquinhas que partilham a ideia das inevitabilidades.

Perante as ameaças do governo no caso do financiamento às universidades, o que faz esta gente? Lutar? Não! Essa não foi, nem nunca será uma característica sua. Esta gente rasteja, rasteja pela esmola, pela migalha de poder, a migalha que os enche de si próprios, levando-os a pensar que são mais, do que aqueles de que se servem (de nós).

É assim no ICS, é assim no Banco de Portugal, diretor e diretor-adjunto de supervisão saem do Banco de Portugal para a PwC, a empresa auditora que ganhou os contratos, sem concurso, no âmbito da supervisão do Banco de Portugal (in Publico).


E é assim, porque no Portugal neo-salazarista de Passos Coelho e Portas, a bajulice, a graxa, a mama e a chibadela passaram a fazer parte das "competências" de quem se movem nas luzes do regime. Um regime em que a liberdade é cada vez menos, uma qualidade intrínseca

Não podemos para de os denunciar! Jamais! 
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